04/12/2019
E para finalizar, a terceira parte com algumas dicas para melhorar a alimentação da família toda.
Nos últimos dois posts, falei um pouco sobre como a criança aprende sobre os alimentos através de suas experiências (conhecer os alimentos, ajudar no preparo, experimentar, etc.) e também através da observação de como as pessoas se alimentam (refeições em família, por exemplo). E nesse último post quero falar sobre uma outra forma, que seria a associação. Por isso, aí vão mais algumas dicas:
6. A comida não deve ser recompensa ou moeda de troca.
Quando falamos para a criança comer toda a salada para ganhar a sobremesa, por exemplo, podemos gerar duas situações: o doce ou outros alimentos saborosos como algo muito bom, que deve ser conquistado, um prêmio, que mais para frente, enquanto adulto, pode servir como uma recompensa afetiva. Uma outra possibilidade é a classificação em alimentos bons e ruins, que vou comentar no próximo item.
7. Cuidado com comentários a respeito dos alimentos. Classificar os alimentos em bons ou ruins pode gerar, desde o início, o medo dos alimentos, o que favorece a seletividade e a neofobia (medo de experimentar novos alimentos). Dê a oportunidade à criança de conhecer os alimentos e construir seu próprio repertório.
8. Não peça para a criança comer tudo.
Obrigar a criança a comer tudo para levantar da mesa ou poder brincar, ou então usar frases como: "preparei com tanto carinho e você não vai comer?"; atrapalha sua regulação energética. Essa regulação, já nasce com a gente e é muito perfeita, principalmente quando ainda somos crianças. Por isso, ensine a criança a reconhecer a sua fome e permita que ela coma somente a quantidade com a qual se sente bem. Para evitar desperdícios, procure começar as refeições com pequenas quantidades de alimentos e aumente conforme a criança pedir. É fundamental também, trabalharmos nossas expectativas em relação à quantidade de comida, já que, provavelmente eles comem mais do que precisam.