07/05/2026
A atividade física tem sido uma das estratégias complementares mais estudadas no TDAH, especialmente pelos impactos positivos nas funções executivas, na regulação emocional e na qualidade de vida.
Hoje, as evidências mostram melhora em atenção sustentada, controle inibitório, flexibilidade cognitiva e manejo da impulsividade, principalmente quando o movimento acontece de forma regular e associada a atividades que exigem coordenação, estratégia e tomada de decisão.
Mas é importante fazer uma diferenciação séria.
Atividade física não “cura” TDAH. Também não substitui avaliação adequada, acompanhamento clínico ou intervenções multidisciplinares quando necessárias.
O cérebro com TDAH é complexo e cada perfil apresenta necessidades diferentes.
O que a ciência mostra é algo mais profundo, muitas vezes essas crianças não precisam apenas “gastar energia”. Elas precisam de movimento para organizar o funcionamento cerebral.
Quando compreendemos isso, deixamos de interpretar tudo apenas como comportamento e começamos a olhar para mecanismos neurocognitivos envolvidos na autorregulação, atenção e processamento do ambiente.
Salve este conteúdo e compartilhe com quem ainda acredita que TDAH é apenas “falta de limite”.
| Nicole Polatto
| Neuropsicóloga
| CRP 04/41723