19/12/2025
BRUXISMO: QUANDO O CÉREBRO NÃO CONSEGUE DESLIGAR, A MANDÍBULA FALA POR ELE
Por anos acreditamos que o bruxismo era apenas um problema dentário.
Hoje, a neurociência mostra algo muito mais profundo:
ele começa no cérebro, não nos dentes.
Quando o sistema nervoso entra em hiperalerta, seja por estresse, ansiedade, cansaço emocional ou sono fragmentado, o corpo procura formas de “descarregar”.
A mandíbula vira o ponto de escape.
O ranger é só o sintoma visível de um cérebro exausto.
❗ Acordar com dor na face
❗ Travamento da mandíbula
❗ Sono não reparador
❗ Desgaste dentário
Não é apenas bruxismo: é sobrecarga neural acumulada.
O cuidado, então, não pode ser apenas odontológico.
Ele precisa olhar para o sistema nervoso, emoções, sono, respiração e regulação do estresse, pilares que a medicina integrativa hoje coloca no centro do tratamento.
Bruxismo é o corpo pedindo pausa quando a mente insiste em continuar.
Muita gente se identifica com esses sintomas e só depois percebe que não era “só estresse”, mas o corpo pedindo descanso.
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📚 ARTIGOS CIENTÍFICOS QUE CONFIRMAM ESSA VISÃO
1. Lavigne et al. – Sleep Medicine Reviews
Mostram que episódios de bruxismo do sono são precedidos por “microdespertares”, aumento da atividade cortical e excitação autonômica.
2. Manfredini et al. – Journal of Oral Rehabilitation
Demonstra a forte associação entre estresse emocional, ansiedade e bruxismo, reforçando o papel central do sistema nervoso.
3. Sato et al. – Journal of Dental Research
Correlaciona bruxismo a alterações dopaminérgicas no sistema nervoso central, destacando que o controle é neurológico.
4. Kato et al. – Sleep Medicine
Evidenciam que o bruxismo é um fenômeno motor ligado à ativação autonômica durante o sono, e não ao encaixe dentário.