Espaço Social Terapêutico Amor e Vida

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Valdenice Freitas Guastalli, é bacharel em Psicologia, com Cursos de extensão em Psicologia Clínica, Psicologia da aprendizagem, com formação em Psicanálise Clínica, Pós graduada em Psicanálise Clínica, Neuropsicologia, TRG.

Em nossa sociedade contemporânea, a fé e a espiritualidade ocupam um espaço signif**ativo na vida de muitas pessoas, inf...
29/05/2024

Em nossa sociedade contemporânea, a fé e a espiritualidade ocupam um espaço signif**ativo na vida de muitas pessoas, influenciando suas escolhas, comportamentos e bem-estar emocional.
Como Psicanalista, tenho tido a oportunidade de explorar como esses elementos se entrelaçam com o inconsciente, moldando a psique humana de maneiras complexas e profundas. Neste artigo, abordarei como a Psicanálise pode dialogar com a fé e a espiritualidade, oferecendo insights valiosos para a compreensão do ser humano.

A NATUREZA DA FÉ E DA ESPIRITUALIDADE

A fé pode ser definida como uma crença profunda em algo maior que o indivíduo, seja uma divindade, um princípio moral ou uma força universal. A espiritualidade, por sua vez, refere-se a uma busca pessoal por signif**ado, propósito e conexão com o transcendente.
Ambas podem proporcionar conforto, esperança e um senso de pertencimento, especialmente em momentos de crise.

A PERSPECTIVA PSICANALÍTICA

A Psicanálise, desde seus primórdios com Sigmund Freud, tem mostrado interesse pelo papel da religião e da espiritualidade na vida mental.
Freud, em “O Futuro de uma Ilusão” (1927), sugeriu que a religião pode ser vista como uma projeção dos desejos e medos humanos, funcionando como uma espécie de defesa contra a angústia existencial. No entanto, a visão freudiana sobre a religião como uma ilusão não é a única perspectiva dentro da Psicanálise.

Carl Jung, por exemplo, reconheceu a espiritualidade como uma dimensão essencial da psique humana. Para Jung, os símbolos religiosos e espirituais são expressões do inconsciente coletivo, refletindo arquétipos universais que ajudam os indivíduos a encontrar sentido e integrar diferentes aspectos de si mesmos.

FÉ E ESPIRITUALIDADE NO PROCESSO TERAPÊUTICO

Na prática clínica, é fundamental reconhecer e respeitar as crenças espirituais dos pacientes. A fé pode atuar como um recurso interno poderoso, ajudando na resiliência e na capacidade de enfrentar desafios emocionais.
Quando um paciente compartilha suas experiências espirituais, o terapeuta tem a oportunidade de explorar como essas vivências influenciam sua identidade, suas relações e sua visão de mundo.

A espiritualidade pode também servir como um ponto de apoio durante o processo de autodescoberta. Por exemplo, em terapias de grupo, a troca de experiências espirituais pode promover um senso de comunidade e pertença, facilitando o crescimento pessoal e o apoio mútuo.

INTEGRAÇÃO DE FÉ, ESPIRITUALIDADE E PSICANÁLISE

A integração da fé e da espiritualidade na Psicanálise não implica em um endosso de crenças específ**as, mas em uma abertura para compreender o papel dessas dimensões na vida dos pacientes. Essa abordagem holística permite uma exploração mais rica e signif**ativa do inconsciente, considerando a totalidade da experiência humana.

Além disso, a prática da Psicanálise pode beneficiar-se da sabedoria espiritual, incorporando práticas de atenção plena e meditação, que têm mostrado eficácia na redução do estresse e na promoção do bem-estar emocional.

CONCLUSÃO

A fé e a espiritualidade são aspectos fundamentais da existência humana, oferecendo caminhos para a compreensão do mistério da vida e da condição humana.
Como Psicanalista, reconheço a importância de integrar essas dimensões no processo terapêutico, respeitando e valorizando as crenças individuais dos pacientes.
Esse diálogo entre Psicanálise, Fé e Espiritualidade não apenas enriquece a prática clínica, mas também oferece uma visão mais completa e compassiva da psique humana.

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Valdenice de Freitas Guastalli - Psicanalista
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Estamos entrando no Mês de Junho, onde  comemora se o "Dia dos Namorados" no Brasil, e vamos abordar a  visão do Amor se...
29/05/2024

Estamos entrando no Mês de Junho, onde comemora se o "Dia dos Namorados" no Brasil, e vamos abordar a visão do Amor segundo a Psicanálise.

O Dia dos Namorados, celebrado em diferentes datas ao redor do mundo, é uma ocasião que evoca uma enorme quantidade de emoções e reflexões. Nos dias atuais, essa data, muitas vezes marcada por gestos românticos, presentes e celebrações, pode também ser um momento de introspecção e análise das dinâmicas relacionais sob a lente da psicanálise.

A Psicanálise, fundamentada nas teorias de Sigmund Freud, nos oferece subsídios para entender as complexidades do amor e dos relacionamentos. Em um mundo cada vez mais conectado, mas paradoxalmente marcado pelo isolamento e pela superficialidade das interações digitais, compreender o que signif**a amar e ser amado torna-se ainda mais relevante.

AMOR E DESEJO: A DIALÉTICA FREUDIANA

Freud descreveu o amor como um fenômeno complexo, enraizado nos primeiros relacionamentos de nossa vida, particularmente com nossos pais. A busca pelo amor na vida adulta pode ser vista como uma tentativa de reviver ou resolver essas experiências primárias.
O Dia dos Namorados, portanto, pode servir como um palco para a manifestação de desejos inconscientes, medos e anseios profundos.

Nos relacionamentos atuais, a dinâmica do desejo e da idealização do parceiro muitas vezes se depara com a realidade das expectativas não correspondidas.

A idealização, um mecanismo de defesa descrito por Freud, pode levar a uma percepção distorcida do outro, criando frustrações quando a realidade se impõe. No contexto das redes sociais, essa idealização é exacerbada, pois somos constantemente bombardeados por representações idealizadas de relacionamentos, o que pode gerar uma sensação de inadequação ou de que estamos aquém do esperado.

A SOLIDÃO NO MEIO DA MULTIDÃO

Um fenômeno interessante observado na clínica psicanalítica contemporânea é a solidão, experiência mesmo em meio a múltiplas conexões. As interações virtuais, embora amplamente disseminadas, muitas vezes carecem da profundidade e da intimidade que caracterizam os laços afetivos signif**ativos.

No Dia dos Namorados, essa solidão pode ser particularmente aguda, ressaltando a lacuna entre a quantidade e a qualidade das relações.

A Psicanálise nos ensina que a verdadeira conexão emocional depende de nossa capacidade de nos abrirmos ao outro, de maneira autêntica e vulnerável.
No entanto, a cultura atual, com sua ênfase na autopromoção e na aparência, pode dificultar essa abertura genuína. Reconhecer e trabalhar esses impedimentos em um ambiente terapêutico passa a ser um passo fundamental para a construção de relacionamentos mais saudáveis e satisfatórios.

A CONSTRUÇÃO DO AMOR MADURO

O amor maduro, descrito por Freud e posteriormente desenvolvido por outros Psicanalistas como Erich Fromm, envolve um equilíbrio entre dar e receber, entre autonomia e intimidade. No cenário atual, onde a independência é frequentemente exaltada, encontrar esse equilíbrio torna-se um desafio.

O Dia dos Namorados pode ser uma oportunidade para refletir sobre como estamos navegando essas tensões em nossas relações.
A maturidade emocional, essencial para relacionamentos duradouros e satisfatórios, implica na capacidade de reconhecer e aceitar as imperfeições do outro e de nós mesmos. Isso envolve um processo contínuo de autoconhecimento e crescimento pessoal, áreas nas quais a psicanálise contribui de forma particularmente valiosa.

CONCLUSÃO: CELEBRANDO O AMOR COM CONSCIÊNCIA

Neste Dia dos Namorados, convido você a ir além das tradições superficiais e a explorar as profundezas do seu mundo interno e do seu relacionamento.

Pergunte-se: o que o amor signif**a para mim?

Como minhas experiências passadas influenciam minhas expectativas e comportamentos atuais?

Estou aberto a realmente conhecer e ser conhecido pelo meu parceiro?

A Psicanálise nos lembra que o amor verdadeiro é um trabalho em progresso, uma jornada de descoberta mútua e de crescimento compartilhado. Celebremos, portanto, este Dia dos Namorados com uma consciência renovada da complexidade e da beleza do amor humano.

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Valdenice de Freitas Guastalli - Psicanalista
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Natureza em fúria, caos geopolítico, inteligência artificial ameaçando tomar empregos e dominar mentes: o que podemos fa...
25/05/2024

Natureza em fúria, caos geopolítico, inteligência artificial ameaçando tomar empregos e dominar mentes: o que podemos fazer – ou não fazer – em um cenário desses? por Bell Kranz

Uma guerra na Europa que já extrapola dois anos, outra, no Oriente Médio, com impacto mundial ainda incerto (fora todas que não estão nas principais manchetes do dia), ataques e contra-ataques no Mar Vermelho, aquecimento global com desdobramentos extremos – deslizamentos de terra, tufões, ondas violentas de calor, secas e inundações históricas –, e um grau de desigualdade social em crescimento constante nos países pobres.
Tudo isso e mais um pouco na sequência de uma pandemia, cujas consequências reverberam na educação, na saúde mental, no mercado de trabalho e em outros setores da vida.

Que futuro esperar diante desse cenário sinistro, com perspectivas até́ de um não-futuro, com o processo de fim dos tempos na Terra em andamento?
Para que estudar e investir numa carreira?
Ou parar de comer carne se o mundo vai acabar de qualquer maneira?

“Não morreremos de velhice. Morreremos por causa das mudanças climáticas”, estampa um cartaz empunhado por uma jovem em reportagem do Washington Post intitulada “O fardo ambiental da geração Z”.

TODA A TERRA REDUZIDA A NADA

A angustia com o futuro da vida na Terra já tem até́ nome: eco ansiedade, ou ansiedade climática. O assunto foi tema de um estudo publicado na revista The Lancet Planetary Health, que analisou o grau de ansiedade climática entre jovens de dez países, Brasil incluído. Entre as 10 mil pessoas de 16 a 25 anos ouvidas pelos pesquisadores, 75% consideram o porvir assustador e, para mais da metade (56%), a humanidade está “condenada”.

Mas será́ que há́ razão para essa visão apocalíptica, de fim do mundo?
Cientistas atestam que sim: esses tempos sombrios são de altíssimo risco para a nossa espécie e para outras.”.

A obra é do antropoceno, um termo relacionado ao impacto das atividades do homem no meio ambiente, com efeito como as mudanças climáticas e danos irreversíveis causados pelo consumo excessivo de recursos naturais, vide os combustíveis fósseis, que estão até no centro da indústria da moda.

Por outro lado, é possível crer num “otimismo apocalíptico”, expressão usada pelo neurocientista Sidarta Ribeiro, fundador e professor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Em seu livro Sonho manifesto (Companhia das Letras), de 2022, ele defende o retorno aos conhecimentos dos povos originários como uma solução para reverter a atual catástrofe ambiental e social. res”.

Sidarta destaca a esquisitice própria do humano, animal paradoxal, que é violento e também altruísta. O cuidado com o outro é exemplar quando se trata das pessoas do seu círculo íntimo. Para os demais, resta a competição. Protegemos os de dentro, combatemos os de fora. O caminhos e encontra em “curar nossos piores instintos, nutrindo os melhores”.

Ou seja, sanar as partes doentes, como os sistemas patriarcal e o racismo, e honrar as nossas antigas tradições de cuidado com os outros.

Desde a pré-história, explica Sidarta, nossos ancestrais desenvolveram uma sofisticada ética do cuidado, baseada nos valores da atenção, da responsabilidade, da competência, da confiança…

“Nossa raiz biocultural é violenta, mas também é amorosa, generosa, capaz de esmerados cuidados parentais e maravilhosa sociabilidade.”

SEM TEMPO PARA FECHAR OS OLHOS

Outro tema que tem gerado angustia e teorias de eliminação humana na Terra, tipo sci-fi, é o uso cada vez mais massivo e sem controle do mundo digital. Feito por humanos e tal qual os humanos, ele é igualmente paradoxal: traz fantásticas e indubitáveis contribuições para a humanidade se informar e se conectar, mas pode gerar efeitos altamente perturbadores.

A aceleração do tempo na tela, o ir e vir constante de imagens e informações oferecidas freneticamente, novas, em pílulas, é obstáculo para a contemplação, o pausar, o aprender, o narrar, refletir, decidir e, por fim, concluir.

“As imagens inquietas não falam ou contam, mas sim fazem barulho. Frente a essas imagens ameaçadoras’, não se pode fechar os olhos. O olho fechado é o signo visual da conclusão. Hoje, a percepção é incapaz da conclusão, pois ela zapeia pela rede digital sem fim”, escreve o filósofo e ensaísta sul-coreano Byung-Chul Han.

Em cinco ensaios curtos e poderosos, o autor do best-seller Sociedade do cansaço (Editora Vozes) faz uma análise da aceleração em que vivemos imbricados. O nome do livro, de leitura valiosa: Favor fechar os olhos: em busca de um outro tempo (Editora Vozes).

O tempo exigido pelos textos mais longos, complexos, profundos, realmente não sobrevive à correria desenfreada da era digital e seu inquieto filhote, a cultura do imediatismo. No Brasil, o segundo país onde as pessoas passam mais tempo na internet (nove horas e 30 minutos por dia), o texto mais longo lido por 66% dos alunos não passa de dez páginas.

Entre os demais sul-americanos da pesquisa, o Brasil lidera, com folga, o ranking de estudantes cuja última leitura do ano não ultrapassou uma página, segundo levantamento do Interdisciplinaridade e Evidencias no Debate Educacional (Iede), em parceria com a plataforma arvore e com base nos resultados de 2018 da prova do Pisa.

A habilidade de ler e interpretar não é uma graça dos deuses que cai do céu, mas o resultado de um circuito que os seres humanos começaram a criar no cérebro milhares de anos atrás, explica a neurocientista estadunidense Maryanne Wolf, autora de O cérebro no mundo digital – Os desafios da leitura na nossa era (Contexto).

O hábito digital da leitura rápida leva a pessoa a passar “por cima da argumentação, dos pontos mais sofisticados do texto, e receber menos da substância de pensamento que é importante para a análise crítica”.

Perder a capacidade critica, a capacidade de julgar, ponderar, decidir, pode até́ não implodir o mundo, ainda que seja duro pensar que talvez Trump ganhe novamente o botão bomba nuclear em ação, mas vamos ter uma vida mais empobrecida do ponto de vista existencial. Mais árida.

Os algoritmos, por meio de suas recomendações, decidem por nós sem percebermos. O experienciar vai para o ralo quando a nossa escolha é feita pela máquina. O ChatGPT redige um texto, faz um trabalho da faculdade, mas pode colaborar com o emburrecimento do humano e ter implicações nefastas no mercado de trabalho, com series de plágios e carreiras sendo subjugadas – como o próprio jornalismo, vale ressaltar.

“Na verdade, existe um perigo existencial inerente ao uso da IA (inteligência artificial), mas esse risco é existencial no sentido filosófico e não apocalíptico”, escreve Nir Eisikovits, professor de filosofia e diretor do Centro de Ética Aplicada da UMass Boston, no site The Conversation. “A IA em sua forma atual pode alterar a maneira como as pessoas se veem.
Podem degradar habilidades e experiências que as pessoas consideram essenciais para o ser humano.” te, cada

“A gente não sabe como vão f**ar a mente humana e a capacidade de pensar no futuro”, afirma Ana Maria Stucchi Vannucchi, psicanalista e diretora científ**a da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.

No entanto, ela alerta para o real perigo da terceirização da própria capacidade de pensar e decidir. “A tecnologia oferece um tipo de esperança milagrosa, um faz-tudo mágico, que acarreta a sensação de impotência.
Já́ que a IA faz tudo, a internet faz tudo, eu não preciso fazer nada. Então vou f**ando cada vez mais impotente, cada vez com menos condições de pensar, de sentir.” E pode ser que essa impotência venha disfarçada de um grande alivio, diz Ana Maria, e a pessoa se coloque no papel de quem não precisa ser sujeito no mundo.
No fundo, esse caminho funciona como uma defesa contra o sofrimento.
“Sabe qual é o problema? Quando a gente não quer sofrer, a gente não pode ter prazer também. Se eu estiver anestesiado para a dor, eu também me anestesio para o prazer, para o prazer de existir. Estar vivo traz muita dor, mas também traz muita alegria.”
Ou seja, se negarmos a dor, aí mesmo é que estamos perdidos enquanto espécie.

Em meio a tantas incertezas, f**a mais uma dúvida: será́ que a atual e um tanto bizarra realidade não é uma oportunidade para enfim mudarmos o jeito de ser e de viver?

Valdenice de Freitas Guastalli - Psicanalista
(19) 98448-5679

ABORDAGEM PSICANALÍTICAA psicanálise é um método terapêutico que busca escutar o sujeito na sua singularidade, ajudando-...
25/05/2024

ABORDAGEM PSICANALÍTICA

A psicanálise é um método terapêutico que busca escutar o sujeito na sua singularidade, ajudando-o a criar formas de lidar com seu sofrimento e possibilitando transformações psíquicas duradouras.

É uma terapêutica que propicia ampliar os modos como cada sujeito irá se relacionar consigo e com os demais e possibilita a construção de novos modos de viver a vida.

Por ser uma forma de tratamento que considera o que há de mais singular em cada sujeito, o tempo de duração do processo terapêutico é variável e indeterminado previamente.

O valor da sessão é combinado nos primeiros encontros, após avaliação.

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Valdenice de Freitas Guastalli - Psicanalista
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QUANDO O PROBLEMA NÃO É O OUTRO…A fim de evitar uma dor frente a uma situação sentida como realmente difícil e intoleráv...
24/05/2024

QUANDO O PROBLEMA NÃO É O OUTRO…

A fim de evitar uma dor frente a uma situação sentida como realmente difícil e intolerável, podemos lançar mão de um mecanismo chamado projeção. Isto signif**a que, de forma inconsciente, tentamos nos livrar de tudo aquilo que é sentido como ruim internamente e projetamos para fora de nós, no externo, ou seja, no outro. Porém, essa medida pode trazer diversos prejuízos e sofrimentos ainda maiores, pois ao culpar o outro, não nos apropriamos de nossos problemas e, desta forma, não conseguimos resolvê-los. Por mais difícil que possa ser, é importante poder se dar conta de nossas questões para não nos tornarmos reféns de nossos próprios sofrimentos.

A ESCUTA PSICANALÍTICA COMO POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAÇÃO PSÍQUICA

A principal função da escuta clínica psicanalítica é pensar em como tornar o paciente capaz de construir novas signif**ações acerca de seus sintomas, conectando seu sofrimento à sua história, possibilitando, assim, profundas e signif**ativas transformações psíquicas.
É por meio da relação entre analista-paciente que as mudanças encontram espaço para acontecerem. Essa relação só pode ser desenvolvida com certa proximidade e contato duradouro, podendo levar certo tempo para se chegar a uma intimidade que produza experiências transformativas. Cria-se um campo onde a dupla paciente-analista interage cada um com seu mundo interno, mas cabendo ao analista a manutenção do vértice psicanalítico.
A vivência deste encontro e a escuta de algo que nunca pode ser escutado (muitas vezes nem dito) antes é capaz de criar uma experiência completamente nova e singular para uma pessoa: a possibilidade de estar acompanhada, de ser escutada e acolhida, o que favorece ressignif**ações emocionais e oportuniza o encontro mais transformador de todos: o encontro consigo mesma.

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Valdenice de Freitas Guastalli - Psicanalista
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Mais uma conquista!
07/05/2024

Mais uma conquista!

Como nos relacionamos com o trânsito: uma reflexão sobre o maio AmareloDe uma forma ou de outra, todos nós dependemos e ...
06/05/2024

Como nos relacionamos com o trânsito: uma reflexão sobre o maio Amarelo

De uma forma ou de outra, todos nós dependemos e fazemos parte do trânsito. Pedestres, ciclistas, passageiros, motoristas de automóveis, motos e transporte coletivo compartilham e convivem diariamente nesse meio de circulação em que estamos obrigatoriamente envolvidos em interações, por meio das quais todos nós nos relacionamos uns com os outros.

Essas relações podem ser positivas e saudáveis, garantindo os benefícios do trânsito que nos permite a mobilidade, lazer, facilidades e - para muitas pessoas - a realização de seu trabalho. Por outro lado, o trânsito também pode ser um ambiente de tensões e conflitos. Impaciência, congestionamentos e a pressa são questões que fazem com que o trânsito seja um espaço desagradável e estressante para algumas pessoas.

Ao entendermos que o trânsito é composto por seres humanos, podemos também perceber que os aspectos psicológicos envolvidos nesse contexto são extremamente importantes. Para a psicologia, as demandas presentes no trânsito são diversas. O medo de dirigir, temática que trabalhamos e dedicamos nossos estudos, é apenas uma delas. Pesquisas têm tentado compreender esse contexto, desde a avaliação de novos motoristas, até o seu comportamento ao dirigir e a percepção de risco existente (ou não) em fenômenos como: uso de substâncias antes de dirigir, uso de aplicativos enquanto dirige, atitudes hostis no trânsito, entre outros.

Cada uma dessas questões possui particularidades e aspectos associados. Entretanto, existem alguns fenômenos comuns que podem - de modo geral - fazer parte dessa atmosfera muitas vezes agressiva que encontramos no trânsito. Os estilos de vida cada vez mais atarefados e com urgência nas atividades particulares, além das vias públicas compostas por cada vez mais pessoas circulando, podem ser componentes importantes nesse contexto.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o número de pessoas que trabalha com veículos (como motoristas de aplicativo, taxistas, trocadores de ônibus, etc), aumentou 29,2% em 2018, chegando a 3,6 milhões de pessoas - sendo 810 mil delas a mais do que em 2017. Já pessoas trabalhando em vias públicas (como vendedores), aumentou em 12%, somando 2,3 milhões de pessoas.

Acreditamos que um dos principais fatores que precisa de intervenções seja a falta de coletivismo. O clima de competição e falta de empatia no trânsito são um reflexo da nossa sociedade como um todo e comprometem a tranquilidade e o bem-estar ao ir e vir. A inaptidão para expressar, de forma assertiva, as emoções negativas como a raiva e a irritação estão entre as problemáticas que permeiam as relações, não apenas no trânsito, mas em diversas áreas da vida de muitas pessoas. Para quem está no processo de aprender a dirigir ou pessoas que possuem medo da direção, estes fatores interferem diretamente na autoconfiança, mesmo que digam mais sobre a personalidade de quem agiu sem tolerância do que sobre quem tem medo.

É de responsabilidade de todos nós termos respeito e agirmos com prudência no trânsito. Enquanto ciência psicológica, é essencial que possamos refletir cada vez mais sobre esses temas e possamos discutir ações e intervenções que ajudem efetivamente na transformação da cultura existente no trânsito. Esse espaço tão importante pode sim ser vivenciado de forma mais leve, cooperativa, fluida e saudável.
Que nesse maio amarelo possamos nos perguntar enquanto profissionais e pessoas envolvidas no trânsito: de que forma podemos começar?

Valdenice de Freitas Guastalli – Psicanalista
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(19) 98448-5679

Hoje celebramos o privilégio de ser um instrumento na jornada de autoconhecimento e cura. Parabéns a todos os Psicanalis...
06/05/2024

Hoje celebramos o privilégio de ser um instrumento na jornada de autoconhecimento e cura. Parabéns a todos os Psicanalistas pelo compromisso com essa nobre missão.

A capacidade de ouvir sem julgar e acolher sem reservas é uma das muitas virtudes dos Psicanalistas.

No divã, entre sonhos e memórias, encontramos a essência da jornada humana. Neste dia especial, celebramos a importância da escuta e compreensão.

Valdenice de Feitas Guastalli - Psicanalista
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Network e Networking palavras distintas que se completamEm um mundo globalizado, onde a necessidade das pessoas e empres...
01/05/2024

Network e Networking palavras distintas que se completam

Em um mundo globalizado, onde a necessidade das pessoas e empresas se relacionarem para fazer negócio se expande a cada dia, ter e fazer parte de uma rede de contatos é primordial. Trocar experiências e conhecimentos com o intuito de gerar oportunidades e criar soluções se faz necessário nos dias atuais.
E para dar o passo inicial, você sabe a diferença entre Network e Networking?
Apesar de serem relacionadas ao mesmo assunto, ambas são distintas.

Network faz referência a existência de uma rede de contatos. Já Networking é a atividade de cultivar e desenvolver essa rede. Portanto, as duas se completam.

No mundo corporativo ou no empreendedorismo, boa parte das oportunidades profissionais, se não as melhores, ocorrem por meio de indicações.

Pensando neste prisma, como faremos para sermos lembrados por nossa rede de contatos? Vamos avaliar então nosso posicionamento profissional pelo gatilho mental conhecido como reciprocidade (guarde essa palavra).

Primeiramente vamos entender que gatilhos mentais são algumas técnicas que usamos para persuadir, com aspectos instintivos, emocionais e sociais, que estão presentes em todos os seres humanos.

Há vários gatilhos que podem transformar você em perito em persuadir. Somos o tempo todo influenciados e influenciadores e não há nada de errado em persuadir pessoas, porém que seja pelo lado bom e construtivo, pois a persuasão sem ética receberá outro nome, a de manipulação.

Vamos voltar a palavra reciprocidade. O dicionário diz que recíproco quer dizer: “que se faz ou que se dá em recompensa ou em troca de algo similar, mútuo, que se alternam entre duas pessoas, uma em resposta a outra”.

A reciprocidade é uma regra da sociedade que aprendemos muito cedo na vida. A técnica de reciprocidade leva em conta, primordialmente, no fato de que todo “ser pensante” tem a tendência natural de retribuir, devolver o bem recebido, ou seja, quando você ajuda alguém, cria uma “dissonância cognitiva“, na pessoa, signif**ando que o indivíduo passará a querer retribuir a ajuda que você deu.

Esta teoria foi desenvolvida pelo psicólogo nova-iorquino, Leon Festinger - A teoria da dissonância cognitiva, que fala da necessidade em procurar coerência entre as cognições, conhecimentos, opiniões e crenças. No caso da reciprocidade, o indivíduo sente-se no dever em retribuir o favor que recebeu.

Precisamos levar em conta que, para que esta técnica seja efetiva, é necessário que seja sincera, desprovida de segundas intenções, que seja realmente do coração.

Precisamos criar o sentimento real de reciprocidade, pois é ela que irá fazer com que os seres humanos construam relacionamentos e relações signif**ativas.

Podemos desenvolver a reciprocidade através:

• Da empatia, ter a capacidade de colocar-se no lugar do outro, sentir-se como o outro se sente;
• Do saber ouvir e realmente escutar a real necessidade da pessoa;
• De ter gratidão, ser grato pelo que recebemos, nascem assim os verdadeiros laços;
• De manter diálogo claro e honesto;
• De assumir responsabilidades pelas nossas ações e o quanto podem influenciar nos outros.

Com isso, certamente, se você adotar uma conduta ativa de colaboração e troca de gentilezas, fará com que no seu entorno sua rede de network lembre com mais frequência de você e consequentemente cultivará um networking verdadeiro.

Valdenice de Freitas Guastalli – Psicanalista
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A SOLIDÃO NO TRABALHO!A solidão é uma emoção universal que pode afetar profundamente a psique humana. Em um mundo cada v...
01/05/2024

A SOLIDÃO NO TRABALHO!

A solidão é uma emoção universal que pode afetar profundamente a psique humana. Em um mundo cada vez mais conectado digitalmente, a solidão ainda persiste em muitas formas, inclusive no ambiente de trabalho. Este artigo se propõe a analisar a relação entre a solidão e a satisfação no trabalho, com um enfoque especial na perspectiva da psicanálise de Sigmund Freud. Segundo uma enquete recente, 40% das pessoas acreditam que a solidão tem impacto direto em sua satisfação no trabalho. Esta análise busca compreender esse fenômeno complexo à luz dos conceitos freudianos, como o id, o ego, o superego e os mecanismos de defesa.

Solidão e o Id Freudiano

Freud postulou que o id é a parte primitiva da mente humana, guiada por impulsos e desejos. A solidão pode ser vista como uma manifestação de desequilíbrio no id, um desejo de conexão social não satisfeito. Quando a solidão permeia o ambiente de trabalho, pode criar um vácuo emocional, levando a sentimentos de desesperança e insatisfação.

O Ego e os Mecanismos de Defesa

O ego, segundo Freud, é responsável por equilibrar as demandas do id, do superego e da realidade. No contexto da solidão no trabalho, o ego pode recorrer a mecanismos de defesa como a negação ou a racionalização para lidar com o vazio emocional. Por exemplo, um indivíduo pode negar sua solidão, criando uma fachada de felicidade no trabalho, enquanto, internamente, sofre com a falta de conexões signif**ativas.

Superego e Autojulgamento

O superego representa o aspecto moral da mente, internalizando normas e valores sociais. A solidão persistente no ambiente de trabalho pode levar a um superego severo, com autocríticas constantes. Indivíduos podem começar a se culpar por sua solidão, acreditando erroneamente que há algo intrinsecamente errado com eles, o que pode minar ainda mais a satisfação no trabalho.

Solidão como uma Força Motriz:

Na teoria freudiana, a solidão pode ser vista como uma força motriz poderosa. Quando experimentamos solidão, nosso desejo por conexão social é intensif**ado. No contexto profissional, a solidão pode ser um impulso para buscar relações mais profundas e signif**ativas com colegas de trabalho. No entanto, se essa necessidade não for atendida, pode levar a um ciclo de descontentamento e desconexão emocional.

Mecanismos de Defesa e sua Influência:

Os mecanismos de defesa, como a projeção (atribuir a outros os próprios sentimentos de solidão), podem distorcer a percepção da realidade no ambiente de trabalho. Por exemplo, um indivíduo solitário pode começar a ver os colegas como hostis ou indiferentes, quando na realidade são receptivos. Essa distorção pode levar a comportamentos que perpetuam ainda mais a solidão, criando um ciclo vicioso.

A solidão crônica no trabalho também pode impactar a produtividade e a criatividade. Indivíduos que se sentem isolados podem ter dificuldade em colaborar efetivamente, compartilhar ideias ou buscar ajuda quando necessário. Isso pode levar a uma diminuição na inovação e na resolução criativa de problemas, afetando negativamente o desempenho individual e organizacional.

Líderes e a cultura organizacional desempenham um papel crucial na mitigação da solidão no trabalho. Líderes que promovem uma comunicação aberta, empatia e um ambiente de trabalho inclusivo podem criar um espaço onde os funcionários se sintam valorizados e conectados. Além disso, políticas que incentivam atividades sociais, mentoria e interação regular entre colegas podem quebrar barreiras e promover um senso de comunidade.

Líderes que praticam uma comunicação transparente e honesta estabelecem um ambiente de confiança. Quando os funcionários se sentem à vontade para expressar suas preocupações e ideias, a solidão é muitas vezes mitigada. Comunicação regular sobre metas organizacionais, desafios e sucessos cria um senso de pertencimento, permitindo que os funcionários compreendam o propósito de seu trabalho e sua contribuição para o todo.
A empatia, a habilidade de compreender e compartilhar os sentimentos dos outros, é fundamental para mitigar a solidão. Líderes empáticos reconhecem as emoções dos seus colaboradores, oferecendo apoio quando necessário. Isso pode envolver não apenas questões de trabalho, mas também preocupações pessoais que afetam o bem-estar dos funcionários. A empatia cria um ambiente onde os trabalhadores se sentem ouvidos e compreendidos, reduzindo a sensação de isolamento.

Uma cultura organizacional inclusiva celebra a diversidade e respeita as diferenças. Quando os funcionários sentem que suas identidades são valorizadas e respeitadas, são mais propensos a se envolver ativamente no ambiente de trabalho. Líderes que promovem a inclusão não apenas combatem a solidão, mas também fortalecem a coesão da equipe, criando uma sensação de pertencimento que é essencial para superar sentimentos de isolamento.

Políticas que encorajam atividades sociais, como eventos de equipe, almoços compartilhados e grupos de interesse comum, proporcionam oportunidades para interações sociais informais. A mentoria também desempenha um papel crucial, conectando os funcionários mais experientes com os mais novos, criando uma rede de apoio e orientação. Essas interações fora das tarefas do dia a dia podem estabelecer laços pessoais signif**ativos, combatendo a solidão e criando um ambiente de trabalho mais acolhedor.

O papel da liderança e da cultura organizacional na mitigação da solidão no trabalho é fundamental para o bem-estar dos funcionários e o sucesso da organização como um todo. Líderes que cultivam um ambiente onde a comunicação é aberta, a empatia é valorizada, a inclusão é praticada e as interações sociais são incentivadas estão na vanguarda da promoção de um ambiente de trabalho saudável e conectado.

Ao adotar uma abordagem proativa para enfrentar a solidão no trabalho, as organizações não apenas melhoram a satisfação e o engajamento dos funcionários, mas também fortalecem a colaboração, a inovação e a resiliência da equipe. Uma cultura organizacional que valoriza as conexões humanas é a base para um ambiente de trabalho onde a solidão é substituída por um senso genuíno de comunidade, promovendo assim o bem-estar emocional e o sucesso profissional.

A solidão no ambiente de trabalho, quando vista através da lente da psicanálise freudiana, revela-se como uma experiência profundamente enraizada, influenciada pelos complexos mecanismos da mente humana. É imperativo que as organizações considerem não apenas os aspectos superficiais da satisfação no trabalho, mas também as dinâmicas emocionais subjacentes que podem afetar signif**ativamente o bem-estar dos funcionários.

Ao abordar a solidão no trabalho, não apenas como um fenômeno social, mas como uma questão psicológica complexa, as organizações podem desenvolver estratégias mais ef**azes para promover um ambiente de trabalho saudável e positivo. Ao fazer isso, não apenas a satisfação no trabalho será aprimorada, mas também a qualidade das interações sociais e o estado emocional dos funcionários, contribuindo para um ambiente de trabalho mais produtivo e humano.

Valdenice de Freitas Guastalli - Psicanalista
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