22/02/2026
Ao ver essa imagem criada pela IA, algumas lembranças vieram ao meu coração.
Uma amiguinha, ainda pequena, certa vez disse à mãe que a “tia Ieni” parecia a Barbie.
Quando perguntaram o motivo, ela respondeu:
“Porque ela faz um monte de coisas.”
Eu sorrio sempre que lembro disso.
Mas minha trajetória nunca foi sobre fazer “um monte de coisas”.
Foi sobre não desistir em meio às dificuldades.
Comecei a trabalhar aos 14 anos.
Casei, me tornei mãe e tive o privilégio de me tornar Testemunha de Jeová — um dos maiores presentes da minha vida: ajudar pessoas, de forma voluntária, a compreenderem a própria Bíblia.
Com meu filho ainda pequeno, busquei uma profissão que me permitisse estar presente.
Foi na área da beleza que encontrei essa possibilidade.
Depois vieram a podologia.
A costura e o bordado, que sempre fizeram parte da minha vida desde muito jovem.
Veio a pandemia.
Veio a reinvenção.
Vieram novos recomeços.
Em uma cidade menor, expandi minha atuação:
atendendo pacientes, ensinando, ajudando pessoas a conquistarem independência financeira e contribuindo com pacientes oncológicas por meio de trabalhos manuais.
Hoje estou próxima de concluir minha graduação em Gestão de Recursos Humanos.
Como sempre digo às minhas alunas:
Conhecimento é algo que ninguém tira de nós.
Às vezes nos perguntamos:
“Por que estou fazendo isso, se talvez nem vá usar?”
Mas a verdade é que conhecimento nunca é demais.
E chega o momento em que percebemos que precisávamos exatamente daquilo que um dia aprendemos.
Por isso, desistir nunca foi uma opção.
Porque aprender nunca foi exagero.
Sempre foi compromisso.
Outra pergunta que já ouvi muitas vezes:
“Como você dá conta?”
Eu respondo com um sorriso:
Não faço muitas coisas.
Eu me preparo para cada uma delas.
Com organização.
Com disciplina.
Com fé.
Porque eu não me vejo vivendo de outra forma.
— Ieni Maia 💙