Psicóloga Josiane Gonçalves

Psicóloga Josiane Gonçalves Psicóloga Clínica, especialista em Saúde da Família e Transtornos Alimentares. Atendimentos em

Voltar à rotina sem se abandonar não é uma questão de força de vontade ou de organização impecável. É, antes de tudo, um...
03/01/2026

Voltar à rotina sem se abandonar não é uma questão de força de vontade ou de organização impecável. É, antes de tudo, uma questão de como tu te relaciona contigo mesma dentro das exigências do dia a dia.

Na clínica, é muito comum ouvir mulheres que aprenderam a funcionar a partir da cobrança constante. Para elas, rotina virou sinônimo de rigidez, produtividade excessiva e silenciamento das próprias necessidades. Quando a rotina retorna, o corpo entra em modo de alerta: o cansaço é ignorado, o descanso gera culpa e qualquer pausa parece um sinal de fracasso.

Isso não acontece por falta de maturidade emocional. Acontece porque, em algum momento da história, dar conta de tudo foi uma forma de se manter segura, aceita ou no controle. O problema é que esse funcionamento, quando se prolonga, cobra um preço alto do corpo e da saúde mental.

Uma rotina emocionalmente saudável não se constrói a partir da punição, mas da autorregulação. Ela considera o momento de vida real, reconhece limites antes do colapso e entende que constância não é o mesmo que rigidez. Pausas deixam de ser um prêmio e passam a ser parte da estrutura que sustenta o funcionamento psíquico.

Voltar à rotina não precisa significar voltar a se abandonar. Pode ser, ao contrário, um movimento de reorganização interna, em que tu faz o que precisa ser feito sem desaparecer de ti mesma no processo.

Quando a rotina te sustenta, em vez de te cobrar, ela deixa de ser um peso e passa a ser cuidado.

Com cuidado, respeito e presença.

Talvez o que mais canse não seja a tua vida.Mas a comparação silenciosa com vidas editadas.O feed mostra recortes.Moment...
30/12/2025

Talvez o que mais canse não seja a tua vida.
Mas a comparação silenciosa com vidas editadas.

O feed mostra recortes.
Momentos escolhidos.
Narrativas cuidadas para parecerem inteiras.

O que ele não mostra
é o esforço para sustentar aquilo,
os dias em que ninguém dá conta,
as contradições,
as partes cansadas que ficam fora do enquadramento.

E quando uma mulher se compara com um recorte,
quase sempre perde.
Porque passa a exigir de si
uma versão que nem o outro sustenta o tempo todo.

Na clínica, isso aparece como inadequação,
autocrítica excessiva,
a sensação constante de estar falhando
mesmo fazendo o possível.

Não é falta de competência.
É um esquema sendo ativado
num ambiente que reforça comparação o tempo inteiro.

Talvez hoje seja só um convite:
olhar para o feed com menos verdade
e para si com mais contexto.

Nem tudo que é mostrado é inteiro.
E tu não precisa te encaixar em recortes
para ser suficiente.

Escrevo isso com a escuta de quem acompanha mulheres todos os dias
e com o respeito de quem sabe
que nenhuma história cabe em recortes.

Talvez o que mais canse não seja a tua vida.Mas a comparação silenciosa com vidas editadas.O feed mostra recortes.Moment...
30/12/2025

Talvez o que mais canse não seja a tua vida.
Mas a comparação silenciosa com vidas editadas.

O feed mostra recortes.
Momentos escolhidos.
Narrativas cuidadas para parecerem inteiras.

O que ele não mostra
é o esforço para sustentar aquilo,
os dias em que ninguém dá conta,
as contradições,
as partes cansadas que ficam fora do enquadramento.

E quando uma mulher se compara com um recorte,
quase sempre perde.
Porque passa a exigir de si
uma versão que nem o outro sustenta o tempo todo.

Na clínica, isso aparece como inadequação,
autocrítica excessiva,
a sensação constante de estar falhando
mesmo fazendo o possível.

Não é falta de competência.
É um esquema sendo ativado
num ambiente que reforça comparação o tempo inteiro.

Talvez hoje seja só um convite:
olhar para o feed com menos verdade
e para si com mais contexto.

Nem tudo que é mostrado é inteiro.
E tu não precisa te encaixar em recortes
para ser suficiente.

Escrevo isso com o cuidado de quem escuta mulheres todos os dias
e com o respeito de quem sabe que nenhuma história cabe em recortes.

Depois que dezembro passa,o que aparece é o que sobra.Quando as festas acabam,as apresentações terminame o silêncio come...
26/12/2025

Depois que dezembro passa,
o que aparece é o que sobra.

Quando as festas acabam,
as apresentações terminam
e o silêncio começa a ocupar espaço,
muitas mães percebem o corpo cansado
e a mente exausta.
Não por causa do dia 26,
mas por tudo que foi sustentado antes.

Existe um esgotamento que não faz cena.
Ele não grita.
Ele só tira o fôlego.

E, às vezes, vem acompanhado de culpa.
Por não ter aproveitado mais,
por não ter sido mais paciente,
por não ter dado conta de tudo
como acreditava que deveria.

Não é falha.
É acúmulo.

Talvez hoje não seja dia de refletir,
organizar ou planejar.
Talvez hoje seja só dia de reconhecer
como esse mês foi vivido por ti.

E reconhecer também é cuidado.

Se eu pudesse escolher um presente para cadauma das minhas pacientes neste Natal,eu não escolheria algo que coubesse em ...
22/12/2025

Se eu pudesse escolher um presente para cada
uma das minhas pacientes neste Natal,
eu não escolheria algo que coubesse em uma caixa.

Eu escolheria leveza.
Não para apagar o que pesa,
mas para que o peso dos teus dias
não te definisse.

Escolheria pausas.
Daquelas que quase nunca cabem na rotina,
mas que fazem falta no corpo e na cabeça.

Escolheria acolhimento.
Não só do mundo,
principalmente de ti mesma.

Eu te daria a certeza
de que tu não precisas ser perfeita
para ser suficiente.

Coragem para pedir ajuda.
Para dizer “não” sem culpa.
Para respeitar a tua história
e o teu tempo.

Um Natal em que tu possas existir
sem precisar sustentar
uma performance emocional.

E, se fosse possível,
embrulharia tudo isso
com um laço chamado paz.
Paz na tua mente,
no teu peito,
e na forma como tu te tratas.

Que estes dias que antecedem o Natal
te encontrem com mais gentileza
do que exigência.

Com cuidado, respeito e presença.

Esse mês completei 4 anos de casada e 7 anos de relacionamento.Resolvi trazer um pouco da nossa história pra cá.Nosso ca...
15/12/2025

Esse mês completei 4 anos de casada e 7 anos de relacionamento.
Resolvi trazer um pouco da nossa história pra cá.

Nosso casamento nunca foi sobre seguir regras.
Foi sobre seguir o que fazia sentido pra nós.

Brindamos com Coca-Cola, fizemos tatuagem no altar e trocamos presentes por cestas básicas para famílias dos bairros onde crescemos, ainda afetadas pela pandemia.

Ele é a pessoa mais incrível que eu já conheci. Gentil, amoroso, flexível.
A gente não idealiza o amor. A gente respeita as nossas imperfeições, os dias difíceis, os limites e os processos de cada um.

Escolhemos um amor que não precisa de luxo para ser verdadeiro.
Um amor que prioriza significado, propósito e generosidade.

Um amor que começa dentro da gente e se estende para além de nós.
Que entende que celebrar também é partilhar.
Que sabe que vínculo não se mede pelo que aparece, mas pelo que sustenta.

Nosso sim foi, e segue sendo, sobre presença, consciência e escolha diária.
E isso, pra nós, sempre foi mais do que suficiente.

Tenho um orgulho enorme da nossa história e do nosso amor.
adv 🤎

Antes de pedir qualquer coisa para 2026, eu precisei fazer um movimento simples e, ao mesmo tempo, profundamente terapêu...
12/12/2025

Antes de pedir qualquer coisa para 2026, eu precisei fazer um movimento simples e, ao mesmo tempo, profundamente terapêutico: escolher o que eu não quero mais levar comigo.

Porque nem sempre o peso do ano está no que aconteceu. Às vezes está no que seguimos carregando sem perceber.

Neste carrossel, eu compartilho o que deixo ir e o que levo comigo para o próximo ciclo.
Com consciência, limites, realismo e um afeto que acolhe, não que exige.

Se este conteúdo te fizer respirar um pouco mais leve, salva para reler quando precisares.
E envia para outra mulher que também está tentando chegar inteira em 2026.

Com carinho, Josi ✨

Dezembro costuma exigir mais do que parece. Não é só agenda cheia: são os encontros que nem sempre são leves, as expecta...
07/12/2025

Dezembro costuma exigir mais do que parece. Não é só agenda cheia: são os encontros que nem sempre são leves, as expectativas irreais sobre “fechar o ano bem”, as comparações silenciosas, os ajustes financeiros, a pressão para estar feliz e a necessidade de administrar histórias, afetos e possíveis lutos que reaparecem nessa época.

Para muitas mulheres, esse é o mês em que o excesso de demandas se mistura com o cansaço acumulado. E é justamente por isso que respirar, delegar e rir quando der não é sobre desempenho, mas sobre preservar o que faz sentido.
Tu não precisa dar conta de tudo para atravessar esse mês inteira. E não precisa caber em nenhuma versão idealizada de fim de ano.

Às vezes, aquele “eu dou conta sozinha” não vem da força, vem da dor.De quem aprendeu, lá atrás, que não podia contar co...
06/12/2025

Às vezes, aquele “eu dou conta sozinha” não vem da força, vem da dor.
De quem aprendeu, lá atrás, que não podia contar com ninguém.
De quem precisou se proteger para não se decepcionar de novo.
Na Terapia do Esquema, chamamos isso de modo protetor desconectado das emoções: uma forma de sobrevivência que um dia fez sentido, mas que hoje afasta do vínculo, da entrega e do cuidado que também merece ser recebido.
Permitir novas experiências de confiança faz parte do processo de se reconhecer com mais gentileza.



A primeira consulta não é sobre dar conta de tudo. É sobre chegar do teu jeito, com o que tu tens hoje, mesmo que seja p...
03/12/2025

A primeira consulta não é sobre dar conta de tudo. É sobre chegar do teu jeito, com o que tu tens hoje, mesmo que seja pouca clareza, um monte de sentimentos misturados ou aquela sensação de nem saber por onde começar.

Muita gente acredita que precisa vir pronta, com tudo explicado. Mas, na prática, a terapia começa quando tu te permite respirar, sentir e falar sem roteiro. Cada detalhe importa. Cada lembrança tem um porquê. Cada emoção diz algo sobre a tua história.

No consultório, tu não precisa performar. Aqui não existe acerto ou erro. Existe verdade, presença e cuidado.

A primeira sessão não é um teste. É um encontro.

E eu quero que tu saibas: tudo o que tu traz é bem-vindo🤎

Quando tu decides te cuidar, teu cérebro não interpreta isso como um detalhe da rotina. Ele entende como um ato de prote...
01/12/2025

Quando tu decides te cuidar, teu cérebro não interpreta isso como um detalhe da rotina. Ele entende como um ato de proteção.

Regiões ligadas à recompensa começam a se ativar, liberando dopamina em pequenas doses que reforçam o comportamento saudável. O córtex pré-frontal, responsável pelas decisões conscientes, trabalha como um filtro que ajuda a escolher o que te faz bem a longo prazo, e não apenas o que alivia no momento.

Com o tempo, essa combinação fortalece circuitos que reduzem culpa, aumentam senso de merecimento e ampliam tua capacidade de te colocar como prioridade.

Cuidar de ti não é luxo. É neuroplasticidade acontecendo todos os dias, te tornando mais estável, presente e emocionalmente disponível para a vida que tu queres construir. 🌱

Endereço

Parque Una, Ed Plex, Sala 404
Pelotas, RS
96080-730

Horário de Funcionamento

Quarta-feira 14:00 - 20:00
Quinta-feira 14:00 - 20:00
Sexta-feira 08:00 - 15:00

Telefone

+5553991937140

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