04/01/2022
É, minha gente, às vezes é doloroso ser Psi.
Vocês já receberam a notícia do suicídio de alguém próximo a você? Acredite, Essa é, sem dúvida alguma, uma notícia sempre dolorosa e impactante.
Nosso papel como psicólogos clínicos é fazer o que for possível, dentro da ética, para ajudar nossos clientes na construção de saúde e bem-estar.
A confidencialidade é questão sagrada e importante e só podemos quebrá-la se o cliente oferecer risco para si mesmo ou terceiros.
Essa quebra só acontece quando o prejuízo de manter o "segredo" é pior para o sujeito ou demais.
Não raro, precisamos acionar familiares, amigos e/ou cônjuge para avisar sobre o risco de suicídio e orientar sobre como ajudar no manejo/ lidar com o doente. E, infelizmente, não é raro também ouvirmos frase do tipo "mas ele(a) não se ajuda", "está manipulando", "se faz de vítima", "doente nada, isso é falta do que fazer", etc.
Apenas pare... Procure apoio e orientação de profissionais de psicologia e psiquiatria em como lidar com a situação. O comprovante considerado desajustado do doente pode ser o sintoma da doença. Em geral, depressivos graves, para chegar a ser "grave" está há 1-2 anos convivendo com a doença e "fingindo" que está bem. Porém... Lembre-se, o comportamento difícil pode ser o pedido de ajuda não escutado.
Não ignore um Alerta de Risco de Suicídio. Não abandone o doente, mesmo que seu comportamento esteja difícil.
O suicídio é a décima causa de morte no mundo, com cerca de um milhão de pessoas mortas por suicídio anualmente. Essa é a quarta maior causa de mortes de jovens de 15 a 29 anos de idade.
Frescura não causa o auto-extermínio, mas depressão sim.
Obviamente não é só na depressão que se tem risco de suicídio, porém, ela, na maioria dos casos, está lá nas estatísticas como uma das principais.
Daniela Dias
Psicóloga CRP 05361 PA
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