29/01/2026
A Doença de Dupuytren raramente se apresenta de forma abrupta. Na maioria das vezes, o início é silencioso e progressivo, marcado mais por adaptações funcionais do que por dor, já que se trata de uma condição fibroproliferativa da fáscia palmar, e não de um processo inflamatório agudo.
Isso acontece porque há uma proliferação anormal de fibroblastos e miofibroblastos, com produção excessiva de colágeno, levando ao espessamento e à retração da fáscia palmar. Com o tempo, formam-se nódulos e cordões que tracionam os dedos, mais frequentemente o anelar e o mínimo, limitando a extensão.
A mão pode até seguir funcional, porém com menor liberdade de abertura. Aos poucos, gestos simples passam a ser ajustados ou evitados sem que isso seja claramente percebido, caracterizando um processo gradual de adaptação à perda de mobilidade.
Reconhecer precocemente a Doença de Dupuytren significa identificar essas alterações antes que a contratura se torne fixa, possibilitando intervenções em fases mais favoráveis, reduzindo o risco de deformidades estabelecidas e preservando os movimentos cotidianos e a função da mão.
🔹Dr. William Brasil | CRM 39607 / RQE 34937
🩺 Ênfase em lesões esportivas, crônicas e reabilitação
🖐🏼Residente em Cirurgia da Mão
👨🏻⚕️ Membro da SBOT