12/03/2026
Queridas pacientes, vamos falar de Endometriose? É uma doença inflamatória crônica que exige avaliação clínica criteriosa e exames direcionados. O diagnóstico é baseado na combinação de histórico clínico + exame físico + imagem — e, em alguns casos, confirmação cirúrgica.
1. Avaliação clínica detalhada
O primeiro passo é a consulta ginecológica.
Sintomas já levantam forte suspeita clínica, como: cólica intensa e progressiva, dor na relação, dor pélvica crônica, alterações intestinais no período menstrual e dificuldade para engravidar.
2. Ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal
É um dos exames mais importantes.
Quando realizada por profissional experiente e com preparo adequado, consegue identificar endometriomas (cistos no ovário), nódulos profundos e aderências.
Hoje é um exame-chave na investigação.
3. Ressonância magnética da pelve
Indicada principalmente quando há suspeita de endometriose profunda ou acometimento intestinal e urinário.
Fornece mapeamento detalhado das lesões e auxilia no planejamento terapêutico.
4. Laparoscopia (padrão-ouro)
Procedimento cirúrgico minimamente invasivo que permite visualizar diretamente as lesões, confirmar o diagnóstico e, muitas vezes, já realizar o tratamento na mesma abordagem.
Atualmente, com exames de imagem de alta qualidade, muitas pacientes já iniciam tratamento sem necessidade imediata de cirurgia diagnóstica.
Importante: Endometriose não é “cólica normal”. Se a dor interfere na sua rotina, trabalho ou qualidade de vida, merece investigação. Diagnóstico precoce significa mais qualidade de vida e mais possibilidades de controle da doença.
Reforço aqui com vocês, que dia 13 de março é o Dia Nacional da luta contra a Endometriose, uma data para ampliar a conscientização, combater a normalização da dor. Busquem avaliação especializada. Informação é o primeiro passo para o diagnóstico precoce e para uma vida com menos dor e mais qualidade.
Contem comigo, com carinho Dra. Eidi.