Rodrigo Azevedo - Psicanalista Clínico

Rodrigo Azevedo - Psicanalista Clínico Nesta página, divulgo informações sobre o meu trabalho como psicanalista.

A psicanálise, enquanto psicoterapia, concebe a existência de uma vida mental inconsciente e se propõe a investigar as consequências desse inconsciente na vida das pessoas.

NECESSIDADE DE DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE PRÓPRIA Neste breve texto da séria aproximações “Psicanálise Cristianism...
30/09/2024

NECESSIDADE DE DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE PRÓPRIA

Neste breve texto da séria aproximações “Psicanálise Cristianismo”, cito duas passagens, uma de Jesus e outra de Jung, as quais destacam a importância de desenvolvermos a nossa personalidade própria, superando as convenções, sobretudo para a nossa felicidade.

Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vossa Pai que está nos céus (Mateus, 5:16)

(...) a personalidade jamais poderá desenvolver-se se a pessoa não escolher seu próprio caminho, de maneira consciente e por uma decisão consciente e moral. (...) Somente será possível que alguém se decida por seu próprio caminho, se esse caminho for considerado o melhor. Se qualquer outro caminho fosse considerado melhor, então em lugar da própria personalidade haveria outro caminho para ser vivido e desenvolvido. Os outros caminhos são as convenções de natureza moral, social, política, filosófica e religiosa. O fato de as convenções de algum modo sempre florescerem prova que a maioria esmagadora das pessoas não escolhe seu próprio caminho, mas a convenção; por isso não se desenvolve a si mesma, mas segue um método, que é algo de coletivo, em prejuízo de sua totalidade própria. (JUNG, 2011, p. 185-186)

22/09/2024
22/09/2024

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AUTOESTIMA OU AMOR A SIA história do Cristianismo está repleta de referências que buscam destacar que o amor é o sentime...
15/09/2024

AUTOESTIMA OU AMOR A SI

A história do Cristianismo está repleta de referências que buscam destacar que o amor é o sentimento fundamental que cada pessoa precisa buscar desenvolver em si mesma para alcançar a felicidade que tanto buscamos. Para evidenciar esta afirmação, lembremos o próprio Cristo que, ao ser indagado sobre qual era o maior mandamento da lei, respondeu: “Amareis o Senhor Vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma e de todo o vosso espírito; é o maior e o primeiro mandamento. E eis o segundo, que é semelhante àquele: Amareis vosso próximo como a vós mesmos. Toda a lei e os profetas estão contidos nesses dois mandamentos”.
Então, da mesma forma como atualmente a Psicanálise concebe, a autoestima ou o amor a si foi caracterizado por Jesus como uma das condições fundamentais para a nossa felicidade.
Em termos conceituais, a autoestima é o sentimento de valor ou importância que cada pessoa atribui a si. As diversas experiências pelas quais passamos no transcorrer das nossas vidas contribuem para a elevação ou para a diminuição deste sentimento, para que cada pessoa atribua a si maior ou menor valor.
Níveis adequados de autoestima estão associados à confiança em nós, à capacidade de estabelecermos boas relações, realizarmos os nossos compromissos ou os nossos planos, comunicarmo-nos com as outras pessoas e expressarmos as nossas opiniões, não nos afetarmos em demasia com aquilo que pensam a nosso respeito, enfim, de nos afirmarmos como seres únicos, singulares.
Baixos níveis de autoestima se relacionam com sentimentos depressivos, de inferioridade, culpa, insegurança, falta de confiança, vazio e ansiedade, assim como a dificuldades de expressão, afirmação e realização.
A Psicanálise, ao ajudar a ressignificar a imagem que a pessoa tem de si, contribui para a elevação dos níveis de autoestima e pode auxiliar na superação das dificuldades associadas aos baixos níveis da mesma.

Referências

FREUD, Sigmund. Obras completas volume 12. Introdução ao narcisismo, ensaios de metapsicologia e outros textos (1914-1916). Companhia das Letras.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Araras, SP: IDE, 2007.

PROJEÇÃOPor que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao v...
07/01/2024

PROJEÇÃO

Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso? Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão. (São Mateus, cap. VII, v. 3, 4 e 5)

Em sentido psicanalítico, a projeção é a “operação pela qual o sujeito expulsa de si e localiza no outro – pessoa ou coisa - qualidades, sentimentos, desejos e mesmo ‘objetos’ que ele desconhece ou recusa nele” (LAPLANCHE, 2001, p. 374). Em linguagem mais simples, podemos afirmar que a projeção é o mecanismo de defesa por meio do qual identificamos nas outras pessoas as nossas próprias tendências inconscientes.
Em termos práticos, identificamos a projeção atuando, por exemplo, no “ciúme projetivo”: a pessoa “defende-se dos seus próprios desejos de ser infiel imputando a infidelidade ao cônjuge” (IDEM, p. 376); e em certas manifestações de racismo, quando projetamos no grupo desprezado falhas nossas ou tendências que não queremos admitir em nós mesmos. Franz (2016, p. 227) escreve que “agitações políticas (...), assim como intrigas individuais e de pequenos grupos”, em diversas situações, estão repletas de projeções.

Referências

FRANZ M.-L. von. O processo de individuação. Em: O homem e seus símbolos / Carl G. Jung. – 3ª. ed. Especial. – Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2016.

LAPLANCHE, J. Vocabulário de Psicanálise. -4ª ed. – São Paulo: Martins Fontes, 2001.

Tenho atendido pessoas que associam os temas da Psicanálise e do Cristianismo. Algumas buscam aproximá-los, enquanto out...
14/11/2023

Tenho atendido pessoas que associam os temas da Psicanálise e do Cristianismo. Algumas buscam aproximá-los, enquanto outras parecem experimentar sofrimentos por considerá-los inconciliáveis.
Desta forma, quero começar a expressar a compreensão de que concebo ambos caminhos para a felicidade, os quais, em muitas oportunidades, referem-se às mesmas experiências humanas por meio de linguagens diferentes.
Lemos por exemplo em Mateus, capítulo V: “Vós sois a luz do mundo. Uma cidade edificada sobre um monte não pode ser escondida. Igualmente não se acende uma cadeia para
colocá-la sob o alqueire; mas colocam-na sobe um candeeiro, a fim de que ela clareie todos aqueles que estão na casa. Assim deixai a vossa luz resplandecer diante dos homens (...)”.
Em outra linguagem, Freud caracterizou o superego como uma das estruturas da personalidade, que seria responsável pela nossa consciência moral, pela auto-observação e pela formação dos nossos ideais. Ou seja, o superego seria aquela estrutura do nosso mundo íntimo onde estão inscritos o conjunto de valores que internalizamos na convivência com os nossos pais ou responsáveis, bem como aqueles outros que decorrem “das exigências sociais e culturais (educação, religião, moralidade)” (LAPLANCHE, 2001, p. 499).
Sucede que quando o superego de uma pessoa atua de modo demasiadamente severo ou excessivamente crítico emergem, em algumas situações, sentimentos de culpa, inferioridade e autorrecriminações. Esses sentimentos podem estar associados a diversas dificuldades experimentadas pelo indivíduo em vários âmbitos da sua vida – afetivo, social, profissional etc.. Mas, grande parte dessas dificuldades envolvem limites para o sujeito expressar diversos potenciais seus – ou, como referiu Jesus, “fazer brilhar a sua luz”.

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