Psicanalisando com Vieira Junior

Psicanalisando com Vieira Junior Todos os dias, alguém desiste de viver. A minha missão é que não seja você. ABANDONE O NARCISISTA!
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Muita gente me pergunta: o narcisista paga pelo que faz?Essa pergunta nasce da dor. Quando alguém destrói emocionalmente...
06/03/2026

Muita gente me pergunta: o narcisista paga pelo que faz?

Essa pergunta nasce da dor. Quando alguém destrói emocionalmente outra pessoa, mente, manipula, trai e ainda parece seguir a vida normalmente, surge um sentimento profundo de injustiça.

Na psicanálise, entendemos que o narcisista vive preso a uma estrutura psíquica muito pobre. Ele depende constantemente de validação, controle e poder sobre os outros para sustentar uma autoestima que, na verdade, é extremamente frágil. Por fora ele parece forte, seguro e até admirado. Mas por dentro existe um vazio que nunca se preenche.

E isso já é, em si, uma forma de prisão.

O narcisista raramente constrói vínculos verdadeiros. Ele coleciona relações superficiais, baseadas em interesse, manipulação ou aparência. Por isso vive repetindo os mesmos ciclos: seduz, domina, descarta e começa tudo de novo. A vida emocional dele é uma repetição sem evolução.

Do ponto de vista espiritual, Jesus também falou muito sobre isso. Em várias passagens, Ele mostra que aquilo que o homem planta, ele também colhe. Não necessariamente no tempo que esperamos, mas na lógica da própria vida.

Quem vive na mentira acaba cercado de mentira.
Quem vive manipulando acaba rodeado de relações vazias.
Quem usa as pessoas acaba f**ando sozinho quando já não consegue mais usá-las.

A grande questão é que muitas vítimas f**am esperando que o narcisista pague… quando, na verdade, o passo mais importante é outro: parar de pagar a conta emocional por ele.

Justiça nem sempre signif**a vingança.
Às vezes signif**a simplesmente você sair daquilo que te destrói.

Conta aqui nos comentários: você acredita que o narcisista paga pelo que faz? E salva esse post para lembrar que a maior vitória não é ver o outro cair — é você se libertar.

Comente ABANDONAR se você quiser a minha ajuda para sair disso!

Eu te amei tanto que, até quando você me traiu, eu tentei compreender o motivo.Eu procurei as falhas em mim. Revirei min...
05/03/2026

Eu te amei tanto que, até quando você me traiu, eu tentei compreender o motivo.

Eu procurei as falhas em mim. Revirei minha memória tentando entender em que momento eu tinha deixado de ser suficiente. Tentei compreender sua história, sua infância, suas dores, suas faltas… sem perceber que algo ali já estava profundamente errado.

Porque, em vez de ser uma mulher vivendo um relacionamento, eu comecei a agir como mãe de um homem que já era adulto.

Eu comecei a justif**ar o injustificável.

Eu explicava suas mentiras para mim mesma. Diminuía suas traições. Traduzia suas agressões emocionais como se fossem apenas “fases difíceis”. Eu me convenci de que, se eu tivesse mais paciência, mais amor, mais compreensão… você mudaria.

E foi aí que eu deixei de ser companheira.

Eu virei terapeuta.

Eu carreguei a responsabilidade de curar um homem que nunca quis se curar. E enquanto eu tentava entender você, eu fui deixando de me proteger.

Hoje eu entendo uma coisa que demorei muito para aceitar: amar alguém não é se transformar em psicóloga, salvadora ou cuidadora emocional de quem te machuca.

Amar não é justif**ar traição.
Amar não é aceitar desrespeito.
Amar não é tentar curar quem continua escolhendo ferir.

Eu te amei tanto… que demorei para perceber que estava me abandonando para tentar salvar você.

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Este é um relato real, de muitas mulheres, que escuto todos os dias na clínica. Se esta história é parecida com a sua, saiba: você não está sozinha. Há saída para essa situação.

Deixe aqui o seu comentário, eu quero te conhecer.

Comente ABANDONAR que eu mando um passo a passo de como você deve fazer para sair disso em menos de 30 dias.

Muita gente ainda acredita que o narcisista ama. Que no fundo ele só está confuso, ferido ou precisando de mais compreen...
04/03/2026

Muita gente ainda acredita que o narcisista ama. Que no fundo ele só está confuso, ferido ou precisando de mais compreensão. Mas quem já viveu esse tipo de relação sabe que a sensação é outra.

Na clínica, eu vejo isso repetidamente. A pessoa chega dizendo: “Eu dei tudo de mim. Eu amei de verdade. Então por que ele me tratou assim?”. A resposta costuma ser dura, mas necessária: porque o objetivo dele nunca foi amar.

O narcisista não constrói vínculo. Ele constrói controle.

Para ele, a relação não é um encontro entre duas pessoas, mas um campo de poder. Ele precisa se sentir superior, precisa dominar emocionalmente, precisa perceber que tem influência sobre o que você sente, pensa e faz. Quanto mais você depende dele, mais forte ele se sente.

Por isso o narcisista alterna carinho e desprezo. Aproxima e depois rejeita. Elogia e depois humilha. Esse movimento não é confusão emocional — é estratégia de poder. Ele mantém você emocionalmente presa, sempre tentando recuperar a versão “boa” dele que apareceu no começo.

Enquanto você tenta amar, ele está tentando controlar.

E é exatamente por isso que tantas vítimas demoram para sair. Porque elas estão lutando para salvar um relacionamento que, na cabeça dele, nunca foi amor — foi domínio.

Se esse post fez sentido para você, comente ABANDONAR, que eu vou te ajudar.

Salva para lembrar disso quando a dúvida aparecer. E envia para alguém que ainda está tentando amar quem só quer poder.

03/03/2026

Quando eu digo que um relacionamento com um narcisista vicia como droga, não é força de expressão. É neurociência.

Relacionamentos intensos ativam o mesmo sistema de recompensa do cérebro ativado por co***na e outras substâncias: o circuito da dopamina (núcleo accumbens e via mesolímbica). Estudos como os de Helen Fisher mostram que o amor romântico ativa áreas associadas ao craving e à dependência.

Agora acrescenta um detalhe: o narcisista funciona em reforço intermitente. Ele alterna carinho e desprezo, presença e abandono. Esse padrão é o mesmo mecanismo que torna jogos de azar tão viciantes. O cérebro nunca sabe quando virá a próxima “recompensa” — e libera ainda mais dopamina na expectativa.

Resultado? Vício.

Além disso, há picos de estresse (cortisol) seguidos de reconciliação (oxitocina). Essa mistura cria o que a literatura chama de trauma bonding: um vínculo químico formado sob tensão e alívio.

Por isso sair dói como abstinência. Não é fraqueza. É neuroadaptação.

Você não estava “louca” por não conseguir ir embora. Seu cérebro estava condicionado.

Salva esse post e envia para quem ainda acha que dependência emocional é falta de caráter.

Já pensou se a moda pega?Uma mulher pediu divórcio depois que o marido comeu o pedaço de bolo dela. A manchete parece ab...
03/03/2026

Já pensou se a moda pega?

Uma mulher pediu divórcio depois que o marido comeu o pedaço de bolo dela. A manchete parece absurda, infantil, exagerada.

Mas a história não era sobre o bolo.

Eles estavam casados há 25 anos. O relacionamento já vinha desgastado, discussões frequentes, distanciamento, frustração acumulada. Em uma viagem para tentar reacender a relação, ela guardou um pedaço de cheesecake para o dia seguinte. Quando acordou, o marido tinha comido quase tudo — e ainda riu quando ela reclamou.

Ali não era sobremesa.
Era símbolo.
Era a sensação repetida de não ser considerada.
De não ser prioridade.
De não ser respeitada.

O bolo foi só o estopim de algo que já estava quebrado há muito tempo.

Relacionamentos raramente acabam por causa de um único ato. Eles acabam por acúmulo. Por microdesrespeitos. Por pequenas invasões que, repetidas, viram padrão.

Agora eu te pergunto:

O que você pensa sobre isso?

Publicado por

Tem muita gente orando para que o narcisista mude. E eu preciso dizer isso com respeito à fé de quem acredita: oração nã...
03/03/2026

Tem muita gente orando para que o narcisista mude. E eu preciso dizer isso com respeito à fé de quem acredita: oração não transforma quem não quer se transformar.

Na clínica, eu já ouvi incontáveis vezes: “Eu estou orando por ele”, “Deus vai tocar no coração dele”, “Eu não posso desistir porque meu casamento é espiritual”. E enquanto a pessoa ora, ela continua sendo humilhada, manipulada, traída, anulada.

A fé nunca foi feita para sustentar abuso.

Teologicamente, Deus respeita o livre-arbítrio. Ele não invade a vontade de ninguém. Se alguém escolhe mentir, manipular e ferir, isso é responsabilidade dessa pessoa. Não é falta de oração sua.

Psicanaliticamente, o narcisista não muda porque alguém intercede por ele. Ele só mudaria se entrasse em confronto com a própria estrutura psíquica — e isso exige dor, consciência e desejo real de transformação. Algo raro em quem vive da própria grandiosidade.

Orar pode, sim, mudar você. Pode fortalecer você. Pode abrir seus olhos. Pode te dar coragem para sair.

Mas oração não é ferramenta de reforma emocional de quem não quer se responsabilizar.

Se você está esperando um milagre enquanto sua saúde mental se deteriora, talvez o milagre seja você acordar.

Comenta aqui o que você pensa sobre isso.
Salva esse post.

E envia para alguém que precisa entender que fé não é sinônimo de permanecer em violência.

Muita gente pergunta se o narcisista é um demônio. Eu entendo essa pergunta. O demônio, no imaginário religioso, represe...
02/03/2026

Muita gente pergunta se o narcisista é um demônio. Eu entendo essa pergunta. O demônio, no imaginário religioso, representa aquilo que é mau, destrutivo, aquilo que adoece e corrompe. E quem conviveu com um narcisista sabe: a experiência parece, de fato, infernal.

Mas a resposta honesta, tanto do ponto de vista teológico quanto psicanalítico, é não. O narcisista não é um demônio. Ele é um ser humano. E isso não o coloca como bom. Longe disso!

E talvez essa seja a parte mais difícil de aceitar.

Na teologia cristã, o mal não se manifesta apenas no espiritual, mas nas escolhas humanas. A Bíblia é clara ao mostrar que o coração humano é capaz de agir com perversidade, orgulho, mentira e violência sem precisar de possessão demoníaca para isso. O mal também é ético, relacional, concreto.

Na psicanálise, a coisa f**a ainda mais direta: o narcisista não age porque “algo entrou nele”, mas porque sua estrutura psíquica foi organizada assim. Ele sente, pensa, escolhe e repete. Ele sabe quando machuca. E mesmo assim continua. Não por ignorância, mas por funcionamento.

Chamar o narcisista de demônio, muitas vezes, é uma tentativa de aliviar uma verdade dura: existem pessoas que são humanas e, ainda assim, profundamente más nas suas relações. Pessoas que não amam, não se responsabilizam e não se arrependem.

Espiritualizar demais o problema pode virar uma armadilha. Porque enquanto você espera libertação espiritual, você deixa de tomar a única atitude que realmente muda algo: se afastar, se proteger e se reconstruir.

O narcisista não precisa de exorcismo. Ele precisa de limite.
E você precisa de lucidez.

Se esse tema te atravessou, comenta aqui. Salva esse post para lembrar quando a culpa tentar te confundir.

E envia para alguém que ainda acha que está lutando contra um demônio, quando na verdade está lidando com um ser humano que faz escolhas ruins.

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Piracicaba, SP

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