Psicóloga Ana Carla Marostica de Souza

Psicóloga Ana Carla Marostica de Souza ➡️ Atendimento Individual: Crianças, Adolescente, Adultos.
➡️ Atendimento de casal

A função paterna ocupa um lugar estruturante no desenvolvimento psíquico da criança. Quando falamos da importância do pa...
26/02/2026

A função paterna ocupa um lugar estruturante no desenvolvimento psíquico da criança. Quando falamos da importância do pai, não nos referimos apenas à presença física ou ao papel biológico, mas a uma função simbólica fundamental na organização da subjetividade.
Na teoria psicanalítica, desde Sigmund Freud até as formulações estruturais de Jacques Lacan, o pai representa a instância que introduz a lei, o limite e a mediação entre a criança e o mundo. É ele quem rompe a fusão inicial entre mãe e bebê, possibilitando a separação psíquica necessária para que a criança se constitua como sujeito.
Essa função permite a internalização de limites, o desenvolvimento da autonomia, a construção da identidade e a inserção saudável no campo social. A presença paterna consistente favorece a regulação emocional, a tolerância à frustração e a capacidade de lidar com a realidade. Ela opera como vetor de expansão, incentivando a exploração do mundo e a diferenciação.
A ausência da função paterna — quando não há quem sustente simbolicamente o lugar do limite e da lei — pode gerar consequências importantes no desenvolvimento: dificuldades na internalização de regras, fragilidade na construção identitária, insegurança emocional, maior impulsividade, dificuldade em lidar com frustrações e, em alguns casos, maior vulnerabilidade a vínculos dependentes ou relações marcadas por instabilidade. Não se trata de determinismo, mas de um fator de risco que pode impactar a organização psíquica e a forma como o sujeito se posiciona frente ao desejo e à autoridade.
É importante destacar que função paterna não se reduz ao gênero. Ela pode ser exercida por qualquer figura que sustente simbolicamente o lugar da lei, do limite e da mediação com o social. O essencial não é quem ocupa o lugar, mas que ele seja ocupado.
O pai, portanto, não é apenas presença. É estrutura. É referência. É aquele que, ao introduzir limites, paradoxalmente possibilita liberdade. Porque é a partir do limite que a criança aprende a existir como sujeito

O bebê não nasce com um eu integrado — ele se organiza a partir do encontro com um outro que sustenta, regula e dá senti...
24/02/2026

O bebê não nasce com um eu integrado — ele se organiza a partir do encontro com um outro que sustenta, regula e dá sentido às suas experiências. Para Donald Winnicott, a mãe suficientemente boa oferece o holding, sustentação física e emocional que permite ao bebê desenvolver continuidade de ser e integrar suas vivências primitivas.
Melanie Klein aponta que, desde cedo, o bebê vivencia fantasias intensas e precisa de um objeto que sobreviva às suas ansiedades, possibilitando a integração entre amor e agressividade.
Já Wilfred Bion descreve a função materna de reverie: acolher as angústias brutas do bebê, transformá-las e devolvê-las de forma simbolizada — base da capacidade futura de pensar e regular emoções.
E com John Bowlby compreendemos que esse vínculo se torna modelo interno para todas as relações futuras.
✨ Comportamentos maternos que auxiliam na estruturação psíquica:
* Responder de forma sensível e consistente ao choro
* Nomear e validar emoções
* Oferecer previsibilidade e rotina
* Sustentar frustrações sem rejeição
* Manter presença afetiva mesmo diante da agressividade infantil
* Olhar que reconhece e confirma a existência do bebê
* Toque seguro, voz modulada, ritmo estável
É nesse cuidado repetido, suficientemente bom — não perfeito — que se constrói a arquitetura invisível da personalidade.
Antes de falar, o bebê aprende, no corpo e na presença do outro, que pode existir, sentir, depender e ainda assim ser amado. 💜

🧠 B12, B9 e Vitamina D: qual a importância para a saúde mental?A depressão e a ansiedade não são causadas apenas por fat...
19/02/2026

🧠 B12, B9 e Vitamina D: qual a importância para a saúde mental?
A depressão e a ansiedade não são causadas apenas por fatores emocionais ou ambientais. Existe uma base biológica que precisa ser considerada — e algumas vitaminas desempenham papel fundamental nesse processo.
✨ Vitamina B9 (Folato)
Participa da metilação cerebral e da síntese de neurotransmissores como serotonina e dopamina. Níveis baixos estão associados a maior gravidade de sintomas depressivos e pior resposta ao tratamento.
✨ Vitamina B12 (Cobalamina)
Essencial para a integridade neurológica e formação da mielina. Sua deficiência pode causar fadiga, alterações cognitivas, instabilidade emocional e sintomas depressivos.
✨ Vitamina D
Atua como um neuroesteroide. Possui receptores no cérebro, modula inflamação e influencia a produção de serotonina. Baixos níveis estão associados a maior risco e intensidade de depressão.

🔬 E quando analisadas juntas?
Essas três vitaminas convergem em pontos essenciais da saúde mental:
✔️ Regulação da síntese de neurotransmissores
✔️ Controle da inflamação sistêmica
✔️ Manutenção da neuroplasticidade
✔️ Melhor resposta terapêutica quando há deficiência corrigida
A deficiência combinada pode intensif**ar sintomas e dificultar evolução clínica.

⚠️ Importante:
Não se trata de “vitaminas que curam depressão”.
Trata-se de compreender que o cérebro é biológico, e desequilíbrios metabólicos podem sustentar o sofrimento psíquico.
Saúde mental é multifatorial.
Psicoterapia, contexto, história de vida e também bioquímica caminham juntos.

A violência sexual infantil é qualquer ato de natureza sexual imposto a uma criança ou adolescente, com ou sem contato f...
16/02/2026

A violência sexual infantil é qualquer ato de natureza sexual imposto a uma criança ou adolescente, com ou sem contato físico, com ou sem uso de força, envolvendo manipulação, ameaça, sedução ou coerção.
Ela inclui abuso, exploração e exposição a conteúdos inadequados.

Na maioria das vezes, não acontece em “lugares perigosos”, mas em contextos conhecidos.
Por isso, informação é uma ferramenta essencial de prevenção.

Alguns fatores de risco importantes:

* Relações marcadas por segredo e silenciamento.
* Adultos que ultrapassam limites físicos ou emocionais.
* Falta de supervisão consistente.
* Vulnerabilidade social e dependência afetiva excessiva.
* Dificuldade da criança em expressar desconforto ou dizer “não”.

A prevenção começa na educação cotidiana:

✔️ Ensinar que o corpo pertence à criança.
✔️ Nomear corretamente as partes íntimas, de forma adequada à idade.
✔️ Explicar que ninguém pode tocar, fotografar ou pedir que toque suas partes íntimas.
✔️ Reforçar que segredos que causam medo, culpa ou confusão devem ser contados.
✔️ Autorizar a criança a recusar contato físico que a faça se sentir desconfortável.

Além disso, é papel dos pais:

* Estabelecer regras claras sobre convivência e privacidade.
* Supervisionar ambientes físicos e digitais.
* Observar mudanças comportamentais abruptas.
* Manter diálogo aberto e escuta acolhedora.

A criança que encontra segurança na relação com seus cuidadores tem maior probabilidade de comunicar situações de risco.

Diante de suspeita ou confirmação, a denúncia é dever legal e ético.
Disque 100.

Felicidade não é viver sorrindo o tempo todo.É viver em paz com quem você é.Quando eu penso uma coisa, mas digo outra pa...
10/02/2026

Felicidade não é viver sorrindo o tempo todo.
É viver em paz com quem você é.

Quando eu penso uma coisa, mas digo outra para agradar…
quando prometo algo que não quero cumprir…
quando faço escolhas que não combinam comigo…
algo dentro de mim pesa.

A gente até consegue sustentar por um tempo.
Mas viver dividido cansa.

Agora, quando o que eu penso, o que eu falo e o que eu faço seguem na mesma direção, nasce uma sensação diferente: leveza. Clareza. Tranquilidade.

Não signif**a que a vida f**a perfeita.
Signif**a que eu paro de lutar contra mim mesmo.

Talvez felicidade seja isso:
agir de um jeito que respeite seus valores,
falar o que é verdadeiro para você,
e ter coragem de ser quem você é.

Inteiro por dentro.
Mesmo que o mundo lá fora esteja imperfeito.

🧠 EsquizofreniaA esquizofrenia é um transtorno mental grave e crônico, classif**ado no espectro dos transtornos psicótic...
05/02/2026

🧠 Esquizofrenia
A esquizofrenia é um transtorno mental grave e crônico, classif**ado no espectro dos transtornos psicóticos, caracterizado por alterações persistentes no pensamento, na percepção da realidade, na afetividade e no comportamento, com prejuízo signif**ativo no funcionamento social e ocupacional.
O quadro clínico envolve diferentes dimensões sintomatológicas. Os sintomas positivos incluem delírios, alucinações e desorganização do pensamento. Os sintomas negativos referem-se à redução de funções psíquicas, como avolição, alogia, anedonia e embotamento afetivo. Alterações cognitivas, como déficits de atenção, memória e funções executivas, também são frequentes e impactam a autonomia do indivíduo.
A etiologia é multifatorial, envolvendo interação entre vulnerabilidade genética, alterações neurobiológicas e fatores ambientais e psicossociais, conforme o modelo vulnerabilidade–estresse. O início costuma ocorrer no final da adolescência ou início da vida adulta, com curso variável e necessidade de acompanhamento longitudinal.
O tratamento é contínuo e multidisciplinar, tendo os antipsicóticos como base, associados a intervenções psicoterapêuticas e estratégias de reabilitação psicossocial. A abordagem visa não apenas a redução dos sintomas psicóticos, mas a melhora do funcionamento global e da qualidade de vida.
A compreensão técnica da esquizofrenia é fundamental para o manejo clínico adequado e para o enfrentamento do estigma associado aos transtornos psicóticos

A vida começa a f**ar mais bonita quando o olhar deixa de ser voltado para fora e retorna para dentro. Quando o sujeito ...
03/02/2026

A vida começa a f**ar mais bonita quando o olhar deixa de ser voltado para fora e retorna para dentro. Quando o sujeito se permite ver a si mesmo sem julgamento, sem a régua da comparação, sem a dureza do “eu deveria ser”.
Na psicanálise, aprender a se olhar é um movimento profundo: é sustentar a própria imagem sem precisar se fragmentar diante do ideal do outro. É reconhecer a própria história, os afetos, as falhas e também as forças que foram construídas apesar das faltas.
Amar-se não é inflar o ego, mas construir um vínculo possível consigo. É oferecer a si aquilo que, muitas vezes, faltou: escuta, paciência, compreensão. Quando esse cuidado interno se instala, a comparação perde força, porque já não é necessário provar valor — ele passa a ser sentido.
Acolher-se é permitir existir como se é, sem precisar se violentar para caber. É trocar a exigência pelo cuidado, a crítica pelo contato, o ataque interno por um gesto de presença. Nesse espaço, o sujeito não se abandona.
E é aí que a vida muda de textura. F**a mais bonita não porque se torna perfeita, mas porque passa a ser habitada com mais verdade, mais gentileza e mais amor por si.

Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)O Transtorno de Personalidade Borderline é um padrão persistente de funciona...
29/01/2026

Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

O Transtorno de Personalidade Borderline é um padrão persistente de funcionamento psíquico caracterizado por instabilidade emocional, relacional e identitária, geralmente iniciado no início da vida adulta e associado a intenso sofrimento subjetivo.

Pessoas com TPB vivenciam emoções de forma muito intensa, rápida e desorganizada, com grande dificuldade de regulação emocional. É comum a presença de medo profundo de abandono, mesmo diante de situações ambíguas ou sem ameaça real.
Entre os principais sinais estão:
🔹 oscilações emocionais marcantes
🔹 sensação crônica de vazio
🔹 relações intensas e instáveis
🔹 alternância entre idealização e desvalorização do outro
🔹 raiva intensa e impulsividade
🔹 comportamentos autolesivos ou de risco
🔹 fragilidade na construção da identidade

Do ponto de vista clínico, o TPB envolve falhas nos processos de mentalização, na tolerância à frustração e na integração do self, frequentemente relacionadas a histórias de invalidação emocional, vínculos inseguros ou experiências traumáticas precoces.

📌 Não se trata de escolha, fraqueza ou manipulação.
📌 O diagnóstico é clínico e o tratamento psicoterapêutico possibilita melhora signif**ativa na qualidade de vida.

Reconhecer os sinais é o primeiro passo para o cuidado.

O medo diante do novo é uma resposta natural do psiquismo frente à incerteza e à ausência de previsibilidade. Ele se rel...
27/01/2026

O medo diante do novo é uma resposta natural do psiquismo frente à incerteza e à ausência de previsibilidade. Ele se relaciona diretamente ao nível de segurança interna e à capacidade subjetiva de cada indivíduo lidar com mudanças e desafios. Sentir medo não indica incapacidade, mas revela momentos de insegurança diante do desconhecido.
Encarar o medo não implica eliminá-lo, mas reconhecê-lo sem permitir que paralise a ação. Do ponto de vista clínico, avançar mesmo com medo envolve sustentar a insegurança inicial, acessar recursos internos já existentes e diferenciar riscos reais de antecipações ansiosas. Ao agir apesar do desconforto, o sujeito fortalece a confiança, amplia a segurança psíquica e ressignif**a a experiência, transformando o medo em aprendizado e crescimento emocional.

Cuidar da saúde mental não é esperar o limite chegar.É perceber os sinais no caminho: o cansaço que não passa, a ansieda...
23/01/2026

Cuidar da saúde mental não é esperar o limite chegar.
É perceber os sinais no caminho: o cansaço que não passa, a ansiedade constante, a irritação, o vazio, a perda de sentido.
Isso não é fraqueza. É humano. É a sua mente pedindo atenção.
Na vida, aprendemos a dar conta de tudo — dos outros, das exigências, das responsabilidades.
Mas, muitas vezes, esquecemos de nós.
E se abandonar emocionalmente também adoece.
Prevenir é se escutar.
É respeitar limites.
É permitir-se parar, respirar e buscar ajuda quando necessário.
Você não precisa estar em crise para merecer cuidado.
Neste Janeiro Branco, escolha f**ar com você.
Não se abandone.
Cuidar da sua mente é um ato de amor pela sua própria vida.

A autocobrança excessiva costuma estar ligada a conteúdos emocionais que não conseguimos reconhecer em nós mesmos. Quand...
20/01/2026

A autocobrança excessiva costuma estar ligada a conteúdos emocionais que não conseguimos reconhecer em nós mesmos. Quando esses conteúdos geram desconforto, o psiquismo pode utilizar a projeção, um mecanismo de defesa em que sentimentos, pensamentos ou características próprias são atribuídos ao outro, como se viessem de fora.

Assim, podemos projetar críticas, rejeição, raiva, insegurança, expectativas irreais, sentimentos de inadequação ou até responsabilidades que são nossas. O que é interno passa a ser vivido como externo, fazendo o mundo parecer mais hostil ou exigente do que realmente é.

Cobrar-se menos não é desistir, mas amadurecer emocionalmente. É aprender a reconhecer emoções e limites sem transformá-los em culpa ou ataque a si mesmo.

Quanto mais acolhemos nosso mundo interno, menos precisamos projetá-lo fora e mais saudáveis se tornam nossas relações e nossa saúde mental.

A autoexigência excessiva está associada ao aumento de estresse, ansiedade e esgotamento emocional. Quando a pessoa pass...
14/01/2026

A autoexigência excessiva está associada ao aumento de estresse, ansiedade e esgotamento emocional. Quando a pessoa passa a se relacionar consigo apenas pela cobrança, tende a negar limites, interpretar cansaço como fraqueza e descanso como improdutividade, favorecendo sobrecarga psíquica.
Reconhecer limites não é desistir, é autorregulação.
Respirar, pausar e permitir-se descansar são estratégias de cuidado psicológico e preservação da saúde mental.
Recomeçar não precisa ser imediato nem grandioso.
Pode ser gradual, no seu ritmo, com mais consciência e menos culpa.
Cuidar de si não é luxo.
É condição para continuar com mais equilíbrio.

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