15/01/2026
Estima-se que 75% dos pacientes com dor crônica musculoesquelética (DCMSK) apresentem problemas de sono 💤 e que 44% tenham algum tipo de desordem do sono.
As evidências apontam para uma relação bidirecional 🔄: a dor crônica interfere na qualidade do sono e, ao mesmo tempo, alterações do sono podem favorecer o surgimento e a intensificação da dor, tornando-se fatores de risco mútuos.
Uma revisão sistemática com metanálise publicada em 2024 buscou responder quatro questões centrais:
1️⃣ Alterações do sono estão associadas ao desenvolvimento de DCMSK?
2️⃣ Diferentes tipos de alterações do sono aumentam o risco de DCMSK de formas distintas?
3️⃣ A presença de DCMSK eleva o risco de desenvolver alterações do sono?
4️⃣ Diferentes tipos de DCMSK (dor local ou generalizada) estão associados a maior risco de distúrbios do sono?
Os autores reforçam a importância de que os profissionais de saúde continuem rastreando problemas relacionados ao sono em seus pacientes 🩺 — não apenas naqueles com DCMSK, mas também em outras condições associadas às alterações do sono.
Apesar disso, o nível de certeza da evidência ainda é considerado muito baixo, o que indica a necessidade de novos estudos 🔬 para fortalecer essas associações.
👉 E você, costuma abordar o sono na avaliação dos seus pacientes? O que tem observado na prática clínica? Compartilhe sua experiência nos comentários 💬
📚 Referência:
Runge, Nils et al. The bidirectional relationship between sleep problems and chronic musculoskeletal pain: a systematic review with meta-analysis. Pain, 28 May 2024. DOI: 10.1097/j.pain.0000000000003279