25/03/2021
A endometriose, em geral, ocorre na região pélvica fora do útero, incluindo os ovários, intestino, reto, bexiga, nervos e peritônio. Porém, a doença também acomete outras partes do corpo, como o diafragma, a pleura e os pulmões.
A endometriose atinge uma a cada seis mulheres em período reprodutivo e, em maior chance, ocorre quando há relatos de casos na família, sugerindo ser uma tendência genética.
Embora diagnosticada entre 25 e 35 anos, é provável que a doença comece logo após o início da primeira menstruação. Estudos apontam que o atraso no diagnóstico chegue a oito anos devido a não valorização das dores intensas no período menstrual, principal sintoma da enfermidade. Então, fique atenta à dor pélvica, quase sempre associada ao ciclo menstrual e que tende a aumentar conforme o tempo. Outros sintomas bastante frequentes da doença são:
🟣 Dismenorreia (dores no período menstrual);
🟣 Dor no baixo abdômen ou cólicas que podem ocorrer de forma cíclica por uma semana ou duas antes da menstruação;
🟣 Dores nas relações se***is com penetração;
🟣 Dores ao urinar e evacuar, especialmente no período menstrual;
🟣 Infertilidade;
🟣 Fadiga;
🟣 Diarréia, especialmente no período menstrual.
Uma observação importante: acontece de algumas mulheres com doença muito extensa não sentirem dor alguma, enquanto outras, com pequenos focos, sentem dor a ponto de necessitarem de atendimento de emergência. Os sinais também podem ser confundidos com os de outras doenças. O correto é, aos primeiros sintomas, procurar um médico para o diagnóstico preciso e tratamento adequado.
👉 O diagnóstico é feito por meio da descrição dos sintomas e da realização de alguns exames essenciais:
👉 exame pélvico com toque vaginal e retal;
👉 ultrassom especializado, cuja análise das imagens possibilita identificar a presença de cistos endometriomas nos órgãos da região pélvica. O ultrassom com preparo intestinal pode identificar focos profundos da doença;
👉 ressonância magnética;
👉 laparoscopia (menos usada como método diagnóstico; serve como opção de tratamento quando já há suspeita).
Esse conteúdo não substitui a consulta com o profissional.