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Você conhece alguém que associa toda perda de memória no idoso ao Alzheimer? Então vale compartilhar este post.Existe um...
14/04/2026

Você conhece alguém que associa toda perda de memória no idoso ao Alzheimer? Então vale compartilhar este post.

Existe uma condição ainda pouco conhecida chamada LATE, formalizada em um artigo de consenso publicado na revista Brain, com correspondência liderada pela University of Kentucky.

O LATE é uma doença cerebral associada ao envelhecimento e ao acúmulo anormal da proteína TDP-43, principalmente em áreas ligadas à memória. Ele costuma aparecer em pessoas de idade mais avançada, especialmente acima dos 80 anos.

O ponto mais importante: estudos de autópsia mostram que alterações compatíveis com LATE podem estar presentes em mais de 20% dos indivíduos acima dos 80 anos. Ao mesmo tempo, ele pode causar um quadro de demência com perda de memória que se parece com Alzheimer. E muitas vezes as duas condições coexistem.

Além disso, ainda não temos biomarcadores específicos em vida para identificar o LATE com segurança. Isso dificulta o diagnóstico precoce, a pesquisa e o desenvolvimento de tratamentos mais direcionados.

Na prática, isso nos lembra de algo essencial: nem toda demência no idoso muito longevo é Alzheimer puro. Em alguns casos, pode haver LATE, sozinho ou junto com outras doenças cerebrais.

Fonte: Nelson PT et al. Limbic-predominant age-related TDP-43 encephalopathy (LATE): consensus working group report. Brain, 2019.

13/04/2026

No segundo capítulo da série Manual da Mente, vamos falar da perda auditiva.

Prevenir demência não depende de um único hábito, um exame ou uma decisão isolada. Existe um conjunto de fatores que pode aumentar esse risco ao longo da vida, e muitos deles podem ser identificados e enfrentados.

Por isso, comecei esta série sobre longevidade. A proposta é simples: toda semana, vou trazer um dos 14 fatores de risco modificáveis para demência, explicar de forma clara o que ele significa na vida real e mostrar como famílias e cuidadores podem agir com mais consciência.

A ideia não é gerar culpa nem medo. É transformar informação em cuidado.

No episódio 1, falei sobre escolaridade.
Neste episódio 2, o foco é perda auditiva.

Quando falamos em prevenção de demência, muita gente pensa apenas em memória. Mas o cuidado começa antes.

A perda auditiva é um dos 14 fatores de risco modificáveis para demência. Por isso, não deve ser tratada como algo “normal da idade” e simplesmente ignorada.

Na prática, isso pode aparecer assim:
• aumentar muito o volume da TV
• pedir para repetir toda hora
• responder “hein?” com frequência
• queixa de zumbido
• evitar conversas
• se isolar mais

Esses sinais merecem atenção.

Entre as medidas importantes estão: buscar avaliação profissional quando houver suspeita, considerar aparelho auditivo quando houver indicação e evitar exposição frequente a ruídos nocivos.

Na geriatria, eu reforço muito isso com as famílias: às vezes, cuidar melhor da audição também melhora comunicação, participação e engajamento no dia a dia.

Esse é o espírito da série: olhar para os fatores de risco como uma oportunidade de ação.

Na próxima semana, seguimos com o episódio 3.

11/04/2026

Essa é uma cena curta. Mas extremamente poderosa.

Ver Michael J. Fox e Harrison Ford dividindo esse momento em tela traz uma força que vai muito além da atuação. Existe a ficção, existe o tema abordado, mas existe também a vida real por trás daquela conversa. E é justamente isso que torna tudo tão simbólico, porque o próprio Michael J. Fox tem essa condição.

Quando falamos em Doença de Parkinson, ainda é comum que muitas pessoas associem o diagnóstico apenas à limitação, à perda ou ao medo. Mas essa cena nos lembra de algo essencial: Parkinson não é uma sentença.

O diagnóstico importa, e importa muito.
Porque nomear os sintomas, investigar cedo e buscar acompanhamento faz diferença no cuidado, na autonomia, na segurança e na qualidade de vida.

Mas existe uma mensagem tão importante quanto essa: a vida não se resume ao diagnóstico.

A pessoa continua tendo história, desejos, vínculos, planos, medos, potência e dignidade.
Continua existindo para muito além da doença.

Por isso, o caminho não deve ser o da negação, nem o do desespero.
Deve ser o do cuidado.

Perceber sinais, procurar avaliação médica, entender o que está acontecendo e começar o acompanhamento adequado é uma forma de cuidado consigo mesmo e com quem se ama. Não para reduzir alguém a um rótulo, mas justamente para ampliar possibilidades de viver melhor.

No Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, essa cena nos convida a refletir sobre duas verdades que precisam caminhar juntas:
diagnóstico precoce é importante
e
há vida, sentido e possibilidades depois do diagnóstico.

Falar sobre Parkinson com seriedade, mas sem transformar a doença em sentença, também é uma forma de conscientizar.

07/04/2026

No consultório, eu escuto histórias que não aparecem nos exames, mas pesam no corpo e na alma. Pessoas de 60, 65 anos, trabalhando, resolvendo tudo, cuidando de pais com mais de 90… e se sentindo culpadas por estarem cansadas.

Quero dizer algo com muita clareza: não existe culpa em precisar de um tempo para si. Querer ficar sozinho por um momento não é egoísmo. É sinal de que você está sobrecarregado.

Quando o cuidado não é organizado, ele recai sempre sobre a mesma pessoa. E, aos poucos, quem cuida vai se apagando. A família segue achando que está tudo bem, até o dia em que não está mais.

Organizar o cuidado não é abandonar. É proteger. Proteger quem envelhece e proteger quem está sustentando tudo sozinho há tempo demais.

Se você vive algo parecido, compartilhe este post com alguém da família. Às vezes, essa reflexão é o começo de uma conversa necessária.

E se ninguém te disse isso hoje, eu digo: você também precisa, e merece, cuidado.

06/04/2026

Hoje eu quero te apresentar uma nova série que vai começar por aqui: o Manual da Mente.

Criei essa série porque falar sobre demência de forma solta, sem contexto, costuma gerar medo, confusão e muita desinformação. E esse não é um tema que deve ser tratado assim.

A proposta do Manual da Mente é trazer informação de forma clara, prática e acessível sobre a saúde do cérebro ao longo da vida, sempre olhando para a realidade de quem envelhece, de quem cuida e de quem convive com idosos na rotina.

Essa série nasce a partir das informações apresentadas pela Lancet Commission on dementia, que reuniu 14 fatores de risco modificáveis para demência. Ou seja: fatores que merecem atenção porque podem influenciar o risco ao longo da vida.

A partir de agora, todas as semanas, vou trazer conteúdos dentro dessa série para destrinchar esse tema com mais profundidade. A ideia não é só listar fatores. É explicar, com calma, o que cada ponto significa, por que ele importa e como devemos olhar para isso dentro da geriatria, da prevenção e do envelhecimento saudável.

E começamos hoje pelo episódio 1: educação.

Quando a comissão cita níveis mais baixos de educação como um dos fatores de risco, ela não está falando de culpa, julgamento ou destino. O que esse ponto ajuda a entender é que a saúde do cérebro também se relaciona com estímulo cognitivo ao longo da vida.

O próprio relatório reforça a importância da educação de qualidade na infância e da atividade cognitiva na meia-idade. Isso amplia a conversa e mostra que cuidar do cérebro não começa só quando aparecem falhas de memória.

Para quem é familiar, cuidador ou acompanha o envelhecimento de alguém de perto, esse raciocínio é muito importante. Mesmo quando não é possível mudar o passado, ainda faz sentido olhar para o presente e pensar em formas de manter a mente mais estimulada no dia a dia.

Esse primeiro post abre a porta dessa conversa.

E, nos próximos capítulos do Manual da Mente, vou seguir aprofundando esse tema de forma didática, humana e conectada com a vida real.

Nesta Páscoa, eu queria te convidar a olhar para o envelhecimento com mais profundidade.Vivemos em uma cultura que muita...
05/04/2026

Nesta Páscoa, eu queria te convidar a olhar para o envelhecimento com mais profundidade.

Vivemos em uma cultura que muitas vezes fala da idade apenas pelo lado das perdas. Mas há uma verdade que merece ser dita com mais frequência: envelhecer é um privilégio.

Nascer é uma possibilidade, viver é um risco, e envelhecer é um privilégio.

Chegar à maturidade, atravessar fases, acumular memórias, construir uma família, ver filhos crescerem, acompanhar netos, manter tradições, sentar à mesa em datas especiais — tudo isso carrega um valor enorme.

A Páscoa também nos lembra sobre renovação, esperança e sentido. E, para muitas famílias, ela é uma oportunidade de pausa em meio à correria para viver o que realmente importa: presença.

Para quem está envelhecendo, talvez esse seja um bom momento para lembrar que sua história tem valor, que sua presença marca a família e que ainda há muito a viver com significado.

Para quem cuida dos pais ou dos avós, essa também pode ser uma oportunidade de trocar a pressa pela presença. Nem sempre são os grandes eventos que permanecem na memória. Muitas vezes, são os gestos simples: o almoço em família, a conversa sem celular, a receita repetida de geração em geração, a foto tirada sem motivo especial.

Criar memórias em família não exige perfeição. Exige disponibilidade, intenção e afeto.

Nesta Páscoa, mais do que organizar a mesa, talvez valha a pena organizar o olhar:
menos foco nas limitações do tempo, mais valorização da vida que foi construída até aqui.

Porque, no fim, envelhecer bem também tem a ver com isso:
ser lembrado, ser incluído, ser amado e continuar pertencendo.

Que esta Páscoa traga mais encontros verdadeiros, conversas importantes e memórias que mereçam ser guardadas.

Feliz Páscoa.

02/04/2026

Conhece alguém que ainda acredita que um alimento sozinho previne demência? Compartilha este post.

Esses dias, revisando artigos científicos para preparar minhas aulas, me deparei com um estudo de 27 de janeiro de 2026 que muita gente resumiu assim:
“Comer mais queijo reduz o risco de demência”.

O problema não está exatamente no estudo. Está na interpretação apressada.

O trabalho acompanhou mais de 27 mil pessoas na Suécia por cerca de 25 anos e encontrou uma associação estatística entre maior consumo de queijo com alto teor de gordura e menor incidência de demência ao longo do tempo.

Mas aqui está o ponto central:
isso não significa que o queijo previna demência.

📊 Trata-se de um estudo observacional. Esse tipo de estudo observa padrões, mas não prova causa e efeito. Ele não permite afirmar que foi o queijo o responsável pelo menor risco.

Além disso, existem limitações importantes:
• A alimentação foi avaliada no início do estudo, mas pode ter mudado ao longo de décadas
• Outros fatores podem influenciar o resultado, como escolaridade, estilo de vida e contexto social
• Os dados vêm de uma população específica, com hábitos alimentares próprios
• Associação não é o mesmo que proteção

A nutrição já passou várias vezes por esse ciclo: café, ovo, gordura, vinho… primeiro vilões, depois “milagrosos”. Nenhuma dessas leituras simplificadas é correta.

Nenhum alimento isolado previne demência.

O que realmente importa na saúde do cérebro é o conjunto: controle de fatores cardiovasculares, atividade física regular, estímulo cognitivo, vínculos sociais, sono adequado e acompanhamento médico ao longo da vida.

Ciência séria exige contexto, não manchete.

Hoje é 1º de abril, então eu quis trazer um conteúdo mais leve, divertido e cheio de identificação.Porque toda família t...
01/04/2026

Hoje é 1º de abril, então eu quis trazer um conteúdo mais leve, divertido e cheio de identificação.

Porque toda família tem uma dessas histórias.

Aquelas pequenas “mentiras de vô” que quase nunca convencem de verdade, mas sempre rendem risada e viram assunto por muito tempo.

E a graça, muitas vezes, nem está na desculpa em si.

Está no jeito de contar.

Na calma, na convicção e naquela naturalidade de quem fala como se ninguém fosse desconfiar de nada.

É engraçado, claro.

Mas também é afetivo.

Porque essas cenas simples acabam virando memória.

São histórias que a família repete depois com carinho, com sorriso e com aquela sensação boa de lembrar de quem tem um jeito único de ser.

No fim, essas escapadas do cotidiano também mostram personalidade, espontaneidade e um pouco da liberdade de quem quer viver o dia do seu próprio jeito.

E isso tem valor. ❤️

Em tempos em que tudo passa tão rápido, talvez a gente devesse prestar mais atenção justamente nesses pequenos momentos.

Porque, muitas vezes, não são os grandes acontecimentos que ficam.

São essas cenas comuns, engraçadas e cheias de vida que acabam se transformando em memória afetiva.

Então me conta aqui: qual “mentira de vô” virou clássica na sua família?

31/03/2026

Compartilhe este post com alguém que sempre “fica” enquanto os outros vão. Talvez essa pessoa nunca tenha conseguido colocar isso em palavras.

O período de férias costuma escancarar um dilema silencioso para muitos cuidadores: ficar com a própria família ou assumir, sozinho, o cuidado de um idoso.

• A culpa de sair.
• O peso de ficar.
• A sensação de estar sempre devendo algo a alguém.

Cuidar é um ato de amor, mas não pode ser um ato solitário.
Quando não existe divisão, planejamento e conversa, o cuidado vira sobrecarga, emocional e física.

Lembre: quem cuida também precisa ser cuidado.

30/03/2026

Quando falamos em Alzheimer, muitas pessoas pensam apenas em perda de memória. Mas, na prática, eu preciso dizer com muita clareza: o Alzheimer não afeta só uma pessoa. Ele atravessa a vida de toda a família.

O diagnóstico é feito em um paciente, mas o impacto chega em todos ao redor. Aos poucos, a doença pode comprometer memória, linguagem, raciocínio, humor, comportamento e autonomia.

E, junto com essas mudanças, a família também vai mudando. Muda a rotina da casa, mudam os papéis, mudam as responsabilidades e, muitas vezes, muda até a forma como as pessoas se relacionam entre si.

É comum que esse processo venha acompanhado de medo, tristeza, insegurança e sobrecarga. Muitas famílias não sofrem apenas por ver alguém querido adoecer, mas também por tentar entender como cuidar, como se adaptar e como seguir em frente diante de tantas mudanças.

Por isso, eu sempre reforço: olhar para o Alzheimer de forma humana é entender que o cuidado não deve ser direcionado apenas ao paciente. A família e os cuidadores também precisam de acolhimento, orientação e apoio.

O Alzheimer não tem cura, mas tem tratamento. Medicamentos podem ajudar a aliviar ou retardar a progressão dos sintomas. Terapias cognitivas, mudanças no estilo de vida e acompanhamento multidisciplinar também fazem parte desse cuidado. Mas existe um ponto que nunca deveria ser esquecido: ninguém deveria carregar esse processo sozinho.

🫶 Cuidar de alguém com Alzheimer também exige cuidado com quem está ao lado, sustentando a rotina, oferecendo presença e tentando ser forte todos os dias. Buscar informação confiável, apoio e acompanhamento faz diferença não só na vida do paciente, mas na saúde emocional de toda a família.

📌 Porque, no fim, Alzheimer não é uma doença vivida de forma individual. É uma experiência que atinge a casa inteira, e que precisa ser enfrentada com conhecimento, sensibilidade e rede de apoio.

Envelhecer bem também passa por manter o corpo em movimento. E um dado chama atenção: idosos que têm cachorro podem cami...
26/03/2026

Envelhecer bem também passa por manter o corpo em movimento. E um dado chama atenção: idosos que têm cachorro podem caminhar mais do que aqueles que não têm.

Uma pesquisa conduzida pela Glasgow Caledonian University, pela University of Lincoln e pelo WALTHAM Centre for Pet Nutrition, e publicada na revista BMC Public Health, mostrou que donos de cães com 65 anos ou mais caminharam mais de 20 minutos extras por dia, em ritmo moderado. Ao longo da semana, esse tempo adicional pode até ajudar a alcançar a recomendação de atividade física da Organização Mundial da Saúde.

Isso é relevante porque, com o passar dos anos, é natural que o ritmo diminua. Por isso, encontrar estímulos reais e sustentáveis para se manter ativo faz diferença. E o cachorro pode ter exatamente esse papel: transformar a caminhada em parte da rotina.

Outro ponto interessante é que os donos de cães também apresentaram menos períodos contínuos sentados. Ou seja, além de caminhar mais, tendem a interromper mais o tempo parado ao longo do dia. Não se trata apenas de companhia. Em muitos casos, o cachorro funciona como motivação concreta para sair de casa, manter regularidade e seguir em movimento.

🐶 Esse é um ponto importante na velhice: atividade física não precisa começar em grandes planos. Muitas vezes, ela começa em um compromisso simples, diário e possível de manter.

Os pesquisadores ainda destacam que esse hábito pode contribuir para a saúde, para a manutenção da atividade física por mais tempo e para aspectos ligados à qualidade de vida. Também levantam a possibilidade de benefícios para cognição e longevidade.

No fim, o recado é simples: para muitos idosos, ter um cachorro pode significar mais do que afeto. Pode significar mais caminhada, menos sedentarismo e mais estímulo para permanecer ativo.

Quando falamos em atividade física na velhice, muita gente pensa apenas em academia, treino pesado ou algo difícil de co...
24/03/2026

Quando falamos em atividade física na velhice, muita gente pensa apenas em academia, treino pesado ou algo difícil de começar. Mas não é assim. Atividade física também está nas ações do dia a dia: caminhar até o mercado, subir e descer escadas, varrer a casa, dançar, cuidar das plantas, passear com o cachorro. Tudo isso é movimento e tudo isso conta.

O problema é que o comportamento sedentário, com o passar dos anos, cobra um preço alto. Aos poucos, a pessoa pode perder força, equilíbrio, disposição e funcionalidade. E aquilo que parecia simples começa a exigir ajuda: levantar, caminhar, tomar banho, sair de casa, manter a própria rotina.

É por isso que eu gosto de reforçar esse ponto: quem se movimenta mais tende a preservar melhor a independência, a autonomia e a qualidade de vida.

🟡 E não precisa começar perfeito. Qualquer atividade, no tempo e no lugar em que for possível, já é melhor do que ficar parado. O hábito se constrói aos poucos.

🟡 Outro ponto fundamental: não existe “idade certa” para se beneficiar do exercício. Mesmo quem foi sedentário a vida inteira pode começar, desde que com segurança, respeitando sua condição de saúde e sua realidade.

No envelhecimento, atividade física não é só sobre condicionamento. É sobre continuar conseguindo viver a própria vida com mais liberdade.

Se esse conteúdo fez sentido para você, compartilhe com alguém que precisa ler isso.

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Porto Alegre, RS

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