03/04/2026
Eu quero compartilhar algo que aconteceu comigo hoje.
Eu li uma reflexão sobre a Sexta-Feira Santa e no meio da leitura… eu precisei parar.
Desliguei tudo, fiquei em silêncio por alguns minutos… e do nada, veio vontade de chorar.
Não uma tristeza com nome, mas uma saudade de mim mesma.
Faz tempo que eu não fico comigo sem ter nada para entregar.
Sem aula, sem resposta, sem filho para cuidar, sem negócio para gerir.
Só eu, o silêncio e o que estou sentindo de verdade.
A gente não adoece só de excesso de trabalho, adoece de excesso de ausência de si mesma.
A Sexta-Feira Santa é o dia em que Jesus desce, em que a luz some, em que não tem resposta, nem ressurreição, nem milagre visível.
É o dia do silêncio sagrado.
E a gente esqueceu que esse dia existe dentro de nós também.
Pulamos direto para a Páscoa. Mas não deu tempo de morrer direito. Não deu tempo de descer até si mesma.
Na Constelação Familiar, a gente observa que muitas mulheres aprenderam que sentir é perigoso e que você só tem valor quando está entregando.
E aí a gente constrói vidas lindas… e some dentro delas.
Eu vim te convidar para o mesmo lugar que eu fui: PARA DENTRO.
Sem a intenção de consertar algo, nem buscar entendimento. Não pra já estar bem…
Só pra estar consigo mesma.
E o que está lá dentro não é monstro, é VOCÊ, com saudade de você mesma.
Não precisa estar bem, nem precisa ter ressuscitado.
Respira, sente. Deixa o que precisar chorar… chorar.
Isso é sagrado, cura, é o começo de tudo.