29/04/2026
Antes de mais nada, saiba que ter gases é normal. Na maioria das vezes, a flatulência é causada por distúrbios gastrointestinais funcionais benignos, como síndrome do intestino irritável, dispepsia funcional ou constipação crônica. No entanto, existem situações específ**as em que pode indicar condições que requerem investigação adicional.
🔍 Por que produzimos gases?
Eles surgem principalmente por três motivos:
- Ar deglutido: comum em pessoas que comem rápido demais, falam durante as refeições ou consomem bebidas gaseif**adas.
- Reações químicas no intestino – pode acontecer, por exemplo, de o ácido estomacal se misturar com o bicarbonato presente no pâncreas.
- Fermentação bacteriana: a causa mais comum. O intestino grosso abriga trilhões de bactérias responsáveis por digerir nutrientes que não foram totalmente aproveitados no intestino delgado. Esse processo, chamado de fermentação, gera gases. Em condições normais, essa produção é moderada, mas em algumas pessoas pode ser mais intensa.
⚠️Quando ligar o sinal de alerta?
Embora os gases sejam naturais, é importante procurar um gastroenterologista se ocorrer piora recente dos sintomas dispépticos ou dor abdominal de início recente, vômitos, sangramento gastrointestinal, perda de peso não intencional superior a 10% do peso corporal, diarreia crônica, ou história familiar de malignidade gastrointestinal, doença celíaca ou doença inflamatória intestinal.
Os principais grupos de risco para flatulência excessiva incluem pacientes com distúrbios gastrointestinais funcionais, deficiências enzimáticas de carboidratos, condições que predispõem ao supercrescimento bacteriano, e aqueles com hipersensibilidade visceral.
Outros grupos de risco incluem mulheres com 50 anos ou mais (nas quais a distensão abdominal pode ser sintoma inicial de câncer de ovário), pacientes com transtornos de ansiedade (associados a aerofagia e deglutição excessiva de ar), e indivíduos com distúrbios alimentares ou transtorno alimentar restritivo/evitativo.