Psi Claudia Lassakoski

Psi Claudia Lassakoski Psicóloga
CRP 07/34597
Contribuindo na melhora dos vínculos afetivos e emoções! Presencial e online

Carta a quem inventou as despedidasDe todas as criações humanas, a escrita, o fogo, a roda, os grandes afetos, talvez ne...
09/12/2025

Carta a quem inventou as despedidas

De todas as criações humanas, a escrita, o fogo, a roda, os grandes afetos, talvez nenhuma tenha sido tão mal pensada quanto as despedidas.

Você, que as inventou, poderia ter nos avisado que mexeria tão profundamente no lugar onde a pele encontra a alma.

Poderia ter colocado um manual, uma bula explicando os efeitos colaterais: taquicardia emocional, silêncio na boca do estômago, um tipo estranho de lucidez que só aparece quando algo está indo embora.

Despedidas não são só atos. São cortes silenciosos. São pequenos fins que disputam espaço com o desejo de continuar.

São portas que fecham e deixam, do lado de dentro, tudo o que ainda queríamos viver do lado de fora.

Você pensou nisso? Ou achou que seríamos fortes o suficiente? Achou que entenderíamos que o fim também é um jeito de começar, mesmo quando parece injusto, abrupto, duro demais?

Pensou que aceitaríamos a lógica de que tudo o que toca o coração carrega um prazo invisível? A verdade é que as despedidas revelam mais sobre nós do que sobre o que se vai.

Elas nos obrigam a olhar para os nossos excessos de apego, para os medos que escondemos, para a fantasia de que algumas coisas poderiam durar para sempre.

E talvez você tenha inventado as despedidas justamente para isso, para que a gente não vivesse eternamente anestesiado pela ideia de permanência.

Ainda assim, preciso dizer que é uma invenção cruel.
Cruel e necessária. Cruel e sábia. Cruel e, paradoxalmente, generosa.

No ato de soltar, aprendemos a honrar o que seguramos. No ato de encerrar, descobrimos que há capítulos que só começam quando outros têm coragem de acabar.

A você que inventou as despedidas, deixo meu protesto e meu agradecimento. Meu protesto por ter criado uma d0r tão funda.

Meu agradecimento por ter feito da dor um lugar de passagem, não de morada.

Na próxima invenção, faça-se acompanhar de um pouco mais de delicadeza.
Que a sensação de fim não pese tanto. Que a partida não machuque tanto o peito.

Que a lembrança que f**a seja maior do que o vazio que sobra. Até lá, seguimos colecionando encontros, enfrentando partidas e tentando, cada vez mais, viver de um jeito que cada momento valha a pena.

Bruno Sampaio

09/12/2025

Carta a quem inventou as despedidas

De todas as criações humanas, a escrita, o fogo, a roda, os grandes afetos, talvez nenhuma tenha sido tão mal pensada quanto as despedidas.

Você, que as inventou, poderia ter nos avisado que mexeria tão profundamente no lugar onde a pele encontra a alma.

Poderia ter colocado um manual, uma bula explicando os efeitos colaterais: taquicardia emocional, silêncio na boca do estômago, um tipo estranho de lucidez que só aparece quando algo está indo embora.

Despedidas não são só atos. São cortes silenciosos. São pequenos fins que disputam espaço com o desejo de continuar. São portas que fecham e deixam, do lado de dentro, tudo o que ainda queríamos viver do lado de fora.

Você pensou nisso? Ou achou que seríamos fortes o suficiente? Achou que entenderíamos que o fim também é um jeito de começar, mesmo quando parece injusto, abrupto, duro demais?

Pensou que aceitaríamos a lógica de que tudo o que toca o coração carrega um prazo invisível? A verdade é que as despedidas revelam mais sobre nós do que sobre o que se vai.

Elas nos obrigam a olhar para os nossos excessos de apego, para os medos que escondemos, para a fantasia de que algumas coisas poderiam durar para sempre. E talvez você tenha inventado as despedidas justamente para isso, para que a gente não vivesse eternamente anestesiado pela ideia de permanência.

Ainda assim, preciso dizer que é uma invenção cruel.
Cruel e necessária. Cruel e sábia. Cruel e, paradoxalmente, generosa. No ato de soltar, aprendemos a honrar o que seguramos. No ato de encerrar, descobrimos que há capítulos que só começam quando outros têm coragem de acabar.

A você que inventou as despedidas, deixo meu protesto e meu agradecimento. Meu protesto por ter criado uma d0r tão funda.

Meu agradecimento por ter feito da d0r um lugar de passagem, não de morada. Na próxima invenção, faça-se acompanhar de um pouco mais de delicadeza. Que a sensação de fim não pese tanto.

Que a lembrança que f**a seja maior do que o vazio que sobra. Até lá, seguimos colecionando encontros, enfrentando partidas e tentando, cada vez mais, viver de um jeito que cada momento valha a pena.

Texto do querido Bruno Sampaio.

Criei o Inteira porque sei que muitas vezes a gente sabe o que precisa mudar, mas não sabe por onde começar. É ou não é?...
08/12/2025

Criei o Inteira porque sei que muitas vezes a gente sabe o que precisa mudar, mas não sabe por onde começar. É ou não é?!

Este guia traz 7 passos com atividades de escritas terapêuticas que te ajudam a soltar o que já não faz sentido e a reconstruir tua relação contigo no tempo que tu consegue, do jeito que é possível.

E junto dele 30 mensagens que te lembram nos dias difíceis que não precisas permanecer em lugares que te fazem esquecer quem tu é.

É um material pra quem quer um recomeço e entrar o ano se sentindo inteira, não só uma promessa de virada de ano.

Pra receber é só me seguir no Instagram e comentar INTEIRA.
Te envio no direct.

Meu melhor abraço,

Cláudia Lassakoski
CRP 07/34597

02/12/2025

Carta para os que perdem tempo se abraçando.

Perder tempo se abraçando… que sorte a de vocês.
Enquanto o mundo corre, exige, empurra, cobra resultados e pressa, vocês cometem esse “desperdício” precioso de parar e colocar dois corpos no mesmo ritmo.

Vocês interrompem o caos só para lembrar ao universo que existe algo mais antigo que qualquer urgência, o encontro. O abraço é quase um protesto silencioso.
Quando dois braços se fecham, o mundo abre um espaço. O tempo afrouxa. As expectativas diminuem. As dores respiram. O coração encontra outro que entende o idioma sem palavras.

Um abraço é o jeito mais humilde e mais valente de dizer para o outro que ele não está sozinho. Quem abraça perde tempo com o que realmente sustenta.
Perde tempo com o tipo de silêncio que cura. Perde tempo com o tipo de toque que devolve coragem.

Perde tempo com o tipo de presença que não precisa de explicação. É por isso que tanta gente não entende.
Porque o abraço pode não resolver nada, mas ele lembra tudo. Lembra quem somos, lembra que sentimos, lembra que precisamos uns dos outros, lembra que existe um chão onde podemos cair sem nos despedaçar.

Aos que se abraçam por “tempo demais”, continuem se abraçando. Continuem desperdiçando minutos que salvam dias. Continuem interrompendo a pressa para criar abrigo. Continuem fazendo do corpo um território de cuidado.

O mundo anda precisando de mais gente assim, que abraça até que o outro volte a caber dentro do próprio peito. Gente que não tem medo de encostar a alma.
Gente que entende a importância de perder tempo com aquilo que dá sentido à vida.

Se é para perder tempo, que seja assim com braços que seguram, com calor que acalma,com a leveza de quem sabe que, às vezes, um abraço vale mais do que qualquer palavra. E que juntos ganhamos o mundo inteiro.

Já abraçou alguém hoje? Se ainda não, agora sabendo de tudo isso, trata de ir abraçar, vai!

Esse texto é do querido psicologo Bruno Santos

Se essa dúvida por vezes aparece por aí, já salva esse post para não esquecer disso na hora do questionamento se tua par...
02/12/2025

Se essa dúvida por vezes aparece por aí, já salva esse post para não esquecer disso na hora do questionamento se tua parceria te ama de fato

A gente cresce ouvindo que amor de verdade é intenso o tempo todo. Mas na prática o amor vem em ondas no qual tem dias profundos outros mais rasinhos. E tá tudo bem porque é assim mesmo!

É importante que saibamos que nem sempre a pessoa amada vai estar na melhor versão dela e isso não signif**a que o amor acabou, mas que a vida também atravessa os sentimentos. E como!

Tem dias em que o outro está tão preocupado com algo ou alguma coisa que te responde meio frio, outros em que o humor dele despenca e a conversa pesa. Da mesma forma que por vezes vocês não se encontram na mesma sintonia mesmo se amando muito. Isso é relacionamento real.

Agora, se o que aparece é indiferença, indisposição constante ou aquela sensação de que tanto faz estar ali ou não, a gente não tá mais falando de amor mas de um vínculo que parou de se movimentar.

No amor de verdade, (se é que é possível chamar dessa forma, afinal amor é amor) existe falha e reparo, tropeço e conversa, decepção e cuidado. Tudo junto e misturado.

E pra atravessar esses dias difíceis meus queridos sem ataqu3s nem submissão, alguns movimentos que ajudam muito são:

Dizer o que tu precisa sem acusar. Algo como: "Hoje eu me senti meio de lado... Será que a gente consegue conversar quando tu tiver um tempinho?”

Perguntar em vez de julgar "Percebi que tu tá mais distante... Tem algo te preocupando?” Negociar abre espaço já pressupor fecha. Compreende?

E por último e não menos importante, ajustar as expectativas. Nem todo dia vai ser leve e apaixonado, óbvio que não.

Contudo todo dia pode e deve ter o compromisso de ambos com respeito e retomada desse cuidado, porque relacionamento saudável não é perfeição,
é movimento.

Se tu percebe que sempre entra no modo ata qu3,
ou se cala para evitar conflito, ou foge antes de dizer o que te incomoda... Esse texto é um convite para mudar porque o amor cresce onde existe espaço para negociar e reconstruir juntos.

Será que realmente dá para esquecer? Porque às vezes alguém vai embora com vontade de f**ar deixando  alguns planos  pel...
28/11/2025

Será que realmente dá para esquecer? Porque às vezes alguém vai embora com vontade de f**ar deixando alguns planos pelo meio do caminho.

E a saudade dói porque a memória continua aí grudada em ti. E aí eu te pergunto: Será que é preciso de fato esquecer? Quando a memória m4chuc4... ok.
Mas às vezes é tão bonita que até te enriquece.

Porque no fim o que sobra depois de um amor são as memórias e essas não tem como esquecer. No entanto é preciso colocar cada lembrança no lugar certo.

Deixar quietinho aí dentro. Quietinho queridos,
não quentinho, fantasiando coisas que já não existem mais. E então transformar tudo isso em aprendizado.

Porque não tem como insistir em algo onde os carinhos já não existem, as dúvidas são maiores que as certezas. Nada se sustenta sem que os dois lados queiram. Nada!

Então pra ti que me leu até aqui, leva contigo o que foi bom, aceita que alguns finais precisam acontecer e
segue a vida. Ela sempre nos surpreende quando a gente tá ocupado se amando e cuidando de sí.

E se estiver pesado demais, procura ajuda.
A terapia pode te ajudar a atravessar tudo isso.

Bom final de semana pra nós.

Com carinho,

Cláudia🥰

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