13/07/2017
A Dor Miofascial está em íntima relação com as emoções.
Entenda o por quê!
SENTIMENTOS E EMOÇÕES à FLOR DA PELE
As emoções são o resultado da nossa percepção diante das circunstâncias da vida, sejam positivas ou negativas, sendo que essas últimas quando mal administradas podem causar desequilíbrios como depressão, estresse, acessos de fúria, síndrome do pânico etc... Devemos entender, porém, que a raiva, o medo e a tristeza são sentimentos naturais do ser humano e, na verdade, não devem ser reprimidos, mas observados para percebermos o que estão tentando nos mostrar. Geralmente, esses sentimentos estão ligados a aspectos da nossa personalidade que precisam vir à tona, serem compreendidos e trabalhados para que a partir daí possamos agir de forma mais equilibrada.
Devemos nos observar sempre e nos questionarmos de forma objetiva, numa postura de receptividade e abertura para as revelações que possivelmente teremos sobre nós mesmos. O medo, por exemplo, é um sentimento primitivo ligado ao instinto de sobrevivência, mas também está ligado à ilusão de separatividade, ao não-reconhecimento da nossa origem. Isso resulta de certa maneira em baixa autoestima, sensação de desamparo, abandono e fragilidade diante das questões da vida
As noites em claro enfraquecem as defesas naturais do organismo, prejudicam a produção de alguns hormônios e estão intimamente vinculadas à reincidência da depressão.
Estresse nada mais é do que uma descarga bioquímica que prepara o corpo para a ação.
O reflexo automático diante de um problema está nos nossos genes para evitar que sejamos feridos.
Cérebro
Fase de alerta:
Recebe doses mais altas de substâncias químicas excitatórias — como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. O pensamento e os reflexos são aguçados e as pupilas se dilatam para melhorar a visão.
Estágio crônico:
Há liberação do hormônio do estresse (cortisol) que acelera o funcionamento do coração e dos pulmões. Em excesso, causa danos no hipocampo e prejudica o raciocínio.
Respiração
Fase de alerta:
F**a mais rápida para levar oxigênio extra ao sangue.
Estágio crônico:
F**a ainda menos profunda, reduzindo a entrada de ar. Essa respiração superficial deixa a pessoa mais ansiosa e ofegante. Tal estado pode agravar crises de asma ou outras doenças respiratórias.
Músculos
Fase de alerta: recebem sangue e oxigênio acima do normal e se contraem para melhorar a performance durante a ação. É como se o corpo se preparasse para uma luta, com o aumento da potência muscular.
Estágio crônico: a tensão constante causa dores, principalmente no pescoço, costas e ombros, e um cansaço exagerado.
A dor miofascial é causada por estresse anormal sobre os músculos. É uma condição de dor crônica que afeta as fáscias (tecido conjuntivo que recobre os músculos). A dor miofascial tende a ocorrer em pontos-gatilho (Pg), que são pontos de inflamação dentro dos músculos)), permanecendo localizada. O padrão de dor e sensibilidade referidas do paciente ( a inflamação é num local mas a dor se reflete à`distancia) é frequentemente fundamental para identif**ar o(s) músculo(s) responsável(s) pela síndrome da dor miofascial.
A dor miofascial é frequentemente causada por tensão, espasmo ou fadiga também dos músculos mastigatórios. O ranger dos dentes, o apertamento da mandíbula, estão relacionados com a dor miofascial e podem provocar terríveis dores de cabeça.
Nos pacientes com dor crônica, o sistema nervoso simpático ajusta-se à condição dolorosa, com redução da hiperatividade.
Entretanto, várias alterações psicológicas e de outras origens frequentemente se desenvolvem, incluindo aumento da irritabilidade, depressão mental, preocupação com o corpo e afastamento dos interesses externos.
Também os distúrbios emocionais são frequentes, como a angústia exagerada, a ansiedade e a depressão.
O choque também pode fazer com que as pessoas se isolem e se sintam solitárias.
Dor de cabeça constante, grande incômodo ao mastigar, zumbido no ouvido e irritabilidade fácil são sintomas de um problema pouco conhecido, mas que apresenta, só no Brasil, sete milhões de novos casos por ano.
A disfunção, conhecida como DTM, está entre as que mais colaboram com a queda de qualidade de vida e se torna um tormento.
FATORES DESENCADEANTES DAS CEFALEIAS TIPO TENSIONAL:
Tensão emocional, estresse, ansiedade e depressão.
Mas a relação entre causa e efeito ainda não está clara.
A tensão emocional é o fator desencadeante mais comum, ocorrendo com a mesma frequência na cefaleia tipo tensional (CTT) e na enxaqueca.
Na cefaleia tipo tensional crônica, estudos têm demonstrado altos níveis de ansiedade e depressão.
INVISTA NA RESPIRAÇÃO
É a professora de ioga Márcia de Luca quem ensina uma forma de equilibrar a mente por meio da respiração. “Sente-se com a coluna ereta e os olhos fechados. Então, com o dedão da mão direita, obstrua a narina direita e inspire pela esquerda. Depois, faça o mesmo movimento ao contrário. Esse é um ciclo de respiração, que acalma a mente e equilibra os dois hemisférios do cérebro”, diz. Para tirar proveito, repita por dez vezes.
Respiração diafragmática, Terapia do Sono Induzido, exercícios de Post Self Regulation (PSR) , são métodos usados para a terapia de uma DTM instalada.
Só um especialista em DTM e Dor Orofacial após os exames necessários para um diagnóstico correto, poderá iniciar com você um tratamento para DTM, que pode causar uma cefaleia tipo tensional cronica, ou seja, dores de cabeça terríveis.
TENHA INTERESSES DIVERSOS
Identifique atividades, áreas, formas de lazer, projetos, enfim, situações que lhe despertem interesse e que sejam variadas. Invista nessas atividades, reserve tempo para elas, aprenda a dividir o espaço das suas tarefas obrigatórias com as de seu interesse, dando importância e reconhecendo o papel delas em sua vida.
O QUE VOCÊ GANHA:
Como explica Miriam Fernandes, “ter interesses diversos ajuda a passar por momentos críticos em áreas que estão problemáticas num determinado momento”. O investimento de energia em atividades diversas garante que você não se tornará refém de problemas num pedaço específico da vida. Afinal, há mais aspectos importantes no seu dia-a-dia do que somente um. E, certamente, muitas outras partes da sua vida estarão melhores do que a que está em crise, permitindo que você possa direcionar sua energia para horizontes alternativos. E, no caso do lazer, que pode compor uma das partes de seus interesses variados, Renato Cobra aconselha.
Portanto, para lidarmos com as emoções, precisamos estar centrados e serenos, buscando com calma compreender essas lições. Não podemos nos deixar levar por ondas emotivas e tomarmos atitudes puramente instintivas. É preciso respirar fundo e serenar a mente tentando visualizar as questões sob um ângulo impessoal e intuitivo.
Assim sendo, vamos respirar fundo, acalmar o nosso coração e dizer para nós mesmos quando estivermos com as emoções à flor da pele: "Calma... tudo passa"... Vamos deixar que os sentimentos esfriem antes de tomarmos qualquer decisão. Vamos nos lembrar de que é importante diminuir o fluxo das emoções para que não se transformem em turbilhões incontroláveis.
Dra. Maria Leonor Bueno Rocha
Mestre e Especialista em DTM e Dor Orofacial
Odontopediatra