27/12/2025
OS CIRURGIÕES SÃO OS LIBERTADORES DA DOENÇA METABÓLICA.
O domínio das universidades tornou-se político. O controle das editoras científicas segue a mesma lógica. Estudos relevantes e tecnicamente sólidos só encontram espaço quando são convenientes — quando atendem, direta ou indiretamente, aos interesses dos grandes grupos econômicos.
Nesse cenário, não surpreende que a cirurgia bariátrica e metabólica, o tratamento mais eficaz, duradouro e custo-efetivo para a obesidade e o diabetes, venha sendo progressivamente deslocada pelo protagonismo farmacológico.
Com o custo de algumas cargas de grampeador, dois trocartes e uma pinça de energia, a cirurgia liberta o paciente da escravidão metabólica. Já o medicamento, embora envolto em discurso moderno e sedutor, mantém o paciente dependente, ano após ano, a um custo anual equivalente — ou superior — repetido indefinidamente. Um trata a causa e promove autonomia; o outro posterga o desfecho e perpetua a dependência.
Nós, cirurgiões, detemos em nossas mãos e em nosso conhecimento a ferramenta mais poderosa para enfrentar essas doenças. Temos a evidência. Temos os resultados. Temos a verdade. O que nos falta é voz. Nossas sociedades cirúrgicas, lamentavelmente, têm se mostrado submissas à agenda corporativa da indústria farmacêutica, abrindo mão do protagonismo científico e clínico que historicamente nos pertence.
Precisamos, com urgência, resgatar esse protagonismo. Ninguém trata melhor obesidade e diabetes do que o cirurgião bem treinado. Oferecemos um tratamento mais eficaz, mais duradouro, mais libertador e, no longo prazo, mais econômico.
O silêncio, porém, não é neutro: ele trai a confiança do paciente ao permitir que seja seduzido por terapias caras, contínuas e incompletas.
É hora de posicionamento. É hora de devolver ao paciente a verdade que ele merece ouvir.
A CIRURGIA METABÓLICA não é o passado — é a solução definitiva que o presente insiste em silenciar.