25/02/2026
Hoje faço 37 anos.
Olho minha galeria e quase não me reconheço. Não tenho mais fotos só minhas🤣
Só vejo minhas filhas, meu trabalho, minha rotina…
e, no meio de tudo isso, procuro aquela Renata de antes — a mulher que existia só para si.
Confesso: perdi um pouco de mim pelo caminho.
Perdi tempo, leveza, silêncio…
mas nunca perdi o amor.
Porque eu me encontro todos os dias dentro da minha casa,
no abraço que acolhe,
na presença que sustenta,
na família que é meu chão,
e no meu trabalho, que também carrega um pedaço da minha alma.
Hoje, acima de qualquer outra coisa, eu me sinto feliz.
Eu me sinto realizada.
Não pela vida perfeita,
mas pela vida verdadeira.
Envelhecer tem sido um presente.
É o que tem me trazido, com doçura, para a essência da vida…
para aquilo que não aparece em fotos,
mas permanece no coração.
Talvez a Renata de outrora não exista mais.
E está tudo bem.
Aos 37, eu virei abrigo.
Virei base.
Virei lar.
E, mesmo tendo me perdido um pouco de mim,
sei, no fundo do peito,
que estou construindo algo muito maior —
e infinitamente mais importante:
uma vida cheia de sentido.