15/03/2021
A hiperplasia prostática é um aumento benigno (não é um câncer) do tamanho da próstata que atinge cerca de 25% dos homens na faixa dos 40 aos 49 anos. Na faixa entre 70 e 80 anos, essa taxa chega a 80%. Normalmente do tamanho de uma noz, a glândula pode chegar a f**ar tão grande quanto uma bola de tênis. O crescimento da próstata pode comprimir a uretra, diminuindo o seu calibre e dificultando ou impedindo a passagem da urina.
- Causas:
A causa exata não é conhecida, mas provavelmente envolve alterações causadas por hormônios, incluindo a testosterona e, principalmente, a di-hidrotestosterona. Outros fatores podem estar envolvidos, como idade, história familiar e alterações genéticas.
- Sintomas:
Os sintomas surgem quando a próstata aumentada bloqueia o fluxo de urina. Primeiro, os homens podem ter dificuldade para iniciar a micção ou, quando conseguem, sentem como se não tivessem urinado o suficiente. Como a bexiga não se esvazia completamente, é necessário urinar com mais frequência, geralmente durante a noite.
- Diagnóstico:
Ao sentir os primeiros sintomas, é importante procurar um médico urologista. Ele irá fazer um exame de toque retal para determinar se a próstata está maior. A próstata afetada não f**a dolorida ao toque. A presença de áreas firmes ou rígidas pode ser indício de câncer da próstata.
Podem ser solicitados também alguns exames específicos, como: 🔹Exames de sangue, ureia e creatinina, que permitem avaliar a função renal;
🔹PSA (antígeno prostático específico), para facilitar a avaliação de possíveis tumores de próstata;
🔹Urina tipo I para avaliar a presença de sangue ou infecção urinária.
🔹Exames de imagem, como a ultrassonografia, que permite avaliar a forma e a densidade da próstata, bem como a presença de resíduo elevado de urina na bexiga após a micção.
- Tratamento:
Homens com poucos sintomas, que acordam à noite uma ou duas vezes para urinar, não necessitam de tratamento, mas precisam ser acompanhados com toques retais e determinações periódicas do PSA. Aqueles com sintomas mais intensos (dor, sangue na urina, infecções frequentes) devem discutir com os urologistas as vantagens e desvantagens do tratamento.