30/12/2017
A fisioterapia consiste em fortalecer os músculos do assoalho pélvico para impedir a perda involuntária da urina, mas para que tenha o efeito esperado, os exercícios devem ser realizados diariamente em casa, além das sessões semanais de fisioterapia.
Na fisioterapia para incontinência urinária podem ser usados os exercícios de Kegel, a eletroestimulação, o biofeedback e os cones va**nais.
- Exercícios de Kegel: Primeiro deve identificar quais são os músculos do assoalho pélvico: basta tentar segurar o xixi enquanto estiver urinando. Se conseguir, pelo menos, diminuir um pouco o jato de urina, isso significa que está contraindo os músculos certos. *(Não realizar com frequência este movimento ao urinar).
Para realizar esses exercícios deverá ficar sentado ou de pé, e encolher ao máximo a barriga (contrair os músculos abdominais), enquanto suga também os músculos do assoalho pélvico. Durante a realização desse exercício deverá respirar normalmente!
Para realizar estes exercícios deve esvaziar a bexiga, fazendo xixi, e depois deverá deitar de barriga para cima e fazer essa contração 10 vezes seguidas, e depois deve descansar por 10 segundos. Lembrando que para um tratamento mais específico, é necessário a avaliação de um fisioterapeuta, ele poderá indicar qual o tempo e exercícios deve ser realizado a partir da avaliação da força da sua musculatura do assoalho pélvico, qual o seu tempo de contração mantida e quantas repetições você deverá realizar para não fadigar seus músculos.
- Cones Vaginais: Algumas semanas após conseguir realizar os exercícios de Kegel corretamente, o fisioterapeuta poderá indicar a introdução de pequenos cones dentro da va**na, para fortalecer ainda mais os músculos do assoalho pélvico. Os cones possuem pesos diferentes, e primeiro deve iniciar com o mais leve.
- Biofeedback: Através de sinais visuais, se consegue uma leitura e interpretação em tempo real da atividade das fibras musculares do assoalho pélvico, capacitando o paciente a identificar os músculos a serem trabalhados, aumentando a percepção sensorial, restabelecendo a coordenação, resultando numa melhora funcional e consequentemente dos sintomas urinários.
- Eletroestimulação: Utilizada no fortalecimento dos músculos de assoalho pélvico, melhorando a função urinária, aprimorando coordenação e força desses músculos e inibindo as contrações da musculatura detrusora (no caso da incontinência urinária de urgência).
- Terapia Comportamental: É orientado sobre a ingesta de líquidos durante o dia e a noite, alimentos e bebidas que irritam o músculo da bexiga e regulares intervalos de micções.
Quanto mais precoce o paciente for encaminhado e realizar a fisioterapia pélvica, melhor será o resultado do tratamento.
Na presença dos sintomas de incontinência urinária, procure um urologista ou ginecologista que, após o diagnóstico correto, deverá indicar a fisioterapia com fisioterapeuta especializada.
PERDER URINA NÃO É NORMAL! FAÇA FISIOTERAPIA!