11/07/2025
O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer dois novos tratamentos hormonais para endometriose a partir de 2025: 0
dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel (DIU-LNG) e o desogestrel. A medida deve beneficiar milhares de brasileiras que convivem com dores incapacitantes causadas pela doença, que afeta até 15% das mulheres em idade reprodutiva.
A endometriose é uma doença inflamatória crônica provocada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, atingindo órgãos como ovários, trompas, bexiga, intestino e até o diafragma. O problema causa fortes dores, sangramentos irregulares e pode comprometer a fertilidade.
Segundo o Ministério da Saúde, o DIU-LNG é indicado especialmente para mulheres que não podem usar anticoncepcionais combinados e pode ser eficaz por até cinco anos. Já o desogestrel, usado por via oral, bloqueia a ovulação e pode ser prescrito ainda na fase de suspeita clínica, antes mesmo da confirmação diagnóstica.
Apesar de serem métodos contraceptivos, os dois medicamentos só serão oferecidos no SUS para o tratamento da endometriose. Outros métodos de prevenção da gravidez já estão disponíveis na rede pública, como o DIU de cobre, pílulas, injetáveis, pr*********os e diafragma.
A inclusão dos tratamentos foi aprovada pela Comissão Nacional de
Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como parte da modernização tecnológica do sistema. “É um avanço na qualidade de vida das pacientes”, afirmou.
Hoje, o SUS já oferece terapias hormonais, analgésicos, antiinflamatórios e cirurgia para o tratamento da endometriose. Entre 2022 e 2024, os atendimentos na Atenção Especializada cresceram 70%, e as internações, 32%.
Fonte: GOV.
A doença atinge cerca de 10% das mulheres no mundo, segundo