03/05/2026
Entre o dar e o receber, há um território sutil onde a alma respira sem peso. É ali que o limite se desenha, não como muro, mas como margem de rio,
orientando o fluxo para que não se perca nem transborde em dor.
Limite é o gesto silencioso de quem se reconhece inteiro, mesmo ao caminhar ao lado do outro.
É dizer “até aqui” com delicadeza, para que o “nós” não apague o “eu” e o “eu” não se esqueça da beleza de compartilhar.
No equilíbrio das relações, amar não é desaparecer,
nem prender, é permanecer.
É dançar entre o perto e o longe,
sustentando a presença sem invadir,
oferecendo cuidado sem aprisionar.
Que cada encontro seja leve como o vento que passa, mas firme como raízes que sabem onde pertencem. Que os limites sejam pontes de consciência e não muros de afastamento.
É nesse delicado equilíbrio, que o amor floresce em sua forma mais pura, livre, inteiro e verdadeiro.
Porque quando há limite, há espaço.
E onde há espaço, o vínculo pode respirar.
🍂 Gleidimar Magalhães Campos.
🍃 Psicóloga clínica.