23/08/2021
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CRESCE A PROPORÇÃO DE CALORIAS VINDAS DE ULTRAPROCESSADOS ENTRE AS CRIANÇAS AMERICANAS — Esta notícia, divulgada pela Tufts University, nos Estados Unidos, é para a gente dar com pesar: ao analisar dados das últimas duas décadas, os cientistas de lá concluíram que os alimentos ultraprocessados, os quais no ano de 1999 representavam 61% da ingestão calórica diária de crianças e adolescentes de seu país, agora são responsáveis por 67% das calorias ingeridas ao longo do dia.
Os resultados desse levantamento, baseado em informações de 33.735 meninos e meninas entre 2 e 19 anos de todos os estados americanos, saíram no JAMA.
Um olhar mais aprofundado para o cardápio da garotada aponta que o maior salto veio de alimentos prontos, desses que basta você esquentar para comer, como pizza e sanduíches congelados. Antes, produtos assim não somavam mais do que 2,2% das calorias diárias na dieta de crianças e adolescentes. Agora, eles representam 11,2% de seu consumo calórico. E se mantêm nas alturas — com um aumento discreto de 10,7% para 12, 9% — o consumo de calorias oriundas de snacks açucarados, como biscoitos rechados, enquanto lamentavelmente caiu de 28,8% para 23,5% a proporção de calorias vindas de alimentos integrais minimamente processados entre a garotada.
Também é triste constatar que o maior aumento de calorias vindas de ultraprocessados nesse período — na ordem de 10, 3% — acontece na dieta de crianças hispânicas e negras. Entre as crianças brancas não hispânicas, ficou em 5,2%.
Lá, como aqui, o acesso à comida saudável — comida de verdade! — e à educação alimentar é menor entre as populações mais vulneráveis e esse é um desafio que precisamos encarar. O DOI: 10.1001/jama.2021.10238