11/04/2025
Nos textos de W.Reich a expressão” animal humano” é encontrada com frequência. Os animais, embora diferentes do homem, não são como máquinas, não são sádicos. Suas sociedades, dentro da mesma espécie, são incomparavelmente mais pacíficas que as do homem. A questão básica, então, é: O que fez o animal, homem, degenerar em máquina?
Quando digo "animal" não quero dizer algo mesquinho, cruel ou "infame", estou afirmando um fato biológico. O homem desenvolveu o conceito peculiar de que não é um animal, mas um homem bom, uma criatura que há muito se livrou do que é "ruim", do que é "animal".
Distingue-se de todas as formas possíveis do animal malvado e aponta, como prova de "ser melhor" que ele, a cultura e a civilização que o diferenciam do animal. Ele mostra, com todo o seu comportamento, suas "teorias de valores", suas filosofias morais, seus "juízos" e assim por diante, que não quer ser lembrado por ser basicamente um animal. Um animal, aliás, que tem muito mais em comum com o "animal" do que com ser o que diz ser e o que sonha ser. A teoria do super homem tem essa origem. O homem mostra pela sua malícia, pela sua incapacidade de viver em paz com a sua espécie, pelas suas guerras, que o que o distingue dos outros animais é apenas o seu sadismo desenfreado e a trindade mecânica do conceito autoritário de vida, ciência mecanicista e máquina.
Se você observar os resultados da civilização à medida que ocorrem durante longos períodos de tempo, descobrirá que essas convenções do homem não estão apenas erradas; mais do que isso, parecem ter sido criadas expressamente com o propósito de fazer o homem esquecer que é um animal.
De onde vêm essas ilusões do homem sobre si mesmo? O que o faz formar tais ilusões? Somos realmente “civilizados”, e a escravidão, e a conquista da América? 💚