24/08/2024
Existe o mito de que a homeopatia funciona lentamente.
Não se define o “tempo de cura” pela doença, mas pela “capacidade de reação” do paciente. Quanto mais novo e saudável o paciente, mais rápida a possibilidade de melhora. Assim, o tempo de tratamento será variável para cada pessoa.
É muito comum os pacientes, no retorno, comentarem que, à medida que faziam o tratamento, num determinado dia, notaram que aquele problema que vieram tratar havia desaparecido ou melhorado muito.
E os casos agudos?
Nos casos agudos, a resposta com o tratamento homeopático deve ser rápida, com melhora do quadro clínico em horas ou poucos dias. Vivenciei vários casos de amigdalite em que os sintomas dolorosos passaram em poucas horas.
Nos casos crônicos, pode-se observar melhora dos sintomas em poucos dias. Porém, para se obter uma cura completa, ou seja, para não mais surgirem crises, pode-se levar semanas, meses ou mesmo anos.
Temos de considerar também que há casos incuráveis e que a homeopatia, tal como a alopatia, consegue apenas oferecer um “alívio sintomático”, mas não a cura. Daí a importância da continuidade no tratamento para se adequar o medicamento e a potência, evitando novas crises.
E depois da crise? Preciso continuar com o tratamento?
Não melhorei muito… E agora? Vou desistir do tratamento?
Não existe mágica, a persistência do paciente no tratamento homeopático para achar o remédio certo e a potência adequada é fundamental para “ ensinarmos” as células a se defenderem.
O que eu percebo em alguns pacientes que vem a uma consulta homeopática é que, seja pelo fato de não compreenderem o tratamento, seja pelo fato de estarem cansados com alguns insucessos com a alopatia, seja por duvidarem do tratamento, se não conseguem perceber um resultado imediato, desistem do mesmo. Também é comum chegarem no consultório dizendo: o senhor é a minha última esperança! De forma geral, em qualquer situação da vida, para obtenção de resultados é necessário empenho e persistência. Assim também no tratamento homeopático.