Lais Mortean Gemenes - Psicóloga

Lais Mortean Gemenes - Psicóloga O nosso propósito é: Fazer com que as pessoas se descubram, conhecendo os seus mais profundos sentimentos.

E como borboletas em metamorfose, voem com uma vida mais leve e tranquila.

03/03/2026

Não é sobre fazer esperando.
É sobre agir a partir de quem você é.

21/02/2026

⭐️ Estamos sempre à procura de garantias.
Mas, na vida, o que não temos são garantias.

Não temos como prever o futuro, nem saber se nossas escolhas serão sempre bem-sucedidas.
E talvez essa seja a parte mais difícil de aceitar: não há manual, não há roteiro à prova de falhas.

A incerteza não é um erro da vida,
ela é a própria condição de existir.
Isso é ser humano.

Toda vez que você ama, muda de caminho, começa algo novo, permanece onde dói ou decide sair… você está apostando.
Tempo.
Afeto.
Energia.
Desejo.

E, ainda assim, pode dar errado.

Somos tentados a nos esconder na ilusão do controle.
A congelar-nos no “e se…?”.
A esperar o momento perfeito que nunca vem.

Mas só existe vida no movimento.
Ela acontece no gerúndio.
No risco.
Na vulnerabilidade de quem aceita que não há vitória sem possibilidade de fracasso.

A possibilidade do fracasso não é um impedimento, é condição sine qua non para qualquer vitória verdadeira,
para qualquer ponto de partida,
para qualquer construção que se deseje fazer.

Porque o único jeito de realmente perder é não se lançar…
é viver tentando evitar a dor.

E, no fundo, amadurecer talvez seja isso:
aceitar que não há garantias
e ainda assim escolher viver com coragem.

Porque viver não é ter certeza.
É sustentar o risco do próprio desejo.

Texto Laís Mortean Gemenes
Psicóloga e psicanalista

Assisti à série All Her Fault (Toda Culpa é Dela).À primeira vista, ela parece uma narrativa sobre culpa materna , sobre...
24/01/2026

Assisti à série All Her Fault (Toda Culpa é Dela).
À primeira vista, ela parece uma narrativa sobre culpa materna , sobre erro, falha e ausência. Mas, ao longo da história, f**a evidente que o “ela” do título não se refere apenas a uma mulher específ**a. Refere-se à culpa.
Essa culpa que, quase sempre, encontra um corpo feminino para habitar.

A série denuncia algo que opera no inconsciente coletivo da nossa sociedade: quando algo na rotina de uma criança falha, o olhar se volta imediatamente para a mãe. Para sua presença ou ausência. Para suas escolhas. Para o modo como ela usa ou “falha em usar” o seu tempo.

Na nossa cultura, a mulher é constantemente colocada diante de uma escolha impossível: carreira ou maternidade. Produzir ou cuidar. Estar no mundo ou estar com os filhos.
Como se essas dimensões fossem incompatíveis.
E como se essa conta fosse exclusivamente nossa.

Não porque o cuidado seja pequeno ou menor, mas porque ele não cabe na lógica de sucesso que nos foi imposta: produtivista, acelerada, baseada em desempenho e eficiência, moldada por parâmetros que não consideram os ritmos do corpo feminino nem a complexidade do cuidado.

A série também acerta ao mostrar que o problema não está no desejo das mulheres de existirem para além da maternidade. O conflito surge quando esse desejo encontra uma estrutura que individualiza a culpa e se exime da responsabilidade coletiva pelo cuidado.

E há ainda um ponto delicado e fundamental: o homem que se coloca como “aquele que cuida de tudo”. Muitas vezes, esse lugar não é de cuidado, mas de controle.
Não sustenta autonomia.
Cria dependência.

Cuidar não é vigiar.
Cuidar não é dominar.
Cuidar não é centralizar o poder.

Talvez o incômodo maior da série seja justamente esse: ela nos obriga a olhar para um sistema que insiste em nomear como falha individual aquilo que é estrutural. E, mais uma vez, faz recair sobre a mulher e sobre a mãe, uma culpa que nunca foi só dela.

Texto Laís Mortean Gemenes
Psicóloga e psicanalista

23/01/2026

“Estou cansada de ser incrível.”
Essa frase atravessa muitas mulheres e mães.

Muitas de nós nos fixamos no lugar de quem precisa ser incrível para ter valor. Errar, falhar ou descansar passa a parecer perigoso, como se o amor e o reconhecimento dependessem do quanto damos conta.

Ser incrível não é exigência só da maternidade, mas da condição feminina. A demanda do outro vem primeiro. Servir e cuidar deixam de ser escolha e viram identidade.

A “mulher guerreira”, que sustenta tudo e todos, paga um preço alto: não pode errar, não pode parar, não pode soltar. Quando tudo depende dela, toda culpa também recai sobre ela.

No fundo, todo pedestal é uma prisão.
E talvez liberdade seja poder ser humana e não incrível o tempo todo.

Texto Laís Mortean Gemenes
Psicóloga e psicanalista

10/12/2025

O tornar-se mulher começa no olhar da mãe.
Recebemos projeções, expectativas e dores que passam pelos silêncios, pelas expressões, por tudo aquilo que ela nem percebe transmitir. E é assim que muitas de nós crescemos tentando corresponder a uma força que não pedimos, tentando consertar feridas que não criamos.
Texto Laís Mortean Gemenes
Psicóloga e psicanalista

Filhas feridas são aquelas que f**am presas na sombra da mãe, não por falta de força, mas porque aprenderam cedo a carre...
08/12/2025

Filhas feridas são aquelas que f**am presas na sombra da mãe, não por falta de força, mas porque aprenderam cedo a carregar o que não era delas.

Crescemos tentando ser fortes onde nossa mãe não foi, inteiras onde ela se partiu.
E, sem perceber, começamos a repetir dores que não começaram em nós.

A filha ferida nasce quando a criança acredita que precisa salvar, agradar, compensar ou consertar algo para finalmente ser vista.

Mas essa missão nunca foi nossa.
E a cura começa quando entendemos que não precisamos mais sustentar histórias emocionais que não pertencem à nossa trajetória.

Podemos escolher ser quem somos, não quem esperavam que fôssemos.

Texto Laís Mortean Gemenes
Psicóloga e psicanalista

Se curar dói.E é justamente por isso que, muitas vezes, tentamos “burlar” o processo ou resistir ao tratamento.Na psican...
14/07/2025

Se curar dói.
E é justamente por isso que, muitas vezes, tentamos “burlar” o processo ou resistir ao tratamento.

Na psicanálise, chamamos de resistência esse movimento de evitar entrar em contato com conteúdos dolorosos.

A resistência age de forma inconsciente — ou seja, nem sempre percebemos que estamos fugindo daquilo que nos machuca, mesmo estando em psicoterapia.

É como se algo dentro de nós puxasse o freio.
E isso aparece nas pequenas atitudes: chegar atrasado às sessões, faltar sem avisar, mudar de assunto quando algo importante começa a emergir. A gente até acha que não está fugindo… mas o corpo chega atrasado, a mente escapa pela tangente.

Tem dias em que parece que não há nada a dizer — mas, no fundo, estamos apenas evitando olhar para o que realmente importa.

Não sei se já aconteceu com você, mas muitas vezes buscamos mil desculpas para interromper a terapia: falta de tempo, de dinheiro, “não gostei do que o psicólogo falou”…
Tudo isso pode ser só um disfarce da resistência.

A gente resiste à cura e, sem perceber, tenta transformar a dor em um bichinho de estimação — algo familiar, quase confortável.

Costumamos pensar que fugir atrasa o processo…
Mas Freud já dizia: a resistência não é o oposto da cura — ela faz parte do caminho.

Ela não é um erro. Nem um obstáculo.
É um sinal. Um convite para olhar com mais cuidado para o que está escondido, esperando ser escutado.
No seu tempo. No seu ritmo.

Quando perceber que isso está acontecendo, leve para a sessão.
Talvez aí esteja o verdadeiro começo da sua cura.

O que será que você tem evitado sentir?

Texto Laís Mortean Gemenes
Psicóloga e Psicanalista

Muitas vezes, a forma como a gente se vê vem de um espelho quebrado. Um espelho que não foi construído por nós, mas herd...
25/06/2025

Muitas vezes, a forma como a gente se vê vem de um espelho quebrado. Um espelho que não foi construído por nós, mas herdado — pedaço por pedaço — de gerações anteriores. São frases, olhares, silêncios, medos e exigências que vieram de nossas mães, avós, e de toda uma história familiar.

Essas heranças passam de geração em geração, muitas vezes sem que ninguém perceba. Quando somos crianças, olhamos pros adultos como espelhos — e é através deles que vamos formando nossa imagem. Se esse espelho está rachado por dores não elaboradas, por falta de afeto ou exigências duras, acabamos crescendo com uma imagem distorcida de nós mesmas.

E o mais delicado: levamos esse espelho pra maternidade. Tentamos ser a mãe que nunca tivemos, ou repetimos padrões sem perceber. Muitas vezes, exigimos de nós o que foi exigido lá atrás, e nem entendemos por quê.

Mas é possível mudar. Quando olhamos com cuidado pra esses espelhos — e reconhecemos o que é herança e o que é verdade — começamos a reconstruir nossa imagem. E ao fazer isso, abrimos espaço pra um novo olhar. Um olhar mais leve, mais justo, mais nosso.

Esse trabalho interno não é só por nós. É também pelos nossos filhos. Porque quando curamos nossos espelhos, oferecemos a eles um reflexo mais inteiro, mais amoroso. E assim, pouco a pouco, quebramos o ciclo.

Texto Laís Mortean Gemenes
Psicóloga e psicanalista

Tem dias em que parece que não vamos dar conta. A energia f**a no vermelho. Nos sentimos fracas, insuficientes.Tem dias ...
17/06/2025

Tem dias em que parece que não vamos dar conta. A energia f**a no vermelho. Nos sentimos fracas, insuficientes.

Tem dias em que, mesmo se fôssemos três, não daríamos conta de tudo — e, ainda assim, nos culpamos. Nos tornamos nossas piores inimigas. Afundamos em cobranças e esquecemos de algo fundamental: a possibilidade de reparar.
Sempre é possível recomeçar. Refazer. Reparar.

Talvez a gente precise lembrar que ser mãe não exige perfeição.
Ser mãe é também ser humana: errar, tentar de novo, aprender com os tropeços.
A reparação não apaga o erro — ela mostra o caminho do afeto.

Mesmo nos sentindo exaustas, damos conta — não por fantasia de superpoderes, mas por causa do amor real que sentimos.
Um amor que toca o coração dos nossos filhos, mesmo quando acreditamos ter falhado.

Só precisamos ser uma boa mãe, não uma supermãe.
Porque amar também é pedir desculpas, é tentar de novo, é ser constante mesmo na instabilidade.

No final do dia, ainda dá tempo de oferecer presença.
Um olhar, um abraço, uma escuta.
E, de repente, entre o cansaço e a dúvida, você ouve:
— Foi um dia incrível, mamãe!

E seu coração se enche de esperança.
Você se lembra que o amor — esse amor de mãe — é mais forte do que parece.
E que ele pode, sim, mudar histórias.

Texto Laís Mortean Gemenes
Psicóloga e psicanalista

Nesta semana em que tanto se fala de amor, vale lembrar:você não precisa fazer esforço para merecer ser amada.O amor ver...
12/06/2025

Nesta semana em que tanto se fala de amor, vale lembrar:
você não precisa fazer esforço para merecer ser amada.
O amor verdadeiro não é prêmio.
É presença. É escolha livre.

Você não é amada porque agradou.
Nem porque se encaixou.
Você é amada simplesmente porque existe.

O erro não te desqualif**a.
Faz parte da jornada de quem está vivo, sentindo, aprendendo.

Não entregue nas mãos de ninguém a medida do seu valor.
Permitir que alguém defina quem você é…
é esquecer que seu valor já está em você — inteiro, desde sempre.

O amor que vale a pena começa dentro.
É o que te acolhe quando você falha.
É o que te respeita quando você diz não.
É o que te lembra que ser você é suficiente.

Neste Dia dos Namorados, celebre os encontros.
Mas, antes de tudo, celebre a relação mais importante da sua vida:
a que você tem com você mesma.

Texto: Laís Mortean Gemenes
Psicóloga e psicanalista

Super disca de filme 📹📹Hildegart Rodríguez foi criada para libertar as mulheres e mudar a mentalidade da Espanha. Sua mã...
27/02/2025

Super disca de filme 📹📹Hildegart Rodríguez foi criada para libertar as mulheres e mudar a mentalidade da Espanha. Sua mãe, Aurora, dedica seu tempo e esforço para educá-la. No entanto, ela f**a consternada quando a carreira de Hildegart a força a sair do ninho materno.

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