06/05/2026
Quando falamos em acesso à saúde no Brasil, é comum pensar primeiro em hospitais, clínicas ou planos de saúde. Mas a realidade da maior parte da população é diferente.
Hoje, cerca de 7 em cada 10 brasileiros dependem exclusivamente do SUS, o que naturalmente gera desafios de acesso, tempo de espera e acompanhamento contínuo, especialmente para condições crônicas como a hipertensão.
Nesse contexto, existe um ponto de cuidado que já está presente, acessível e inserido na rotina das pessoas: a farmácia.
Com presença em praticamente todos os municípios do país, a farmácia se tornou, na prática, o primeiro ponto de contato com o sistema de saúde para milhões de brasileiros. É onde o paciente tira dúvidas, busca orientação e, muitas vezes, inicia sua jornada de cuidado.
Isso muda completamente o papel do farmacêutico.
De um profissional que apenas dispensa medicamentos para alguém que atua diretamente na orientação, no acompanhamento e na prevenção. E quanto mais estruturados são os serviços clínicos dentro da farmácia, maior é o impacto gerado na saúde da comunidade.
A farmácia não substitui o sistema de saúde.
Mas ela já é, hoje, uma das suas portas de entrada mais importantes.