Mina Treze de Maio

Mina Treze de Maio Sítio histórico-arqueológico da mineração do ouro no séc XVIII.

07/12/2024

Fatos Incríveis - África Antiga..

1. África foi chamada de Alkebulan (mãe de
humanidade).

2. A África governou o mundo durante 15.000 anos.

3. O homem mais rico da África é um rei africano
(Mansa Musa).

4. África civilizou a humanidade.

5. A mineração começou na África há 43.000 anos, em
1964 uma mina de hematita foi encontrada na Suazilândia em
Bomvu Ridge na cordilheira Ngwenya.

6. Os africanos foram os primeiros a organizar a pesca.
Expedições há 90.000 anos em Katanga, Congo.

7. Africanos esculpiram o primeiro colossal do mundo
escultura há 7.000 anos.

8. Os antigos egípcios tinham pentes afros.

9. Os Reis Africanos governaram a Índia.

10. África é o lar da Universidade mais antiga do mundo.

29/11/2024

Os gregos visitaram o Egito (kemet) como estudantes para aprender sobre os africanos.

Platão estudou no Egito por 13 anos

Pitágoras estudou filosofia, geometria e medicina no Egito durante 22 anos.

Tales, o primeiro filósofo grego a estudar no Egito durante 7 anos.

Hipócrates, chamado de pai da medicina, reconheceu o multigênio egípcio Imhotep como o pai da medicina.

O "Teorema de Pitágoras" usado para construir pirâmides no Egito 1000 anos antes do nascimento de Pitágoras.

Platão disse que a educação egípcia torna os alunos mais alertas e humanos.

Platão disse a seus alunos que fossem ao Egito se quisessem estudar as mentes dos grandes filósofos.

Heredoto, o historiador grego, descreveu o antigo Egito como o berço da civilização.

Os nossos antepassados abriram as portas da nossa Nação aos povos estrangeiros, estes convidados foram recebidos com respeito e honra de acordo com as nossas tradições mas usaram a nossa bondade para destruir a nossa Nação.‼️

18/01/2024

𝐌𝐀𝐍𝐒𝐀 𝐀𝐁𝐔𝐁𝐀𝐊𝐀𝐑𝐈 𝐈𝐈: 𝐎 𝐈𝐌𝐏𝐄𝐑𝐀𝐃𝐎𝐑 𝐃𝐎 𝐌𝐀𝐋𝐈 𝐐𝐔𝐄 𝐂𝐇𝐄𝐆𝐎𝐔 𝐀 𝐀𝐌𝐄́𝐑𝐈𝐂𝐀 𝐀𝐍𝐓𝐄𝐒 𝐃𝐄 𝐂𝐎𝐋𝐎𝐌𝐁𝐎

Cerca de 200 anos antes de Cristovão Colombo chegar à América em 1492, os navios do imperador Mansa Abubakari II, do Império do Mali, já teriam chegado ao continente em 1312, mais precisamente na região onde hoje f**a a cidade do Recife. E não somente: segundo historiadores, Bakr teria permanecido no “Novo mundo”, estabelecido contato diplomático com as populações locais, e até mesmo realizado transações comerciais de troca, levando frutas e outros cultivos de volta para a África.

Os relatos históricos da viagem do imperador do Mali vêm de escritos do historiador sírio Ibn Fadlallah al-Umari, que teria se encontrado com Abu Bakr II e publicado o relato das viagens em 1342 o estudo dos escritos levou o historiador maliano Gaoussou Diawara a publicar o livro “𝐀 𝐒𝐚𝐠𝐚 𝐝𝐞 𝐀𝐛𝐮𝐛𝐚𝐤𝐚𝐫𝐢 𝐈𝐈 … Ele Partiu com 2000 Barcos”, no qual detalha a saga do antigo rei do império Mali. Segundo consta, enquanto o boa parte do mundo conhecido de então acreditava que o fim do mundo estaria do outro lado do Atlântico, Abubakari desconfiava e cria mo que poderia encontrar outra margem se atravessasse o mar.

𝐀 𝐜𝐨𝐦𝐢𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐝𝐚 𝐀𝐛𝐮𝐛𝐚𝐤𝐚𝐫𝐢:

A imensa comitiva de Abubakari teria saído em 1311 com 2 mil embarcações da costa de onde hoje é a Gâmbia para viajar até Recife levando homens, mulheres, gado e outros animais o desembarque em Recife teria acontecido no ano seguinte. O próprio nome “Pernambuco” seria, segundo o historiador, uma corruptela da expressão maliana “Boure Bambouk“, que signif**a “campos de ouro”, e traços e influências da cultura do Império de Mali foram encontrados por todo o continente quando da chegada dos espanhóis e portugueses, quase dois séculos depois.

𝐐𝐮𝐞𝐦 𝐟𝐨𝐢 𝐀𝐛𝐮𝐛𝐚𝐤𝐚𝐫𝐢 𝐈𝐈

Segundo a história, Abubakari II reinava um dos maiores e mais ricos impérios do mundo Mali controlava toda a região do oeste africano com especial abundância de riqueza pela descoberta de grandes quantidades de ouro. No período de seu reinado o império era um grande centro de excelência na cidade de Timbuktu foi fundada uma das primeiras universidades do mundo, que recebia milhares de alunos em seus tempos áureos. O desejo de desbravar os mares, porém, teria falado mais alto e, segundo os historiadores, Abubakari II teria largado o trono em favor do irmão para atravessar o oceano e chegar na América.

Uma África Desconhecida
"𝕸𝖆𝖎𝖘 𝕬́𝖋𝖗𝖎𝖈𝖆, 𝖒𝖆𝖎𝖘 𝖆𝖒𝖔𝖗 𝖊 𝖒𝖊𝖓𝖔𝖘 𝖔́𝖉𝖎𝖔"

Ó gloriosa Mãe Guerreira, dona das tempestades, Protegei-me eu e minha família contra os maus espíritos, Para que eles n...
04/12/2023

Ó gloriosa Mãe Guerreira, dona das tempestades, Protegei-me eu e minha família contra os maus espíritos, Para que eles não tenham forças de atrapalhar minha caminhada, E que não se apossem da minha luz.

Ancestrais que mudaram muitas coisas que hoje conhecemos e não valorizamos a sua capacidade pelo olhar do colonizador.
11/11/2023

Ancestrais que mudaram muitas coisas que hoje conhecemos e não valorizamos a sua capacidade pelo olhar do colonizador.

𝐀𝐒 𝟏𝟑 𝐈𝐍𝐕𝐄𝐍𝐂̧𝐎̃𝐄𝐒 𝐀𝐅𝐑𝐈𝐂𝐀𝐍𝐀𝐒 𝐐𝐔𝐄 𝐌𝐔𝐃𝐀𝐑𝐀𝐌 𝐎 𝐌𝐔𝐍𝐃𝐎.

"𝐴𝑡𝑒́ 𝑞𝑢𝑒 𝑜𝑠 𝑙𝑒𝑜̃𝑒𝑠 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑒𝑚 𝑎 𝑠𝑢𝑎 ℎ𝑖𝑠𝑡𝑜́𝑟𝑖𝑎, 𝑜𝑠 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑐̧𝑎 𝑠𝑒𝑚𝑝𝑟𝑒 𝑔𝑙𝑜𝑟𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑟𝑎̃𝑜 𝑜 𝑐𝑎𝑐̧𝑎𝑑𝑜𝑟".

Saber que a África é o berço da civilização humana, não é novidade para ninguém, mais você sabias que foi também aqui em África onde se desenvolveram as maiores invenções que revolucionaram a ciência no mundo?

Neste artigo vamos analisar as 13 invenções africanas que mudaram o mundo.

𝟏. 𝐌𝐀𝐓𝐄𝐌𝐀́𝐓𝐈𝐂𝐀

A invenção da matemática tem sua origem na pré-história africana. O mais antigo objeto matemático conhecido é o Osso de Lebombo e foi descoberto nas montanhas Lebombo em Essuatini (antiga Suazilândia) e datado com aproximadamente 35.000 a.C. Muitos dos conceitos de matemática que são aprendidos na escola hoje, também foram desenvolvidos na África. Há mais de 5000 anos atrás, os keméticos (mais conhecidos como egípcios) escreveram livros didáticos sobre matemática que incluiu divisão e multiplicação de frações e fórmulas geométricas para calcular a área e o volume de formas.

𝟐. 𝐌𝐄𝐃𝐈𝐂𝐈𝐍𝐀

Muitos tratamentos utilizados hoje em medicina moderna foram empregados pela primeira vez em África milênios atrás. O papiro de Edwin Smith é o início do método científico, um texto sobre cirurgia e detalhes de observações anatômicas e exame, diagnóstico, tratamento e prognóstico de numerosas doenças. Foi provavelmente escrito por volta de 1600 a.C., mas é considerado uma cópia de vários textos anteriores. As informações médicas datam de 3000 a.C. Procedimentos médicos realizados na África antiga, antes de serem realizados na Europa, incluem a vacinação, autópsia, tração do membro, reconstituição de ossos quebrados, cirurgia cerebral, enxerto de pele, enchimento de cavidades dentárias, instalação de dentes falsos, o que atualmente é conhecido como cesariana, anestesia e cauterização dos tecidos.

𝟑. 𝐋𝐈𝐍𝐆𝐔𝐀𝐆𝐄𝐌

O uso de estimativas apoiadas por evidências genéticas, arqueológicas, paleontológicas e outras, sugere que a língua provavelmente surgiu em algum lugar da África subsaariana durante a Idade da Pedra, daí as primeiras palavras de humanos foram faladas por africanos. No continente Africano o número total de línguas faladas nativamente é estimado de várias maneiras (dependendo da delimitação de língua ) entre 1.250 e 2.100, e por algumas contagens em mais de 3.000 línguas.

𝟒. 𝐀𝐑𝐐𝐔𝐈𝐓𝐄𝐓𝐔𝐑𝐀 𝐄 𝐄𝐍𝐆𝐄𝐍𝐇𝐀𝐑𝐈𝐀

O império africano do Kemet (Terra Preta mais conhecido como Egito nome grego) desenvolveu uma vasta gama de estruturas diversas e grandes monumentos arquitetônicos ao longo do Nilo, entre os maiores e mais famosos dos quais são a Grande Pirâmide e a Grande Esfinge de Gizé. Mais tarde, no século 12 existiam centenas de grandes cidades no Zimbábue e Moçambique feitas de complexos de pedra maciça e enorme castelos. No século 13, o império do Mali ostentava cidades impressionantes, incluindo Timbuctu, com grandes palácios, mesquitas e universidades.

𝟓. 𝐌𝐈𝐍𝐄𝐑𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎

A mina mais antiga conhecida em registro arqueológico é a "Caverna do Leão" em Essuatini (Suazilândia), que a datação de radiocarbono mostra ter cerca de 43.000 anos de idade. Os antigos keméticos retiravam um mineral chamado malaquita. Enquanto as minas de ouro da Núbia estavam entre as maiores e mais extensas do mundo.

𝟔. 𝐌𝐄𝐓𝐀𝐋𝐔́𝐑𝐆𝐈𝐂𝐀 𝐄 𝐅𝐄𝐑𝐑𝐀𝐌𝐄𝐍𝐓𝐀𝐑𝐈𝐀

A fundição de cobre inicia-se na Núbia, (Kemet/Egito) c. 2686-2181 a.C.
A fundição de ferro foi praticada pela cultura Nok da Nigéria já em 1000 a.C.
Muitos avanços na metalurgia e na fabricação de ferramentas foram feitos em toda a África antiga. Estas incluem máquinas de v***r, formões e serras de metal, ferramentas e armas de cobre e ferro, pregos, cola, aço carbono e armas de bronze e arte. Em lugares como a Tanzânia, Ruanda e Uganda, os avanços na metalurgia e na fabricação de ferramentas superaram os da Europa.

𝟕. 𝐍𝐀𝐕𝐄𝐆𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎

8500 BP(6550 a.C. ) [2] Canoa Nigéria ,África Estado de Yobe, Nigéria 28 pés (8,5 m) O barco mais antigo descoberto na África, o segundo barco mais antigo do mundo

A evidência sugere que os africanos antigos navegaram para a América do Sul e Ásia centenas de anos antes dos europeus, desmascarando a propaganda que os europeus foram os primeiros a navegar para as Américas. Muitas sociedades antigas na África construíram diferentes tipos de barcos, desde pequenos navios até grandes navios que podiam transportar até 80 toneladas.

𝟖. 𝐃𝐈𝐑𝐄𝐈𝐓𝐎 𝐄 𝐑𝐄𝐋𝐈𝐆𝐈𝐀̃𝐎

Legislação: código civil, baseado no conceito de Maat (Kemet/Egito); 2510 a.C. e o Xeer sistema jurídico tradicional e milenar da Somália.
Democracia: sistema Gadaa sistema tradicional de estratif**ação social do povo Oromo na Etiópia e no norte do Quênia, considerado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Direitos Humanos: Carta de Manden do Mali; século 13 considerado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
A evidência mostra que os antigos etíopes foram os primeiros a honrar seus deuses, oferecer sacrifícios e organizar outros costumes religiosos para as pessoas honrarem o divino, bem como o primeiro país a ter criado a lei.
No continente africano foram criadas 30 religiões ao longo da sua história de mais de 5 mil anos e muitas são praticadas até hoje.

𝟗. 𝐀𝐒𝐓𝐑𝐎𝐍𝐎𝐌𝐈𝐀

O calendário de Kemet (Terra Preta) de cerca de 3000 a.C. de 365 dias é base do calendário gregoriano.Várias culturas africanas antigas desenvolveram a astronomia. Muitas destas são bases nas quais ainda confiamos, e algumas eram tão avançadas que seu modo de descoberta que ainda não pode ser compreendidas. O povo Dogon do Mali acumulou uma riqueza de observações astronômicas detalhadas. Eles sabiam sobre os anéis de Saturno, as luas de Júpiter, da estrutura em espiral da Via Láctea e a órbita do sistema estelar Sírius.

1𝟎. 𝐅𝐈𝐋𝐎𝐒𝐎𝐅𝐈𝐀

A filosofia na África tem uma longa história que data do Kemet pré-dinástico e continua com o nascimento do cristianismo e do islã. Uma das primeiras obras da filosofia política foram As Instruções de Ptah-Hotep, de c. 2500 a.C. é o mais antigo texto de sebayt (ensinamentos ou instruções) que foram ensinadas a estudantes africanos durante séculos. Filósofos keméticos antigos fizeram contribuições extremamente importantes para a filosofia grega, filosofia cristã e filosofia islâmica.

𝟏𝟏. 𝐂𝐎𝐌𝐄́𝐑𝐂𝐈𝐎 𝐈𝐍𝐓𝐄𝐑𝐍𝐀𝐂𝐈𝐎𝐍𝐀𝐋

As evidências mostram que o comércio internacional foi desenvolvido pela primeira vez entre a África e a Ásia, e dentre esses contatos comerciais internacionais foram o intercâmbio de ideias e práticas culturais que lançaram as bases das primeiras civilizações do mundo antigo. Existem evidências da troca de obsidiana e pederneira durante a Idade da Pedra na Guiné a partir de 17 mil a.C.

𝟏𝟐. 𝐀𝐑𝐓𝐄

Os objetos de arte mais antigo do mundo - uma série de caracóis minúsculos, perfurados, com cerca de 75.000 anos de idade - foram descobertos em Blombos, uma caverna sul-africana, assim como o primeiro registro de abstração matemática humana que está neste pedaço de ocre.

𝟏𝟑. 𝐓𝐑𝐀𝐍𝐒𝐏𝐎𝐑𝐓𝐄

Antigas pinturas rupestres em Tarssed Jebest na Argélia (mais de 7000 anos atrás), mostram evidências da invenção da roda e da carroça, como estão registradas nessas pinturas em cavernas localizadas no deserto do Saara.

Uma África Desconhecida
"𝕸𝖆𝖎𝖘 𝕬́𝖋𝖗𝖎𝖈𝖆, 𝖒𝖆𝖎𝖘 𝖆𝖒𝖔𝖗 𝖊 𝖒𝖊𝖓𝖔𝖘 𝖔́𝖉𝖎𝖔"

Luto por um grande amigo e parceiro,foi bom ter te conhecido grande Geraldo "Borrela"que Deus conforte toda família e am...
30/08/2023

Luto por um grande amigo e parceiro,foi bom ter te conhecido grande Geraldo "Borrela"que Deus conforte toda família e amigos.Turismo de luto!

26/07/2023

Mapa linguístico do estado de Minas Gerais com os três falares segundo o trabalho Esboço de um Atlas Linguístico de Minas Gerais (EALMG), UFJF, 1977.
No norte, o falar geraizeiro. No centro e leste, o falar mineiro. No sul e oeste, o falar caipira.

O FALAR MINEIRO:
No século XVIII, a região central de Minas Gerais foi influenciada por paulistas, pela côrte imperial, africanos, e portugueses vindos do Minho e desenvolveu um falar exclusivo do estado. O dialeto mineiro apareceu no século XIX, após a decadência da mineração de ouro, que era transportado por um conjunto de estradas chamado Estrada Real.
É um dos dialetos mais facilmente distinguíveis do português brasileiro.
Também é chamado de "montanhês".

O CAIPIRA
O sul mineiro, sudoeste e a região do Triângulo Mineiro parecem falar uma mescla entre o dialeto paulista/caipira (com o "R" retroflexo) e o dialeto mineiro.
Esse falar parece estar em retração em zonas de contato com o falar mineiro.
Também é chamado de paulista por muitos em Minas Gerais, apesar de não ser idêntico ao falar do interior do estado de São Paulo.

O GERAIZEIRO
O norte do estado recebeu povoadores vindos de São Paulo, posteriormente da região central de Minas, e de povoadores vindos da Bahia, desenvolvendo o dialeto geraizeiro, nome também dado ao povo local. É uma área extensa e pouco povoada.
Também é chamado de baianeiros ou catrumanos, apesar do dialeto ser mais próximo do mineiro do que do baiano.

19/04/2023

O CAPITÃO DO MATO

No Brasil dos Séculos XVII e XIX era comum que os Donos de Fazendas vivessem nos grandes centros urbanos, f**ando ausentes da administração de suas fazendas, deixando a cargo de capatazes e capitães do mato.

O Cargo de Capitão do Mato, comumente, era ocupado por negros e mulatos que viam naquele posto a possibilidade de obter mais autoridade e respeito social nas paragens por onde residiam.

O cargo de capitão do mato, para um escravo liberto, atendia às demandas simbólicas de distinção social numa sociedade escravista. A “posição” de capitão do mato colocava aquele que vestia a dignidade de tal ofício mais próximo do senhor do que da escravaria, conferia autoridade e prestígio, ostentando um poder que o deixava acima dos escravos e dos pobres livres. É bom lembrar que os capitães do mato eram ou tornavam-se moradores das freguesias em que atuavam. Sendo assim, acabavam vivendo o cotidiano da comunidade, configurando relações sociais com taberneiros, tropeiros etc...Portanto, é a própria forma de configuração de interdependência numa sociedade escravista que cria a circunstância em que senhores acabavam por confiar seu poder armado aos capitães do mato como meio de defesa da ordem escravista, revestindo tal posição de algum prestígio, pois era um meio ef**az de se contrapor às ameaças ao patrimônio representadas pelas fugas de escravos e pela formação de quilombos"

Segundo Rugendas:

"Poder-se-ia pensar que num país como o Brasil deve ser quase impossível pegar um negro fugido; é raro, no entanto, que este não seja rapidamente preso. Deve-se esta facilidade à instituição dos capitães-do-mato. São negros livres que gozam de um ordenado fixo e são encarregados de percorrer os distritos de vez em quando, com o fito de prender os negros evadidos e conduzi-los a seus senhores ou, não os conhecendo, à prisão mais próxima. A captura é em seguida anunciada por um cartaz afixado à porta da igreja, e o proprietário, desse modo, logo se encontra. Muitas vezes, esses capitães-do-mato empregam, nas suas buscas grandes cães ensinados."

Imagem: O Capitão do Mato". Ilustração de Johann Moritz Rugendas em seu livro "Viagem Pitoresca Através do Brasil", 1822-1825.

22/03/2023

A Liteira é um móvel aberto, com janelas, que lembra muito uma cabine, mas bem trabalhada em detalhes, onde eram carregados os abastados das sociedades.

Para entender que quando cita uma cidade,era na verdade uma comarca que era dada a uma autoridade de confiança do seu re...
15/03/2023

Para entender que quando cita uma cidade,era na verdade uma comarca que era dada a uma autoridade de confiança do seu rei. Essas eras as comarcas de Minas.

Mapa das Comarcas em Minas Gerais em 1821
As comarcas eram divisões territoriais das capitanias. Em geral, em Portugal, o que definia uma comarca era a jurisdição de um corregedor. No Brasil, a figura que correspondia ao corregedor era a do ouvidor. (Fonte: Universidade Federal de São João Del Rei MG - Acervos documentais da Comarca do Rio das Mortes)

05/03/2023

REINO DO CONGO

O Reino do Congo foi fundado por Ntinu Wene, por volta do século XIV, e ocupava a porção centro-ocidental da África, estendendo-se desde o oceano Atlântico, a oeste, até o rio Cuangoa, a leste; e do rio Oguwé, no atual Gabão, ao norte, até o rio Kwanza, ao sul.

Durante o processo de expansão marítimo-comercial, os portugueses travaram contato com várias culturas já consolidadas no litoral e outras regiões do interior do continente africano. No ano de 1483, quando o navegador lusitano Diogo Cão chegou à foz do rio Zaire, encontrou o Congo.

Assim como o reino de Benin e de Mali, o reino do Congo está entre os mais importantes e poderosos do continente africano. No Reino do Congo existia um grande número de províncias ocupadas por vários grupos da etnia banto (principalmente os bakongo), que tem origem nas narrativas míticas sobre a cidade de Ifé.

Apesar de ser um estado centralizado, neste reino existiam administradores locais, vindos de antigas famílias ou escolhidos pela própria autoridade monárquica. O Congo era governado pelo rei, conhecido como manicongo, que tinha o direito de receber os tributos vindos de cada uma das províncias dominadas. O império consistia de nove províncias e três reinos (Ngoy, Kakongo e Loango), porém a sua área de influência alcançava os estados limítrofes, como Ndongo, Matamba, Kassanje e Kissama.

A principal cidade do reino era Mbanza, local onde eram tomadas as decisões políticas mais importantes e onde os portugueses entraram em contato com esta civilização africana. A centralização estatal do Reino do Congo e o controle sobre a produção econômica da costa oeste africana coincidiram com a consolidação do Império Ultramarino Português, ao longo do século XV.

As principais atividades econômicas dos congoleses envolviam o comércio de sal, metais, tecidos e produtos de origem animal. A prática deste desenvolvido comércio era feita por meio do escambo (trocas) ou com a adoção do nzimbu, um tipo de co**ha encontrada exclusivamente na região de Luanda.

O tráfico de escravos foi movimentado pelo contato das autoridades políticas do Reino do Congo com os portugueses. Inclusive, grande parte dos escravos que trabalharam na exploração de ouro no século XVII no Brasil era originária das regiões do Congo e Angola.

Não era só tortura, é por estética,cada um com sua cultura e seus costumes.
27/02/2023

Não era só tortura, é por estética,cada um com sua cultura e seus costumes.

"Mulher negra com escarif**ação no peito" Ilustração de Manuel Lopes Rodrigues. 1889. Museu de Arte da Bahia.

A Escarif**ação é uma técnica de modif**ação do corpo que consiste em produzir cicatrizes no corpo através de instrumentos cortantes. Na África em algumas culturas as mulheres utilizam a escarif**ação como forma de beleza. O pintor baiano Manuel Lopes Rodrigues, sob encomenda da Academia de Medicina Baiana registrou uma série de retratos de tipos étnicos africanos na capital Baiana

Endereço

Rua: Treze De Maio, 67 Alto Da Cruz
Ouro Prêto, MG
35400-000

Telefone

+553135521685

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