21/08/2020
💡Existem muitas pessoas que tem o hábito de viver mais em função das necessidades, das vontades e desejos dos outros do que para si.
Em um primeiro momento, é fácil pensar que se trata de uma qualidade muito nobre e admirável. Porém, a longo prazo de torna um estilo de vida adoecedor.
💡É exatamente essa dificuldade de entendermos por que isso não é bom: Como pode uma característica tão nobre, tão elogiável, tão reconhecível ser ruim e eu precisar mudá-la?
Podemos chamá-la de “autossacrificio”: um padrão de funcionamento cuja prioridade é o outro. Pais pelos filhos, maridos pelas esposas, namoradas pelos namorados, pelos amigos...o que vem do outro assume um lugar de importância que deveria ser meu.
Em consultório, pude perceber que muitos casos de depressão, este padrão de comportamento era adotado. Eu vivo uma vida que não é minha, abri mão dos meus projetos, dos meus sonhos, das minhas vontades, em troca de algo que espero ter: aceitação, proximidade ou um bom relacionamento.
💡 Acontece que são coisas que não estão no nosso campo de controle: vivemos por alguém que em qualquer momento, pode simplesmente dizer “não quero mais ficar aqui com você”. E ela só vai, e não podemos fazer nada, afinal ela é livre e dificilmente pediu para fazermos tudo o que fizemos por ela.
Vi uma vez alguém dizendo que ajuda não é fazer pela pessoa, mas mostrar o caminho.
A Bíblia também fala algo a respeito: Ame teu próximo COMO a ti mesmo. Repare que não é “mais que”. Empatia, compaixão, fidelidade e amizade, mas nunca complacência, passividade e sacrifício.
💡Ter relações saudáveis também envolve saber qual é o meu lugar na relação, e esse lugar não é ser o outro, mas ser eu. Se não assumir a minha responsabilidade nisso por que estou ocupado assumindo a do outro, não farão por mim, por que ninguém é “autossacrificador” como eu.