Psicólogo Eduardo Brenner

Psicólogo Eduardo Brenner Psicólogo Clínico de Crianças, Adolescentes e Adultos. Atendimentos Online e Presenciais em Porto Alegre e Novo Hamburgo. Percurso em Psicanálise Lacaniana.

Psicólogo em Novo Hamburgo
Psicólogo em Porto Alegre

Nos últimos dois semestres nos debruçamos sobre a obra Freudiana para investigarmos as temáticas do inconsciente, suas f...
04/08/2025

Nos últimos dois semestres nos debruçamos sobre a obra Freudiana para investigarmos as temáticas do inconsciente, suas formações e as pulsões e fantasias neuróticas.

Hoje, convidamos a todos para nosso terceiro módulo “Do Narcisismo ao Amor de Transferência”, no qual estudaremos a constituição narcísica do sujeito, sua posição perante o Outro e as demandas de amor que circulam na neurose.

Seguiremos pela obra Freudiana ao colocarmos em questão os apelos neuróticos, seus aparecimentos e endereçamentos, principalmente, ao analista. Partiremos a pensar as estruturas clínicas e como cada uma constitui suas demandas e, também, o laço transferencial em análise. É através da transferência que poderemos, mais do que nunca, pensar a prática clínica e suas intervenções, a partir da bagagem teórica que pudemos construir no último ano de estudos.

Pois, afinal, toda demanda é demanda de amor.

Convidamos a todos para se juntarem a nós, nas últimas quarta-feiras dos próximos quatro meses, nessa investigação sobre a obra Freudiana. Os encontros se darão de forma online, das 20h às 21h30. Toda bibliografia utilizada será previamente disponibilizada.

O trabalho analítico se constrói na escuta. Mas há um efeito interessantíssimo que se constitui na escuta não da fala de...
16/07/2025

O trabalho analítico se constrói na escuta. Mas há um efeito interessantíssimo que se constitui na escuta não da fala de um paciente, mas do que ouvimos de nós mesmos quando falamos de um caso. Quando levo um paciente a supervisão digo do que dele ficou em mim, e isso é o mais importante.

É na supervisão clínica que podemos marcar a escuta dos significantes trazidos pelos pacientes que antes parecíamos não ouvir. Escrever um tratamento pela fala, ouvindo de nós mesmos os restos do que escutamos do analisante.

Supervisionar é mais do que contar com um outro analista no manejo, mas contar com um outro para ouvir, com outros ouvidos, aquilo que do paciente passou por nós e também se transformou em algo além.

Costumo trabalhar com meus supervisionandos essa escuta. Quando dizem algo que o paciente disse, pensamos juntos se essa palavra é do paciente ou deles mesmos.

O que disse o paciente e o que tu ouviu?

Há diferenças importantes na maneira de falarmos do caso e essa peculiaridade é o que proporciona o avanço de nossa formação.

Para além da construção de um diagnóstico estrutural, de intervenções possíveis, a supervisão também é espaço para trabalharmos o essencial de nossa profissão: a escuta. E poder se ouvir em supervisão é exemplo claro do processo a qual todos passamos em nossas análises, e também da forma pela qual nos propomos a trabalhar com nossos analistantes.
Mais do que uma super-visão, narrar um caso nos proporciona ampliar o ouvir.

Eduardo Brenner – Psicanalista – 51 998349334

Durante o segundo semestre de 2024, investigamos a criação Freudiana, o inconsciente, desde sua concepção até suas forma...
10/03/2025

Durante o segundo semestre de 2024, investigamos a criação Freudiana, o inconsciente, desde sua concepção até suas formações: os sonhos, chistes, atos falhos e sintomas.

Hoje, lançamos um novo módulo, que dará continuidade aos estudos passados, intitulado “Da pulsão à Fantasia Neurótica”. A escolha da temática se desenvolveu em nosso entendimento da extrema necessidade de discutirmos o sexual do sujeito, desde sua concepção no corpo, até suas fantasias banhadas de linguagem.

Partiremos nesta jornada através dos textos Freudianos para desbravarmos as temáticas da pulsão, castração e fantasia, numa eterna costura com a clínica psicanalítica. A escrita sexual do neurótico incide na cena analítica, tendo o analista a função de proporcionar sua leitura.

Convidamos a todos para se juntarem a nós, nas últimas quarta-feiras dos próximos quatro meses, nessa investigação sobre a obra Freudiana. Os encontros se darão de forma online, das 20h às 21h30. Toda bibliografia utilizada será previamente disponibilizada.

Vagas limitadas!

Ainda estou aqui chega num momento oportuno de nossa história enquanto democracia. O longa adaptado do livro homônimo de...
07/01/2025

Ainda estou aqui chega num momento oportuno de nossa história enquanto democracia. O longa adaptado do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, trabalha a devastação causada pela ditadura militar, enquanto acompanha uma mulher que só pode se impor mediante sua sutileza.

Fernanda Torres encara o papel de uma vida, dando presença e sensibilidade a um momento terrível da história de nosso país. A força do olhar de Eunice enquanto se divide entre a busca pelo marido e a necessidade de tomar conta de quatro filhos é o que conduz a narrativa para que possamos testemunhar sua solidão.

Aquilo que Walter Salles nos permite ver dessa história me intriga. Ele nos mostrar bastante, ao mesmo tempo que cuida para que não nos revele demais. O trabalho com o não dito, com o impossível de dizer é o que traz em cena tamanha angústia para quem assiste. Nosso papel, ali, é de transitar junto com a protagonista o horror que sua vida se torna da noite para o dia, mesmo que isso custe nossa percepção do todo.

Aliás, o todo aqui não tem tamanha importância. O que está em jogo é algo muito mais sagrado do que isso: a vida de uma mulher que começa a ser ceifada aos poucos, e que seu maior ato de resistência possível é permanecer. A verdade é retratada enquanto um fantasma. Como todo trauma, o acontecimento desaparece e deixa seus rastros. E são os rastros que, como a psicanálise, interessam aqui.

Eunice ainda está lá, mesmo quando gostaria de desaparecer. Nada é mais forte do que isso.

Na última semana tivemos o último encontro de nosso primeiro módulo do curso "Retorno aos fundamentos da Psicanálise Fre...
07/12/2024

Na última semana tivemos o último encontro de nosso primeiro módulo do curso "Retorno aos fundamentos da Psicanálise Freudiana", que focou no inconsciente e suas formações na clínica psicanalítica.

Agradecemos a todos que compuseram junto conosco nesses quatro encontros! Pena que nem todos conseguiram estar presentes para nossa foto!

Ano que vem, daremos início ao segundo módulo, que focará na temática das pulsões e fantasia.

A vitória de Trump a presidência dos Estados Unidos é pautada na temática da imigração. O terror ao que vem de "fora" le...
08/11/2024

A vitória de Trump a presidência dos Estados Unidos é pautada na temática da imigração. O terror ao que vem de "fora" levou mais de 73 milhões Estadunidenses por elegerem um homem que ataca e promete dizimar grande parte de seu eleitorado.

O que faz com que um imigrante vote contra si mesmo? Apoie, vibre, chore de alegria ao eleger Trump? O que o leva a buscar apagar sua herança na tentativa de se identificar com aqueles que não o querem?

A lógica da cultura do individualismo, do "se faça por si mesmo" trabalha no ódio e na produção de negação da própria cultura. O capitalismo hipermoderno estabelece como mediador do laço social justamente o repúdio ao próprio laço, na tentativa de que os sujeitos se desfaçam enquanto nós. Se cria a ilusão de que não há mais nós, somente eu.

É nessa tentativa, de não lidar com os enodamentos da própria história, que me parece que o discurso Trumpista se mitifica em tantos sujeitos. Eu abandono minha herança e construo uma identidade imaginária de que minha história não é justamente aquilo que me faz sujeito.

Os Estados Unidos votam a favor de ignorar que são constituídos por um Outro. Ignoram sua história na tentativa de se afirmarem enquanto suficientes em si. E é até engraçado ouvir a frase de que Trump "Fará a América brilhante novamente" ou que "Devolverá a América aos Americanos". Pois o que ele diz?

Quando fala de recuperar o que se era, ele retoma justamente o que jura destruir: a história de um país composto pelas mãos de dezenas de nacionalidades e etnias. Retornar a América as suas raízes, é o oposto do que se quer quando se elege o Republicano, pois a ideia central de sua eleição é a tentativa de apagamento da história de uma nação, de uma alteridade que se forma em suas heranças imigratórias, no sonho de poder se afirmar enquanto "um".

Ao excluir sua fundação e tentar se fazer livre é que o Americano garante que seu destino está posto e dado pela herança, pois a única possibilidade de fazer algo diferente do que foi dito sobre nós é na capacidade de se haver com aquilo que nos constitui enquanto sujeitos. Se os Estadunidenses acreditam que estão se provando independentes, coitados, estão condenados.

O legado Freudiano comporta inúmeras possibilidades de leituras e convocações clínicas. Ler um texto pela primeira vez n...
05/08/2024

O legado Freudiano comporta inúmeras possibilidades de leituras e convocações clínicas. Ler um texto pela primeira vez nos imprime um significado, que pode se modificar e deslizar sobre cada nova leitura. Seja a partir de nossa maturidade teórica ou clínica, o retorno aos fundamentos da psicanálise permite um olhar diferente sobre nossa posição de analista.

A partir disso, lançamos o curso "Retorno aos Fundamentos da Psicanálise Freudiana", divido em 4 módulos de trabalho. Neste segundo semestre de 2024, iniciamos com encontros mensais sobre o "Incosciente e suas formações na Clínica Psicanalítica". Nesses quatro encontros será abordado o Aparelho Psíquico Freudiano, assim como suas formações: os Sintomas, Chistes, Atos Falhos e Sonhos.

Partiremos do objeto de investigação do Psicanalista (o Incosciente) para trabalhar o aparecimento de suas formações no enquadre analítico e suas possibilidades de interpretação. A partir de exemplos clássicos e da clínica dos ministradores, o curso tem como objetivo proporcionar um encontro entre a teoria e a prática analítica.

Os enconstros ocorreram de forma online e a bibliografia obrigatória e complementar de cada aula será enviada num momento posterior a inscrição.

Lacan pontua em seu texto "A instância da letra no inconsciente ou a razão desde Freud" que "Também o sujeito, se pode p...
08/08/2023

Lacan pontua em seu texto "A instância da letra no inconsciente ou a razão desde Freud" que "Também o sujeito, se pode parecer servo da linguagem, o é ainda mais de um discurso cujo movimento universal seu lugar já está inscrito em seu nascimento, nem que seja sob a forma de seu nome próprio" (Escritos, p. 498).

Num primeiro momento a linguagem acomete o corpo do bebê sem que esse tenha capacidade de entendimento. Mas, ele escuta a fonação e é como se fosse o tom da voz que modula algo de uma linguagem, algo de um dizer. Isso produz marcas, onde o sujeito se aliena e marca o tempo do choque da língua com o corpo, la língua. É a partir dessas marcas, desse choque, que o sujeito vai se inserindo na linguagem, diferente para todos.

O inconsciente estruturado como linguagem, a partir do seminário 20 de Lacan, é colocado como uma tentativa de poder usar da linguagem para dizer das marcas da la língua sobre o corpo. Dizer algo do que foi esse encontro traumático.

A análise aproxima o sujeito do encontro primitivo da língua com o corpo e permite circunscrever algo (sinthoma) dessa experiência de gozo.

Eduardo Brenner
CRP 07/34534
(51) 998349334

Barbie é uma brincadeira cor-de-rosa que extrapola um mundo invertido, no qual o homem se estabelece enquanto sujeito a ...
21/07/2023

Barbie é uma brincadeira cor-de-rosa que extrapola um mundo invertido, no qual o homem se estabelece enquanto sujeito a partir de seu par e as mulheres possuem tudo aquilo que querem.

É na homofonia com o nome de seu complemento que nos resta a pergunta central de todo filme. Se Ken assume sua posição enquanto eterno figurante, em falta do amor de sua desejada, é Barbie que me parece nunca carregar consigo a angústia da falha. Parece possível identificar quem é Ken, mas quem é Barbie?

São as Barbies que me parecem mais fictícias. Ter tudo estabelece o preço de nunca encontrar desejo para além. Ao mostrar que no centro de ser uma boneca há a completude, a protagonista nos avisa de que precisará colocar tudo a perder para que algo possa ser encontrado.

Nada há para as Barbies além da repetição. E é no primeiro vislumbre de que as coisas morrem que surge uma angústia que introduz a boneca na experiência do que é ser humano. O problema de Barbie está em sua constituição perfeita, que nem amar a ela permite. Ken tem um problema com o amor, mas a quem Barbie ama?

Para que Barbie adentre na humanidade é preciso que se admita uma falta estrutural. O amor possui condições e, por isso mesmo, ele devasta o sujeito ao se confrontar com a impossibilidade de recebermos do outro a incondicionalidade. Para ser humana, Barbie precisa poder demandar algo que o outro nunca vai suprir.

Abdicar de todo desejo por viver em completude é experienciar o que há de mais mortífero no psiquismo. Mas assumir o risco do amor implica viver com a angústia. É dessa angústia que Barbie, assim como todo bom neurótico, irá se proteger a todo custo, mesmo que isso custe seu desejo. Barbie não ama justamente porque o amor demanda algo que nunca será retribuído, mas passa a vivenciar, na possibilidade de amar, que a supressão de tudo que falta é sobreviver. Nada de vida há em ocultar o desejo que advém do buraco do amor.

Se Barbie tem algo a nos ensinar sobre o que é ser humano, é estabelecer que o âmago do humano é não possuir essência. A perfeição não existe, o amor é sempre faltoso e a angústia permeia toda e qualquer relação. Mas é justamente por isso que podemos querer mais.

Querer tudo é um direito de todos. Ser o melhor, o maior, o mais interessante, a última bolacha do pacote. Em suma, noss...
13/06/2023

Querer tudo é um direito de todos. Ser o melhor, o maior, o mais interessante, a última bolacha do pacote. Em suma, nossas vidas caminham por esses mesmos trilhos, traçamos movimentos por onde acreditamos que o olho do outro brilhará e ele pensará: esse é o cara!

E seguimos correndo em direção àquilo que acreditamos com todas as forças que será a realização perfeita para que finalmente nos reconheçam. O problema é que quando isso fura, quando não encontramos a pomposidade que buscávamos, parece que nada mais vale. A busca pelo olhar do outro vira constrangimento, afastamento, inibição.

Por baixo de toda essa vertente contemporânea da "baixa autoestima" há sempre alguém que imagina que deveria é ser muito "alto". E através desse sintoma chegam em análise e começam a desvelar que esse desejo (quase) infantil de ser o centro do mundo está no cerne de um sofrimento da percepção de que seu pinto nem é tão grande assim.

Ora, imaginarmos que podemos tudo tem seu papel. Mas poder entender as faltas não como impotência, mas como impossibilidade, talvez livre o sujeito de uma frustração tremenda de que é o seu que não funciona. A questão principal que se forma é que tentamos dar conta de uma infinidade de coisas e esquecemos que o verbo "dar" implica sempre em perder.

Quando dou de mim perco algo que as vezes não estou disposto a ceder; e é justamente por esse caminho que se inicia uma análise.

Eduardo Brenner
07/34534
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O Sintoma é sempre simbólico: ele é o resultado da "moção pulsional, tangida pelo recalque". Mas ele é sempre a tentativ...
31/05/2023

O Sintoma é sempre simbólico: ele é o resultado da "moção pulsional, tangida pelo recalque". Mas ele é sempre a tentativa da "solução de um conflito", de uma "reconciliação".

A histeria está sempre relacionada a uma perda ou falta de amor, a obsessão a um excesso de amor e, por isso mesmo, se serve de todas as ameaças do superego para que a castração seja adiada o mais possível. A fobia se alimenta da iminência constante do perigo da castração. A histérica esquece o significante, "o conteúdo representativo de formações patógenas", ao passo que a neurose obsessiva lembra-se do significante, "dos acontecimentos patógenos".

Seminário Angústia - Sintoma - Inibição. MOUSTAPHA SAFOUAN

Eduardo Brenner
CRP 07/34534
(51) 998349334

A histeria está sempre relacionada a uma perda ou falta de amor, a obsessão a um excesso de amor e, por isso mesmo, se s...
31/05/2023

A histeria está sempre relacionada a uma perda ou falta de amor, a obsessão a um excesso de amor e, por isso mesmo, se serve de todas as ameaças do superego para
que a castração seja adiada o mais possível. A fobia se alimenta da iminência constante do perigo da castração. A histérica esquece o significante, "o conteúdo representativo de formações patógenas", ao passo que a neurose obsessiva lembra-se do significante, "dos acontecimentos patógenos".

O Sintoma é sempre simbólico: ele é o resultado da "moção pulsional, tangida pelo recalque". Mas ele é sempre a tentativa da "solução de um conflito", de uma "reconciliação".

Seminário Angústia - Sintoma - Inibição. - Moustapha Safouan

Eduardo Brenner
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