Lais Mortean Gemenes - Psicóloga

Lais Mortean Gemenes - Psicóloga O nosso propósito é: Fazer com que as pessoas se descubram, conhecendo os seus mais profundos sentimentos.

E como borboletas em metamorfose, voem com uma vida mais leve e tranquila.

Se curar dói.E é justamente por isso que, muitas vezes, tentamos “burlar” o processo ou resistir ao tratamento.Na psican...
14/07/2025

Se curar dói.
E é justamente por isso que, muitas vezes, tentamos “burlar” o processo ou resistir ao tratamento.

Na psicanálise, chamamos de resistência esse movimento de evitar entrar em contato com conteúdos dolorosos.

A resistência age de forma inconsciente — ou seja, nem sempre percebemos que estamos fugindo daquilo que nos machuca, mesmo estando em psicoterapia.

É como se algo dentro de nós puxasse o freio.
E isso aparece nas pequenas atitudes: chegar atrasado às sessões, faltar sem avisar, mudar de assunto quando algo importante começa a emergir. A gente até acha que não está fugindo… mas o corpo chega atrasado, a mente escapa pela tangente.

Tem dias em que parece que não há nada a dizer — mas, no fundo, estamos apenas evitando olhar para o que realmente importa.

Não sei se já aconteceu com você, mas muitas vezes buscamos mil desculpas para interromper a terapia: falta de tempo, de dinheiro, “não gostei do que o psicólogo falou”…
Tudo isso pode ser só um disfarce da resistência.

A gente resiste à cura e, sem perceber, tenta transformar a dor em um bichinho de estimação — algo familiar, quase confortável.

Costumamos pensar que fugir atrasa o processo…
Mas Freud já dizia: a resistência não é o oposto da cura — ela faz parte do caminho.

Ela não é um erro. Nem um obstáculo.
É um sinal. Um convite para olhar com mais cuidado para o que está escondido, esperando ser escutado.
No seu tempo. No seu ritmo.

Quando perceber que isso está acontecendo, leve para a sessão.
Talvez aí esteja o verdadeiro começo da sua cura.

O que será que você tem evitado sentir?

Texto Laís Mortean Gemenes
Psicóloga e Psicanalista

Muitas vezes, a forma como a gente se vê vem de um espelho quebrado. Um espelho que não foi construído por nós, mas herd...
25/06/2025

Muitas vezes, a forma como a gente se vê vem de um espelho quebrado. Um espelho que não foi construído por nós, mas herdado — pedaço por pedaço — de gerações anteriores. São frases, olhares, silêncios, medos e exigências que vieram de nossas mães, avós, e de toda uma história familiar.

Essas heranças passam de geração em geração, muitas vezes sem que ninguém perceba. Quando somos crianças, olhamos pros adultos como espelhos — e é através deles que vamos formando nossa imagem. Se esse espelho está rachado por dores não elaboradas, por falta de afeto ou exigências duras, acabamos crescendo com uma imagem distorcida de nós mesmas.

E o mais delicado: levamos esse espelho pra maternidade. Tentamos ser a mãe que nunca tivemos, ou repetimos padrões sem perceber. Muitas vezes, exigimos de nós o que foi exigido lá atrás, e nem entendemos por quê.

Mas é possível mudar. Quando olhamos com cuidado pra esses espelhos — e reconhecemos o que é herança e o que é verdade — começamos a reconstruir nossa imagem. E ao fazer isso, abrimos espaço pra um novo olhar. Um olhar mais leve, mais justo, mais nosso.

Esse trabalho interno não é só por nós. É também pelos nossos filhos. Porque quando curamos nossos espelhos, oferecemos a eles um reflexo mais inteiro, mais amoroso. E assim, pouco a pouco, quebramos o ciclo.

Texto Laís Mortean Gemenes
Psicóloga e psicanalista

Tem dias em que parece que não vamos dar conta. A energia f**a no vermelho. Nos sentimos fracas, insuficientes.Tem dias ...
17/06/2025

Tem dias em que parece que não vamos dar conta. A energia f**a no vermelho. Nos sentimos fracas, insuficientes.

Tem dias em que, mesmo se fôssemos três, não daríamos conta de tudo — e, ainda assim, nos culpamos. Nos tornamos nossas piores inimigas. Afundamos em cobranças e esquecemos de algo fundamental: a possibilidade de reparar.
Sempre é possível recomeçar. Refazer. Reparar.

Talvez a gente precise lembrar que ser mãe não exige perfeição.
Ser mãe é também ser humana: errar, tentar de novo, aprender com os tropeços.
A reparação não apaga o erro — ela mostra o caminho do afeto.

Mesmo nos sentindo exaustas, damos conta — não por fantasia de superpoderes, mas por causa do amor real que sentimos.
Um amor que toca o coração dos nossos filhos, mesmo quando acreditamos ter falhado.

Só precisamos ser uma boa mãe, não uma supermãe.
Porque amar também é pedir desculpas, é tentar de novo, é ser constante mesmo na instabilidade.

No final do dia, ainda dá tempo de oferecer presença.
Um olhar, um abraço, uma escuta.
E, de repente, entre o cansaço e a dúvida, você ouve:
— Foi um dia incrível, mamãe!

E seu coração se enche de esperança.
Você se lembra que o amor — esse amor de mãe — é mais forte do que parece.
E que ele pode, sim, mudar histórias.

Texto Laís Mortean Gemenes
Psicóloga e psicanalista

Nesta semana em que tanto se fala de amor, vale lembrar:você não precisa fazer esforço para merecer ser amada.O amor ver...
12/06/2025

Nesta semana em que tanto se fala de amor, vale lembrar:
você não precisa fazer esforço para merecer ser amada.
O amor verdadeiro não é prêmio.
É presença. É escolha livre.

Você não é amada porque agradou.
Nem porque se encaixou.
Você é amada simplesmente porque existe.

O erro não te desqualif**a.
Faz parte da jornada de quem está vivo, sentindo, aprendendo.

Não entregue nas mãos de ninguém a medida do seu valor.
Permitir que alguém defina quem você é…
é esquecer que seu valor já está em você — inteiro, desde sempre.

O amor que vale a pena começa dentro.
É o que te acolhe quando você falha.
É o que te respeita quando você diz não.
É o que te lembra que ser você é suficiente.

Neste Dia dos Namorados, celebre os encontros.
Mas, antes de tudo, celebre a relação mais importante da sua vida:
a que você tem com você mesma.

Texto: Laís Mortean Gemenes
Psicóloga e psicanalista

Super disca de filme 📹📹Hildegart Rodríguez foi criada para libertar as mulheres e mudar a mentalidade da Espanha. Sua mã...
27/02/2025

Super disca de filme 📹📹Hildegart Rodríguez foi criada para libertar as mulheres e mudar a mentalidade da Espanha. Sua mãe, Aurora, dedica seu tempo e esforço para educá-la. No entanto, ela f**a consternada quando a carreira de Hildegart a força a sair do ninho materno.

Já parou para pensar no poder do olhar da sua mãe e como ele moldou quem você é hoje?Desde os primeiros momentos de vida...
20/02/2025

Já parou para pensar no poder do olhar da sua mãe e como ele moldou quem você é hoje?
Desde os primeiros momentos de vida, o bebê se reconhece a partir do olhar materno. Quando esse olhar é acolhedor e cheio de amor, ele cria uma base de segurança, permitindo que a criança cresça confiante e autêntica. Mas, e quando o olhar é marcado por tristeza, medo ou distância? Isso pode levar o bebê a acreditar que precisa mudar para ser aceito, desenvolvendo uma necessidade constante de aprovação e a dificuldade de expressar quem realmente é.
Winnicott diz:
“Quando olho, eu sou visto, então existo.”
Esse olhar nos valida e nos dá permissão para sermos nós mesmos. Mas quando buscamos agradar os outros o tempo todo, criamos um falso eu — uma versão nossa construída a partir das expectativas alheias, sem espaço para nossas verdadeiras emoções e desejos.
Na clínica, costumo chamar isso de um Frankenstein emocional: uma identidade fragmentada, sempre tentando se ajustar, mas sem encontrar a verdadeira autenticidade. E, como isso afeta nossa vida adulta?
Medo de desapontar os outros, dificuldade em ser genuíno, ansiedade em relacionamentos, a sensação constante de não pertencer… Esses padrões repetidos inconscientemente criam um ciclo de autossabotagem e relacionamentos desgastantes.
Você já refletiu sobre como o olhar que recebeu moldou a sua percepção sobre si mesmo??

Texto: Laís Mortean Gemenes
Psicóloga e psicanalista

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