Psicóloga Gabriela Frigotto Zorzan

Psicóloga Gabriela Frigotto Zorzan Atendimento psicológico para adolescentes e adultos, nas modalidades presencial e online. Rua Ibiporã, 333 - sala 104
Ed.

Center Eldourado - Centro
Pato Branco/PR Gabriela Frigotto Zorzan é graduada em Psicologia (CRP 08/19532) e realiza formação continuada em Psicanálise na Associação Livre Centro de Estudos em Psicanálise - ALCEP (Curitiba/PR). Oferece atendimento psicológico a adolescentes e adultos.

Ao nascer, somos inseridos num campo de linguagem que vai nos constituindo como sujeitos, desde o nosso nome que é escol...
11/04/2022

Ao nascer, somos inseridos num campo de linguagem que vai nos constituindo como sujeitos, desde o nosso nome que é escolhido por um outro, aos atributos que vamos recebendo ao longo da vida: "Bagunceiro", "nervosa", "reclamão", "burra", "esperto", "oferecida", a lista é interminável. São muitos os dizeres que nos formam, os da família, das leis, da cultura, da propaganda, dizeres que vão nos constituindo e nos concedendo um uso da palavra que nos encaixota em padrões, que não nos transforma, um uso de palavra vazia, como disse Lacan. Estes dizeres nos ocupam e nos distraem para que esqueçamos do nosso desejo ou para que nada saibamos dele. Desejo esse - falo aqui do pulsional - que só se acessa por um outro uso da palavra, um uso implicado, que escuta o que diz e se pergunta sobre o que está dizendo. Rompendo com a superficialidade das falas cotidianas para um falar comprometido com o que lhe afeta. Trata-se de um outro uso da linguagem, que Lacan chamou de palavra plena.
Fazer este outro uso da língua, ao qual se aplica o trabalho de uma análise, nos coloca numa tarefa ética - a da produção de uma vida singular e de um dizer que fala da verdade do nosso desejo pulsional. Trata-se de fazer rupturas nas massas densas dos sentidos já dados no campo social - massas de sentidos absolutos que nos sufocam e nos adoecem, para se embrenhar na criação de novos sentidos. Fazendo emergir a singularidade - a diferença absoluta de uma vida em sua força e potência de viver.
A vida sempre nos atravessa e nos pede por algo que precisa ser dito, mas sobretudo, nos atravessa pedindo por um ato. Ela nos convoca a avaliá-la em seus próprios termos, e nos exige - a cada vez - um ato à sua altura. O que não é nomeado, vira sintoma, e o que não é posto em ação quando faz-se necessário agir, também.

“O pensamento positivo elimina qualquer possibilidade de crítica e desloca a culpa e a dúvida para o indivíduo e não par...
13/08/2021

“O pensamento positivo elimina qualquer possibilidade de crítica e desloca a culpa e a dúvida para o indivíduo e não para a estrutura onde ele atua. Liga-se, assim, à concepção fantasiosa do eu empreendedor, da iniciativa pessoal do herói que tudo pode com a autogestão e que, no limite, é o único responsável pelos êxitos ou pelos fracassos”.

“Normalmente há uma sobrecarga para o trabalhador, a quem se pede que ultrapasse seus limites e ao mesmo tempo saiba impô-los a si mesmo”.

“Estamos agindo de forma ética nas empresas?”, questiona Fernández. “Os discursos sobre inovação aumentam, mas se trabalha cada vez mais, com mais disciplina e com um consumo cada vez maior de calmantes para suportar tudo isso”, conclui.

Empresas usam técnicas psicológicas para obter adesão mais íntima e emocional de funcionários

Minha contribuição para a página da ALCEP
24/07/2021

Minha contribuição para a página da ALCEP

Na comparação, corremos o risco de perder a singularidade

Por Gabriela Zorzan

Na tentativa de ser igual, suprimimos a diferença e com isso podemos acabar sufocando o que há de mais vital em nós. Suprimir a diferença é sufocar a vida.

Na sociedade e na cultura em que estamos inseridos, somos convocados a todo momento a entrarmos nos padrões, há a exigência de que determinados ideais sejam atingidos. O que é ser mulher, o que é ser "homem de verdade", ser uma "boa mãe", o que é "ser feliz"? Modelos são apresentados e propagados e nos sentimos de certo modo na obrigação de reproduzi-los pra poder fazer parte deste meio social. Tentativa de garantir a aceitação do grupo e o amor do outro. Queremos nossa existência validada e valorizada pelo olhar alheio. A esse mecanismo, Freud também chamou narcisismo.
Quando nos embrenhamos na tentativa de um caminho distinto, de afirmar nossa singularidade, não é incomum em alguma altura nos depararmos com um sentimento de culpa. A diferença é sentida como um erro.

Há o medo de ficar de fora, fora do olhar do outro e do (suposto) lugar que ele nos dá, medo da inadequação.

Aquilo que é sentido como um mal estar costuma ser o grito da singularidade querendo ser ouvida no meio de tantos dizeres ensurdecedores em que estamos imersos.

Em meio ao cansaço generalizado do tentar-ser-igual, um novo sopro de vida é buscado pelos nossos pulmões. Há vontade de aliviar os pesos e acessar uma suavidade no viver. Um desejo por uma força que revigora e que insiste em perseverar.

Ainda bem que podemos tomar nosso próprio percurso como referência. Aliviar o peso das imposições, das imagens-padrão que não levam em conta nossa singularidade e nossa trajetória de vida particular.

Ainda bem que a pulsão faz furo nesses ideais-barreiras.

Quem perde em ideal, ganha em vida.

📷 Mihály Köles

"Como toda obra de arte, a vida exige que se pense nela.”(Albert Camus)Eu acrescentaria ainda uma outra exigência: a vid...
01/07/2021

"Como toda obra de arte, a vida exige que se pense nela.”

(Albert Camus)
Eu acrescentaria ainda uma outra exigência: a vida também requer que sintamos.
Construir uma vida que é boa e que vale a pena ser vivida dá trabalho. Mas evitar o pensar e fugir do sentir também gera um enorme trabalho. Este, porém, na direção do adoecimento e de um enfraquecimento. Enquanto o primeiro, num processo criador que leva em conta os afetos e o pensar sobre a vida, na direção de uma força.
Imagem: obra de Paul Blenkhorn

20/05/2021

por uma vida
tão real que nos ensine abstrair
tão singular que atinja o extra pessoal
tão refinada que nos leve ao simples

Gilceley Santos

O sapato que se ajusta a um homem aperta o outro; não há nada para a vida que funcione em todos os casos.(Carl Jung)
18/02/2021

O sapato que se ajusta a um homem aperta o outro; não há nada para a vida que funcione em todos os casos.

(Carl Jung)

Um verão, uma viagem, uma pessoa, uma imagem, uma palavra, um toque, um lugar, uma fala. Os acontecimentos que vivemos v...
19/01/2021

Um verão, uma viagem, uma pessoa, uma imagem, uma palavra, um toque, um lugar, uma fala. Os acontecimentos que vivemos vão formando a textura da nossa vida.
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Somos povoados inteiramente por acontecimentos.
E através deles, das texturas que eles vão constituindo em nós, que nos relacionamos com os outros, com as situações e com o mundo.
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Resta daí uma questão: Nossas texturas produzem em nós, nas nossas interações com o mundo, um vigor, uma força, uma potência de abertura e coragem para a exploração do novo?
Ou produzem uma relação com o mundo assustada, ressentida, ansiosa, exausta e cristalizada?
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Lembrando que nossas texturas são formadas pelas nossas experiências ao longo da vida e boa parte delas não aconteceram por nossa escolha. Nossa vida é desde o nascimento atravessada por acontecimentos culturais, políticos e econômicos e todos eles participam fortemente desse processo de quem vamos nos tornando.
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Imagem: Obra de Joseph Lee

Dia 14/01 estarei participando do I Colóquio do Corpo Deleuzeano de Recife. O evento está acontecendo online, no formato...
14/01/2021

Dia 14/01 estarei participando do I Colóquio do Corpo Deleuzeano de Recife. O evento está acontecendo online, no formato de mesa-redonda, e nesta data o tema da mesa será "Cartografias Colonizadas". A minha fala será a primeira, às 19:00, sobre "Subjetivação capitalista e a captura do desejo". O Colóquio teve início em 09/01 e se estenderá até dia 16/01, contando com a presença de diversos profissionais das áreas da Psicologia, Psicanálise, Esquizoanálise e Filosofia. As trocas e os saberes compartilhados têm sido muito potentes!

Inscrições através do link: https://www.even3.com.br/corpomutantedorecife/

14/01/2021
Mas podemos (e precisamos para não adoecer) operar uma reversão: resgatar a nossa "carne", liberar nossos afetos e nosso...
12/12/2020

Mas podemos (e precisamos para não adoecer) operar uma reversão: resgatar a nossa "carne", liberar nossos afetos e nossos sentidos e nos colocarmos à altura das próprias fragilidades. Eis o paradoxo que nos faz mais fortes e potentes na vida!

Não podemos imaginar que a vida é equânime. Não existe um equilíbrio entre alegrias e tristezas na vida. A probabilidade...
04/12/2020

Não podemos imaginar que a vida é equânime. Não existe um equilíbrio entre alegrias e tristezas na vida. A probabilidade de se alegrar acaba sendo menor do que se entristecer apenas porque somos dominados pela ideia de perfeição, e por isso temos muita dificuldade de nos alegrar com o real.
O idealismo é o nosso maior problema, ele nos faz crer que é muito fácil amar e se alegrar com aquilo que ainda não existe. A casa, o emprego, o companheiro, a cidade, o clima, a comida e a vida ideal. Lamentamos, murmuramos e até amaldiçoamos o que temos ou somos.
E só vamos conseguir (uma) alegria verdadeira quando conseguirmos a reconciliação com o real. Amar o que somos. O amor ao destino do velho Nietzsche e a beatitude do Spinoza, isto é, a afirmação da vida, aliviar o jugo, tirar a carga do que vive e dançar, criar. Na reconciliação com o real, a aceitação e satisfação são fundamentais para aproveitarmos os instantes de impactos que são essenciais na vida.
A vida é feita destes instantes.
A alegria está na satisfação e é coisa rara, por isso quando uma pessoa ou uma situação ou uma coisa (filme, livro, música, encontros) nos alegra, não podemos tratar como se fosse coisa banal ou comum. Devemos abraçar este instante com toda nossa força e amar plenamente esta pessoa ou esta coisa, ou este acontecimento.
A alegria aumenta a vontade de viver, ela é um bem precioso neste mundo que parece que foi montado para nos entristecer.
O que temos e devemos fazer é viver tudo o que há pra viver e nos permitir viver.

(Sobre Spinoza em Ética III, nas definições das afecções)

Foto: Obra de Tahlia Stanton

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Our Story

Gabriela Frigotto Zorzan é Psicóloga e Psicoterapeuta de Orientação Psicanalítica, graduada em Psicologia, especialista em Avaliação Psicológica e em Política de Assistência Social. Encontra-se em processo (contínuo) de formação como analista. Realiza atendimentos com adolescentes e adultos.