26/09/2025
Eu me formei há alguns bons anos.
Naquela época, todo estudante de Psicologia sabia que, para atuar na clínica, seria necessário escolher e se especializar em uma abordagem.
A escolha da abordagem era guiada pela identif**ação.
Tinha que dar match, rs!
Era quase como escolher um referencial teórico e “casar” com ele.
Foi assim que eu também fiz: escolhi uma abordagem e trabalhei com ela por muito tempo.
Naquele momento, fiz o melhor que pude com o conhecimento que tinha.
Mas, se pudesse voltar no tempo, faria tudo diferente.
A escolha de um referencial teórico não deve ser baseada em simpatia ou na pura admiração pelo teórico que o desenvolveu, e sim porque ele funciona e tem aplicabilidade clínica.
O que ninguém me contou é que uma abordagem não deveria ser escolhida apenas porque “eu gostei dela”, mas porque funciona para quem está do outro [lado].
A Psicologia não é sobre o terapeuta se identif**ar com um autor, mas sobre o paciente ter acesso ao que há de mais ef**az, seguro e validado .
Foi por isso que, com o tempo, me aproximei e busquei me especializar na Psicologia Baseada em Evidências.
A PBE não é uma abordagem, como muitos ainda pensam!! Ela é um modelo de atenção clínica que leva em consideração:
1- a melhor evidência científ**a disponível
2- a expertise do clínico
3- as preferências e valores do paciente
Ela não me engessa em uma única abordagem, mas me permite integrar técnicas e tratamentos que comprovadamente ajudam as pessoas.
No fim das contas, o critério mais importante não é “o que eu gosto de estudar”, mas sim o que realmente pode transformar a vida de quem me procura. 💫