26/04/2026
🫀 Ontem eu dei uma aula em uma academia aqui em Passos sobre algo que quase ninguém pensa… até acontecer.
Parada cardiorrespiratória na academia.
Não é raridade. Pode acontecer em pessoas jovens ou mais velhas, com ou sem doença cardíaca conhecida.
O coração para. O tempo corre.
E quem está ali, o instrutor, o colega de treino, a recepcionista pode fazer toda a diferença nas chances de sobrevivência até a chegada do atendimento médico.
O que você precisa saber:
❌ A parada cardíaca raramente avisa com hora marcada.
✅ Mas ela dá sinais: dor no peito, falta de ar, tontura ou desmaio durante o esforço são ALERTA MÁXIMO. Não ignore.
❌ Ficar parado esperando o SAMU chegar não é uma opção.
✅ RCP imediata pode dobrar ou triplicar a chance de sobrevivência.
❌ “DEA é só coisa de hospital.”
✅ No Brasil, a obrigatoriedade de DEA em academias depende de leis estaduais e municipais. Essa falta de padronização pode atrasar o acesso ao equipamento em situações críticas. Mesmo sem exigência, toda academia deveria ter o equipamento e equipe treinada.
A cada minuto sem RCP, a chance de sobrevivência cai entre 7% e 10%, segundo diretrizes internacionais de reanimação.
Por trás desses números existem histórias reais de pessoas que poderiam ter tido outro desfecho com uma resposta rápida.
💬 Me responde aqui: você saberia o que fazer se alguém tivesse uma parada cardíaca do seu lado?
Salva esse post. Mostra para o instrutor da sua academia.
Pergunta se ele sabe o que fazer se você cair no meio do treino.
Se a resposta for silêncio, você tem um problema.
Dr. José Ronaldo
Cardiologista | CRM-MG 38099 | RQE 19141
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