Guilherme Pintto

Guilherme Pintto Escritor.

É, 2025, ainda vou demorar um tempo para fazer as pazes contigo. Perder a mãe é perder o próprio endereço. Ficamos insta...
31/12/2025

É, 2025, ainda vou demorar um tempo para fazer as pazes contigo. Perder a mãe é perder o próprio endereço. Ficamos instantemente carentes de rumo. Não há mais um lugar para voltar, não existe casa ou alguém que sanaria a falta, somos despejados momentaneamente do nosso próprio eixo. É dificil descrever o furto que o corpo sente. Foi um ano difícil, saudoso, mas também com ligeiras alegrias. A vida é inteligente o suficiente para te enviar pessoas que serão seus novos lares, suas novas companhias, seu próximo Natal, seu próximo ano-novo, seu próximo propósito. Agradeço cada um deles por isso. Que o próximo ano seja de trégua e, principalmente, de encontros. Porque ainda continuo sendo péssimo em me despedir.

26/11/2025

“O fim não chega de repente. Ele começa no silêncio que ninguém comenta, no toque que vira costume, na pergunta que perde a graça. A gente insiste como se o amor fosse uma casa que se sustenta só pela lembrança, mas as paredes rangem, a porta emperra, e fingir que está tudo bem cansa mais do que admitir que acabou. O término não é a cena dramática, é o acúmulo das pequenas desistências, dos adiamentos, das promessas que se repetem até perder o sentido. E dói porque a gente queria ter sido suficiente, queria ter sido porto, queria ter sido escolha. Mas o amor não obedece esforço, só coerência. E quando um f**a esperando e o outro já foi, a relação se transforma num lugar apertado demais para caber dois. O fim machuca, mas também abre. Abre espaço para respirar, para se ouvir, para lembrar que a vida continua mesmo quando o coração demora. Um dia você acorda menos pesado, menos tenso, menos “e se”. E percebe que sobreviver ao que faltou é tão importante quanto celebrar o que foi. Porque amar é bonito, mas se libertar do que já não existe é coragem. E coragem também é um jeito de amar a si mesmo.“

Uma sessão comigo é um espaço para ir além do que você já sabe sobre si.A gente investiga o que sustenta teus padrões, e...
26/11/2025

Uma sessão comigo é um espaço para ir além do que você já sabe sobre si.

A gente investiga o que sustenta teus padrões, entende o que aparece nas tuas relações e constrói caminhos que façam sentido na tua vida real.

Uso as terapias comportamentais contextuais para que você pare de responder no automático e passe a agir com mais intenção.

Para marcar uma sessão, o link está na bio. ✨🛋️

Cada capítulo meu começou antes mesmo de eu entender que era um capítulo.De Jaguarão ao Brasil inteiro, de um mochilão c...
25/11/2025

Cada capítulo meu começou antes mesmo de eu entender que era um capítulo.
De Jaguarão ao Brasil inteiro, de um mochilão com 975 reais ao primeiro livro publicado, de filas de teatro lotadas ao TEDx.
De um celular velho no YouTube a mais de 400 mil exemplares vendidos.
De todas as conquistas, a que mais me atravessou foi a perda da minha mãe em 2025.
E, ainda assim, sigo.
Eu, Guigui, Gugu e Amora, reconstruindo a vida e estudando a vida a cada passo.

E você, qual é a sua história comigo? 🩵✨

25/11/2025

Quem sabe a escolha mais interessante não seja fazer o outro entender seu valor, mas agir como quem já sabe qual é. ✨🩵

12/11/2025

Café, às 05h da tarde. ✨



06/11/2025

Neste sábado vai rolar uma roda de conversa sobre autoestima e autoamor no , entrelaçando psicologia, literatura e histórias.

Te vejo lá?

03/10/2025

Muitas pessoas evitam falar de certos assuntos na terapia por medo de sobrecarregar o psicólogo. Mas é importante lembrar: o espaço terapêutico existe justamente para acolher aquilo que você carrega e não consegue lidar sozinho.

O psicólogo é preparado para escutar conteúdos difíceis, complexos ou dolorosos. O que pode parecer pesado demais para você, faz parte do trabalho dele.

Guardar sentimentos por medo de incomodar pode gerar ainda mais sofrimento. Ao contrário, compartilhar suas dores ajuda a aliviar o peso e possibilita encontrar novos caminhos.

Na terapia, não existe assunto demais ou sentimento errado. Existe você, com a sua história, e um profissional pronto para te acolher de braços abertos. Seu único papel é se permitir ser cuidado. 🛋️✨🩵



Ir sozinho a um congresso em Porto Alegre não parecia difícil. Sempre gostei da minha companhia, sempre fui bom em fazer...
15/09/2025

Ir sozinho a um congresso em Porto Alegre não parecia difícil. Sempre gostei da minha companhia, sempre fui bom em fazer amigos. Mas dessa vez era diferente. Será que estou pronto?

Em algum momento do fim de semana, me veio o instinto: “preciso contar pra mãe”. E logo depois, o vazio: pela primeira vez, não podia ligar. Não havia mais a voz do outro lado da linha, o riso, o conselho, a torcida. Foi como se a ausência se tornasse palpável no meio da multidão…

Mas junto da saudade, também veio também a reflexão: estamos longe, mas juntos de alguma forma.

Esse fim de semana me atravessou. Estudei, chorei, compartilhei meu luto e descobri que sou muito mais capaz do que imaginava de me abrir e me conectar; seja comigo mesmo, seja com os outros. Foi autocompaixão na prática!
psi, muito obrigado pelo convite! Mais do que um software que simplif**a nossa rotina clínica e burocrática, vocês oferecem algo raro: vínculo e pertencimento. Num ofício que tantas vezes nos isola, vocês criam família. Que honra ser embaixador desse movimento. 🩵💜

E aos colegas psicólogos: venham viver isso também!!!

🏷️ Use meu cupom “guipintto” e garanta seu desconto no plano anual.
👉 Acesse: .psi
💬 Me chama aqui pra eu te contar mais sobre o que signif**a fazer parte dessa comunidade que vai muito além da tecnologia.

Até a próxima, queridos!!! ✨🩵💜

“Não há lugar para a sabedoria onde não há paciência.”
12/09/2025

“Não há lugar para a sabedoria onde não há paciência.”

Um texto que jamais imaginei escrever, querida mãe. Que filho deveria escrever um texto anunciando a morte da sua melhor...
27/08/2025

Um texto que jamais imaginei escrever, querida mãe. Que filho deveria escrever um texto anunciando a morte da sua melhor amiga? Lutei tanto pela tua vida, briguei com o céu e com o inferno para honrar a tua história. Estudei dias e noites para te dar um futuro melhor. Eu me formei antes justamente para isso! Ainda preciso aprender com a minha ignorância, aceitar as inconformidades que a vida nos impõe; mas acho que não agora. Ainda preciso dormir com as tuas roupas antes de doá-las a quem precisa, exatamente como tu farias.

Quanta tristeza! Foste e és minha referência de amor em sua forma mais sublime, e continuarás sendo. Aprendi a amar a vida porque tu a amavas. Teu sofrimento não combina com a mulher que permanecerá viva em nosso ideal de alguém amável e gentil.

O luto, minha querida mãe, é devastador. É horrível saber que ainda há vida sem a vida que sonhei te dar. Em algum momento precisarei fazer as pazes com isso.

Que os espíritos de força, de luz e de amparo estejam contigo. E, ainda que tu não estejas à vista, continuarei te enxergando pelas Marys da vida. “Obrigado por ser minha mãe. Obrigada por ser meu filho”… como foram nossas últimas palavras de mãos dadas, como sempre estivemos.

Aos amigos: minha mãe detestava tudo que fosse fúnebre e cafona, então fiquei com alguns pedidos da diva há muito tempo (apensar de difícil, a morte era muito mais um tabu para mim do que era para ela). Um deles era evitar roupas bregas, caso viesse a falecer; outro, vetar qualquer possibilidade de velório. “Gui, as despedidas são em vida. Não te esquece disso.” Portanto, optamos por cumprir esta primeira parte. Não haverá nenhum tipo de cerimônia.

Obrigado a todos pelas orações! Que a passagem de minha mãe seja essencialmente acolhedora, assim como foi a sua vida. 🩵

Há uma comunicação silenciosa entre os olhares de quem cuida. Por alguma razão, certamente humana, desde o diagnóstico d...
17/08/2025

Há uma comunicação silenciosa entre os olhares de quem cuida. Por alguma razão, certamente humana, desde o diagnóstico de câncer da minha mãe passei a reconhecer uma linguagem que parece existir apenas nos corredores, na distância entre os bancos desconfortáveis das salas de espera e, principalmente, no desespero coletivo por notícias melhores. A conversa soa como um diálogo implícito entre os cuidadores. Não chega a ser secreta, mas definitivamente é privada. Quem está na condição de ser cuidado não tem acesso a essa linguagem; estão ocupados demais tentando resistir à doença.

A conversa entre os suportes é sutil, porque transcende o gesto gentil de emprestar uma extensão no pronto-socorro, indicar o banheiro mais próximo, apontar a ilha da enfermagem, oferecer um pedaço de bolo. Somos irmãos do caos. E essa irmandade dura até a alta ou até a indicação de um remédio milagroso enviado mais tarde pelo WhatsApp.

Pensando bem, talvez não seja exatamente um diálogo. Está mais para uma espécie de choro autorizado, um momento oportuno que vem como suspiro: seco, interrompido, contido, ceifado. No fundo, todos sabemos que ali não se pode abrir as comportas. Até seríamos capazes de salvar uns aos outros da enchente de choros represados, afinal, somos especialistas nisso; mas também faz parte do acordo silencioso não exaurir quem precisa de forças para seguir. Nossa compaixão não pode, em hipótese alguma, ser fadigada.

Por isso, a sutileza. É como se entregássemos uns aos outros clemência, humanidade, esperança… No final, todos nós sabemos o quanto a cura mora na tranquilidade…

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