07/07/2025
No primeiro dia de aula do curso de Terapia Artística que estou fazendo na Associação Sagres, tivemos uma dinâmica onde cada um teria que desenhar as suas expectativas sobre o curso.
Gelei.
As minhas expectativas eram as melhores, mas como disse na apresentação, "eu só sei desenhar coração". E assim eu fiz. Um desenho simplório, mas cheio de significado, onde o sol representa a luz que aquece e ilumina meu coração, pois é assim que eu enxergo a expressão artística e o trabalho manual 🥰
No decorrer da semana, novos desafios: pintura em aquarela, desenho com carvão, desenho de formas, e até desenho de esqueleto 😅
Senti tensão, medo, frustração, vontade de sair correndo. Quando percebi que eu só precisava tentar sem querer sair dali uma pintora profissional, fui relaxando. E com a mente relaxada, fui tendo vários insights, entre eles:
* Não são os desafios que me paralisa, e sim as expectativas que tenho sobre eles;
* A comparação é um grande sabotador
* Para desfrutar da felicidade é preciso sair do controle e curtir o processo
* Quando me frustro me critico muito...e esse não é um bom caminho. A crítica nos dificulta de tentar outra vez.
Hoje de manhã, abri o livro "Alívio", da Elizabete Lacerda, e caiu na página onde tinha um desenho de N.Senhora. Senti vontade de reproduzir e colorir. Lembrei de quando era criança, que ficava olhando uma coleguinha pintar e pensava: "queria pintar igual a ela". Sempre admirei quem sabe desenhar e pintar, mas nunca me propus a tentar porque tinha medo de não conseguir (você também já deixou de fazer algo por achar que não iria conseguir?)
Me desafiar a desenhar e pintar está sendo um resgate da minha criança interior, uma quebra de crenças, e uma conexão com o que eu sou, e gosto, e sinto....
♡♡♡