Psicóloga Cristiane Aguirre

Psicóloga Cristiane Aguirre Cristiane da Silva Aguirre
Psicóloga Clínica
Psicóloga Jurídica
Neuropsicóloga
CRP 07/35003
Porto Alegre-RS Atendimento adolescentes e adultos

A criança deve decidir sobre sua própria vida em um processo judicial?Em disputas de guarda, é comum surgir o argumento ...
07/03/2026

A criança deve decidir sobre sua própria vida em um processo judicial?

Em disputas de guarda, é comum surgir o argumento de que a criança “já tem idade para escolher” com qual dos pais deseja ficar, ou o que ela quer fazer da sua vida nos finais de semana, feriados etc.

No entanto, do ponto de vista técnico da Psicologia Jurídica, a escuta da criança não tem como finalidade transferir a ela a decisão.

É necessário separar opinião pessoal da ciência. Psicologia é ciência e não uma opinião.

Nesse sentido, aparticipação da criança na avaliação psicológica é imprescindível para compreender aspectos relevantes da dinâmica familiar, como:

• vínculos afetivos;
• vivências emocionais no contexto do litígio;
• possíveis situações de sofrimento psíquico;
• indícios de violência ou instrumentalização no conflito parental.

Mas nunca deve ser colocada na posição de decidir demandas dos adultas.

Quando a criança é colocada na posição de escolher entre os pais, corre-se o risco de submetê-la a um conflito de lealdade que pode produzir sentimentos de culpa, medo e intensa pressão emocional e possíveis traumas.

Por essa razão, no âmbito das avaliações psicológicas no sistema de justiça, a escuta da criança integra a análise técnica do caso, mas a decisão permanece sempre sob responsabilidade do juízo, orientada pelo princípio do melhor interesse da criança.

A Psicologia Jurídica, NESSE CONTEXTO, contribui oferecendo elementos técnicos para a compreensão da dinâmica familiar que atravessa o litígio.

Se você gostou desse conteúdo, me siga que aqui compartilho recortes do meu trabalho como psicóloga Jurídica que é uma das minhas paixões e busco atuar com excelência.

Cristiane da Silva Aguirre
Psicóloga CRP 07/35003
Psicóloga Cínica e Jurídica
____

Eu achei tão lindinha as caricaturas que a Letícia e a Ana postaram, que não resisti.Achei a minha uma fofura também.Eu ...
09/02/2026

Eu achei tão lindinha as caricaturas que a Letícia e a Ana postaram, que não resisti.

Achei a minha uma fofura também.

Eu nunca assisto aos stories porque tenho um tempo máximo que estabeleci para permanecer conectada por aqui, mas resolvi flexibilizar um pouco, assistindo daqueles pessoas que admiro e podem acrescentar algo positivo, já me conectei com algo que me fez sentir algo positivo.

É sobre escolher o "ambiente" que estamos inseridas, se é de uma mulher que admiramos, ou de uma influencer que só fará você questionar, suas escolhas, seus corpos e seus valores.

30/01/2026

Hoje comemoro 5 anos no Facebook. Obrigado pelo apoio contínuo de vocês, que foi indispensável para mim. 🙏🤗🎉

Na prática forense, a Psicologia é frequentemente utilizada como meio de prova, especialmente em demandas sensíveis.O qu...
25/01/2026

Na prática forense, a Psicologia é frequentemente utilizada como meio de prova, especialmente em demandas sensíveis.

O que muitos operadores do Direito desconhecem é que a atuação do psicólogo perito e do assistente técnico psicológico não é livre, sendo regulada por normas específicas.

O que acontece é que embora seja obrigação do psicólogo conhecer as resoluções que baseam, regulamentam e orientam sua área de atuação, na prática muitos psicólogos desconhecem as resoluções, e por desconhecimento acabam cometendo uma falta ética.

Mas para você o desconhecimento desses limites pode gerar fragilidades técnicas na prova psicológica utilizada no processo.

Nos próximos conteúdos, abordarei mais sobre esse tema e como ele pode afetar o processo e as vidas envolvidas

A distinção necessária: por que a lógica clínica pode fragilizar a prova técnica?No ambiente jurídico, a precisão é a ba...
22/01/2026

A distinção necessária: por que a lógica clínica pode fragilizar a prova técnica?

No ambiente jurídico, a precisão é a base de uma defesa sólida. No entanto, um equívoco comum ainda persiste: a ideia de que qualquer psicólogo, por sua formação acadêmica, está apto a atuar como assistente técnico em um processo.

A ciência psicológica é vasta, e a transposição direta da clínica para o tribunal ignora um fator crítico: a incompatibilidade de objetivos.

1. A Lógica do Cuidado vs. A Lógica do Judicial

A Psicologia Clínica é fundamentada na aliança terapêutica e no acolhimento. O psicólogo clínico trabalha com e para o paciente.

Já a Psicologia Jurídica atua para o processo. O foco não é o tratamento, mas a análise técnica rigorosa que subsidiará a decisão do magistrado. Seja essa atuação como perita ou como assitente técnica.

2. O Risco do Viéses do profissional
Um profissional habituado ao setting clínico tende, por natureza do seu ofício, a tomar o relato do paciente como verdade subjetiva soberana. No contexto judicial, essa postura pode ser interpretada como parcialidade, comprometendo a credibilidade da assistência técnica e, consequentemente, a estratégia do advogado.
O papel do psicólogo assitente técnico não é acolher, ou ajudar a parte a melhorar das suas dores, e sim realizar um estudo do processo a fim de produzir a possibilidade de ampla defesa com seu conhecimento técnico.

3. Especialidade é Segurança Jurídica
O assistente técnico especializado em Psicologia Jurídica compreende a linguagem do Direito e os limites éticos da atuação pericial ou de assistente técnico. Ele não busca "curar", mas traduzir fenômenos psicológicos em evidências técnicas que respeitem o devido processo legal.

Compreender essas fronteiras não é apenas uma questão ética; é uma estratégia de proteção para o cliente e para o processo. A autoridade técnica nasce da clareza sobre o papel que cada profissional desempenha.

Você já observou como a confusão entre esses papéis pode impactar o andamento de um caso?

____
Cristiane da Silva Aguirre
Psicóloga jurídica e clínica
CRP 07/35003

No contexto das varas de família, a distinção entre conjugalidade e parentalidade é central para a compreensão dos confl...
21/01/2026

No contexto das varas de família, a distinção entre conjugalidade e parentalidade é central para a compreensão dos conflitos que chegam ao Judiciário.

O término do vínculo conjugal frequentemente vem acompanhado de mágoas, ressentimentos e disputas entre os adultos.

Quando esses conflitos passam a orientar decisões parentais, o foco se desloca do melhor interesse da criança e do adolescente, que deve ser o critério central de qualquer intervenção jurídica ou psicológica.

Do ponto de vista da Psicologia Jurídica, a análise não se dirige à disputa entre os ex-cônjuges, mas às condições de exercício das funções parentais, à proteção do desenvolvimento infantil e à preservação dos direitos da criança.

_____
Cristiane da Silva Aguirre
Psicóloga Jurídica e Clínica
CRP 07/35003

No Judiciário, a avaliação psicológica é frequentemente confundida com um instrumento de confirmação de narrativas apres...
20/01/2026

No Judiciário, a avaliação psicológica é frequentemente confundida com um instrumento de confirmação de narrativas apresentadas pelas partes.

Existe uma confusão de que uma avaliação psicológica forense possui o propósito de averiguar quem está falando a verdade, ou qual das partes está certa.

Essa expectativa é tecnicamente inadequada.

A Psicologia atua por meio de inferências técnicas fundamentadas em métodos científicos, respeitando limites éticos e normativos.

Quando esses limites são ultrapassados, a prova psicológica perde força e aumenta o risco jurídico do processo.

___
Cristiane da Silva Aguirre
CRP 07/35003
Psicóloga Perita e Assistente técnica forense.

Fontes técnicas:

Conselho Federal de Psicologia.
Resolução CFP nº 06/2019 – Dispõe sobre a elaboração de documentos escritos produzidos pela(o) psicóloga(o).
Conselho Federal de Psicologia.
Orientações sobre Elaboração de Documentos Escritos – Comentários à Resolução CFP nº 06/2019.
Hutz, C. S. et al. (Org.).
Avaliação Psicológica no Contexto Forense. Artmed.
Conselho Federal de Psicologia.
Referências Técnicas para Atuação em Varas de Família.

No contexto judicial, a Psicologia atua com limites técnicos claramente definidos.A perícia psicológica e a assistência ...
19/01/2026

No contexto judicial, a Psicologia atua com limites técnicos claramente definidos.

A perícia psicológica e a assistência técnica não são equivalentes, não se substituem e não cumprem a mesma finalidade processual.

Enquanto a perícia é determinada pelo juízo, a assistência técnica psicológica é contratada por uma das partes no processo e tem como função a análise crítica e técnica do material psicológico constante nos autos, principalmente sobre o Laudo pericial respeitando os limites éticos, científicos e normativos da profissão.

Seu papel não é realizar uma avaliação psicológica ou produzir um laudo.

A confusão entre esses papéis compromete a validade da prova psicológica e aumenta o risco jurídico do processo.

Conteúdo informativo com base em normativas e literatura técnica da Psicologia Jurídica, visto que ainda existe confusão dos papéis de cada profissional tanto peloa operadores do direito como pelos profissionais de psicologia.

Referências:

Conselho Federal de Psicologia.
Resolução CFP nº 06/2019 – Dispõe sobre a elaboração de documentos escritos produzidos pela(o) psicóloga(o).

Hutz, C. S. et al. (Org.).
Avaliação Psicológica no Contexto Forense. Artmed.

Conselho Federal de Psicologia.
Referências Técnicas para a Atuação de Psicólogas(os) em Varas de Família.
___
Cristiane Aguirre
Psicóloga Jurídica e Clínica.
CRP 07/35003

A memória não é uma câmera fotográfica. Ela pode se modificar ao longo do tempo, especialmente em crianças. Perguntas fe...
10/01/2026

A memória não é uma câmera fotográfica.

Ela pode se modificar ao longo do tempo, especialmente em crianças.

Perguntas fechadas, entrevistas repetidas ou conversas anteriores podem contaminar o relato.

Além disso, muitas vezes a criança responde o que acredita que o adulto deseja ouvir.

Por isso, a entrevista forense deve seguir protocolos internacionais, priorizando a proteção da criança.

A atuação de uma parecerista é essencial, não para “provar a verdade”, mas para avaliar se a entrevista foi conduzida de maneira técnica e ética.

Se você é advogado(a) e atua em casos que envolvem depoimentos de crianças, considere o apoio especializado da psicologia jurídica.

Uma análise técnica pode fazer toda a diferença no processo.

Produzi esse post para orientação sobre o fluxo de contratação dos meus serviços em Psicologia Jurídica.​Diferente de se...
18/12/2025

Produzi esse post para orientação sobre o fluxo de contratação dos meus serviços em Psicologia Jurídica.

​Diferente de serviços padronizados, a psicologia nessa área, exige um tempo de maturação e estudo antes de qualquer definição de valores.

Na ciência, a precisão precede o preço.

​O entendimento de uma demanda é trabalho técnico.

Como aponta a ética da nossa prática, o rigor com o processo começa na forma como ele é acolhido e analisado.

Atuo em todo o território nacional.

​Para solicitações e agendamento de consultas técnicas, o contato deve ser feito via WhatsApp no número 51 99708-5327, ou através do link da bio.

-----
Cristiane da Silva Aguirre
Psicóloga Jurídica
07/35003

Endereço

Rua Drive Flores, 240. Sala 81
Porto Alegre, RS
90020-120

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 07:30 - 21:00
Terça-feira 07:30 - 21:00
Quarta-feira 07:30 - 21:00
Quinta-feira 07:30 - 21:00
Sexta-feira 07:30 - 21:00

Site

http://www.psicologacristianeaguirre.com.br/

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Psicóloga Cristiane Aguirre posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram

Categoria