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Receber o diagnóstico de Esclerose Múltipla não é um ponto final na sua trajetória profissional. É, na verdade, um convi...
01/05/2026

Receber o diagnóstico de Esclerose Múltipla não é um ponto final na sua trajetória profissional. É, na verdade, um convite para recalcular a rota com mais estratégia.

Trabalhar com uma doença crônica exige priorizar a funcionalidade. Isso significa trocar o esgotamento por pausas planeadas, conhecer os seus direitos e, se necessário, ajustar o formato da sua jornada para proteger o seu sistema nervoso.

Convivo com a EM desde 2003 e aprendi que o segredo não está em parar, e sim em adaptar. O seu valor técnico e a sua experiência permanecem intactos; apenas o ritmo precisa de uma nova gestão.

Se você sente que a carreira está pesando, talvez o problema não seja a sua competência, mas a falta dos ajustes necessários para a sua nova realidade.

E por aí: como você tem adaptado a sua rotina de trabalho?

“E se eu tiver um surto amanhã?” “E se o remédio parar de fazer efeito?”Se você convive com a Esclerose Múltipla, sabe q...
30/04/2026

“E se eu tiver um surto amanhã?” “E se o remédio parar de fazer efeito?”

Se você convive com a Esclerose Múltipla, sabe que a incerteza pode ser uma companhia frequente. No entanto, muitas vezes entramos em um ciclo de ansiedade que consome mais energia do que a própria doença.

De acordo com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o que nos mantém presos ao medo não é apenas o diagnóstico, mas a forma como reagimos a ele. Quando evitamos situações ou buscamos garantias constantes, sinalizamos ao nosso cérebro que estamos em perigo iminente. O resultado? Mais ansiedade e menos autonomia.

Como alguém que gerencia a EM há mais de duas décadas, eu te garanto: quebrar esse ciclo é uma decisão estratégica de saúde. Tratar a ansiedade é garantir que o estresse não se torne um gatilho para o agravamento do seu quadro clínico.

Você não precisa carregar o peso do futuro sozinha. O suporte especializado serve para te ensinar a ler os sinais do seu corpo sem o filtro do pânico.

Você se reconheceu em alguma etapa desse ciclo? Vamos conversar sobre como quebrar essa engrenagem!

Beth Gomes é a prova viva de que o diagnóstico de Esclerose Múltipla não precisa ser uma sentença de estagnação.Conviven...
22/04/2026

Beth Gomes é a prova viva de que o diagnóstico de Esclerose Múltipla não precisa ser uma sentença de estagnação.

Convivendo com a EM desde a década de 90, ela continua acumulando recordes mundiais e medalhas. Enquanto muitos olham para a cronicidade como um limite intransponível, Beth olha para ela como uma condição que exige gestão, disciplina e técnica.

Como psicóloga que também convive com a EM há mais de duas décadas, vejo na Beth o que sempre defendo no consultório: o protagonismo através da funcionalidade. A trajetória dela não é sobre um evento isolado, é sobre o reflexo de anos cuidando da base — do corpo e da mente.

Não importa em que fase da jornada você está. O objetivo não é necessariamente o esporte de alto rendimento, mas garantir que a doença não governe os seus passos. Sempre existe algo que pode ser fortalecido e aprimorado.

A história da Beth Gomes te faz repensar os seus limites hoje? Vamos conversar sobre o seu próximo passo nos comentários. 👇

O diagnóstico de Esclerose Múltipla traz consigo um novo vocabulário que, muitas vezes, assusta mais do que esclarece.En...
17/04/2026

O diagnóstico de Esclerose Múltipla traz consigo um novo vocabulário que, muitas vezes, assusta mais do que esclarece.

Entender alguns termos utilizados no dia a dia é o primeiro passo para o seu protagonismo. Quando você compreende a linguagem do médico e do laudo, o medo diminui e a sua capacidade de gerenciar a própria saúde aumenta.

Convivo com a EM desde 2003 e sei que a informação correta é a nossa melhor ferramenta de proteção. Este guia foi feito para você e para sua rede de apoio, para que ninguém mais se sinta perdido em meio ao “mediquês”.

Conhecimento é manejo.

Qual desses termos mais te confundiu no início? Vamos conversar!

Afinal, quanto custa ter uma doença crônica no Brasil?A resposta honesta é: custa muito. Como psicóloga e como alguém qu...
14/04/2026

Afinal, quanto custa ter uma doença crônica no Brasil?

A resposta honesta é: custa muito. Como psicóloga e como alguém que vive esse diagnóstico há mais de duas décadas, eu conheço o peso dessa planilha. São exames, consultas, fisioterapia, nutricionista e o tempo precioso que a doença nos toma.

No entanto, existe um erro comum na gestão dessa conta: olhar para o suporte emocional como um gasto opcional.

Ignorar a carga mental do diagnóstico é a forma mais rápida de ver todo o seu esforço financeiro escorrer pelo ralo. O estresse crônico não é apenas um sentimento, mas um gatilho clínico que impacta diretamente a sua funcionalidade e a progressão da incapacidade.

A negligência tem um preço que não se paga em parcelas: ele chega de uma vez só na perda de autonomia.

Investir em psicoterapia especializada é garantir que você tenha as ferramentas necessárias para sustentar o tratamento a longo prazo sem desmoronar. É sobre proteger a sua capacidade de ser o gestor da sua própria vida, apesar do diagnóstico.

Você tem olhado para o seu cuidado como um gasto ou como a estratégia que garante a sua funcionalidade de amanhã? 👇

Entre em contato! Posso te ajudar com isso.

Em 2003, recebi o diagnóstico de Esclerose Múltipla e um prognóstico que tentava limitar o meu futuro. Vinte e três anos...
09/04/2026

Em 2003, recebi o diagnóstico de Esclerose Múltipla e um prognóstico que tentava limitar o meu futuro. Vinte e três anos depois, o cenário é outro: eu estava no palco do II MScience Woman, em São Paulo, transformando cada ano dessa jornada em ciência, voz e acolhimento.

A convite da Novartis Brasil, tive a honra de palestrar para uma plateia de médicos neurologistas sobre um pilar inegociável do tratamento: “Saúde Mental na Mulher com EM: Reconhecer, Cuidar e Acolher”.

Estar ali, ao lado de referências internacionais como a Dra. Kristen Krysko, foi um marco na minha carreira. Foi o reconhecimento técnico de que a psicologia não é um “extra” no tratamento da EM — ela é estratégica.

Minha mensagem para a comunidade médica foi clara e baseada em evidências:

✨ O sofrimento emocional na EM é clínico e real. Ele impacta diretamente a adesão ao tratamento e a progressão da incapacidade neurológica.

✨ A mulher com EM enfrenta desafios únicos. Oscilações hormonais e a sobrecarga da “tripla jornada” geram um estresse invisível que os exames de imagem não captam, mas que o corpo sente.

✨ Tratar a saúde mental é neuroproteção. É dar voz e força a quem enfrenta a EM todos os dias. No consultório ou no palco, meu compromisso é olhar para a mulher além da doença.

Saio deste evento com a certeza de que a integração do cuidado biopsicossocial é o único caminho para a verdadeira qualidade de vida. Não existe saúde sem saúde mental!

🚀 Um marco inesquecível. Gratidão pela oportunidade e a todos que acompanham o meu trabalho aqui no @‌euvivobempontocom. 🧡

Hoje é o Dia Mundial da Saúde, e uma dúvida frequente por aqui é se é possível ser saudável após o diagnóstico de uma do...
07/04/2026

Hoje é o Dia Mundial da Saúde, e uma dúvida frequente por aqui é se é possível ser saudável após o diagnóstico de uma doença crônica.

A resposta curta (e até meio óbvia) é: sim. Mas precisamos atualizar o que você entende por “saúde”.

Saúde não é o silêncio absoluto do corpo ou a inexistência de uma patologia... Entende? Para quem convive com uma doença crônica, saúde é funcionalidade. É a capacidade de trabalhar, de se relacionar e de viver com qualidade, apesar das cicatrizes neurológicas.

Eu convivo com a EM desde 2003. Minha estabilidade clínica de mais de 10 anos não é fruto de “sorte” ou “pensamento positivo”, e sim fruto de um protocolo rigoroso de autocuidado que inclui musculação, corrida, alimentação estratégica e, acima de tudo, psicoterapia especializada para manter a regulação emocional sob controle.

Saúde é o que você faz com o que o diagnóstico te trouxe. É trocar a passividade pela estratégia.

Para você, hoje, o que significa ter saúde? Vamos ressignificar esse conceito nos comentários. 👇

Hoje é 1º de abril, o “dia da mentira”, mas para quem convive com uma doença crônica, algumas frases que ouvimos parecem...
01/04/2026

Hoje é 1º de abril, o “dia da mentira”, mas para quem convive com uma doença crônica, algumas frases que ouvimos parecem piada de mau gosto o ano inteiro. 🤥

Muitas vezes, por falta de conhecimento, as pessoas reproduzem ideias que, em vez de ajudar, geram sobrecarga, culpa e isolamento. No carrossel de hoje, listei 3 grandes mentiras que costumam cercar as condições crônicas de saúde.

O objetivo? Trazer luz para o que é real. 💡

A maior verdade de todas é que você não precisa carregar o peso de “parecer bem” o tempo todo para que seus sintomas sejam validados. Viver com uma condição crônica não é uma questão de “falta de força de vontade” ou de “pensamento negativo”. É um processo complexo que envolve manejo biológico e adaptação psicológica.

✨ Dica de ouro: É aqui que a ciência faz a diferença. Abordagens como a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) são ferramentas fundamentais para ajudar você a filtrar essas “mentiras” sociais. Elas permitem focar no que realmente funciona para a sua qualidade de vida, promovendo flexibilidade psicológica e estratégias de manejo baseadas em evidências, e não em palpites.

Viver bem com uma doença crônica é possível quando trocamos os mitos pelo suporte adequado.

👇 Qual dessas frases você mais ouve por aí? Ou qual outra “mentira” você acrescentaria nessa lista? Vamos conversar nos comentários.

Muita gente me pergunta como consigo manter a rotina de trabalho e a funcionalidade convivendo com a Esclerose Múltipla ...
31/03/2026

Muita gente me pergunta como consigo manter a rotina de trabalho e a funcionalidade convivendo com a Esclerose Múltipla desde 2003. A resposta não está em uma “fórmula mágica” ou em ter nascido com uma força de vontade inabalável.

A resposta está na construção de uma rotina inegociável.

A minha rotina não é um “estilo de vida fit”. É um protocolo técnico e, acima de tudo, um ato de amor-próprio pela minha saúde física e mental.

Quando eu pratico musculação, corrida ou yoga, o objetivo não é estético. Essas são intervenções fundamentais para sinalizar ao meu sistema nervoso que o corpo precisa se manter ativo. Isso ajuda na modulação da inflamação, estimula a neuroplasticidade e é essencial para a minha regulação emocional.

Da mesma forma, a minha alimentação não é uma restrição punitiva. Ela é desenhada para me dar a energia necessária para driblar a fadiga ao longo do dia.

A disciplina não é sobre ser inflexível, mas sobre entender que essa rotina é o que me protege. É o que me permite ser a psicóloga que atende, a mulher que vive e a pessoa que constrói o próprio caminho.

Mas agora, em vez de se cobrar de forma cruel, a pergunta que eu te convido a fazer é: o que você pode fazer hoje, por menor que seja, para proteger a sua funcionalidade de amanhã?

Eu posso te ajudar a construir uma rotina mais saudável.

Entre em contato comigo.

A solidão que acompanha a Esclerose Múltipla não significa falta de amor ou de companhia. Significa que, por mais que as...
26/03/2026

A solidão que acompanha a Esclerose Múltipla não significa falta de amor ou de companhia. Significa que, por mais que as pessoas ao seu redor tentem ser empáticas, elas esbarram no limite das próprias vivências. Elas não sentem o peso da sua fadiga nem a instabilidade do seu amanhã.

Eu sei disso porque também percorro esse caminho. E sei o quanto é exaustivo ter que ser a “explicadora oficial” da própria condição quando tudo o que a gente mais quer é descansar.

Mas a saída disso tudo não é se fechar, e sim, redirecionar a sua energia.

Busque suporte onde você não precisa traduzir o que sente. Cercar-se de profissionais e pares que compreendem a sua doença é uma decisão de autocuidado.

O diagnóstico pode ter sido um evento solitário, mas a construção da sua nova rotina não precisa ser. 🧡

Entre em contato pelo link na bio.

Como a Esclerose Múltipla se comporta à medida que os anos passam? 🤔Um estudo importante publicado na Multiple Sclerosis...
24/03/2026

Como a Esclerose Múltipla se comporta à medida que os anos passam? 🤔

Um estudo importante publicado na Multiple Sclerosis Journal acompanhou grupos de mulheres por décadas para entender como o envelhecimento impacta a vida de quem convive com a EM.

Aqui estão os 3 pontos principais que você precisa saber:

1️⃣ O corpo sente mais que a mente: O estudo mostrou que a função física tende a declinar de forma mais rápida com a idade. Por isso, manter a mobilidade e a fisioterapia em dia é um investimento para o seu "eu" do futuro.

2️⃣ Resiliência mental: A boa notícia? A saúde mental e o bem-estar emocional mostraram-se muito mais estáveis! Isso mostra a incrível capacidade de adaptação e resiliência de quem enfrenta a jornada da EM.

3️⃣ Atenção à memória: Pequenos esquecimentos podem se tornar mais comuns com o tempo. Estimular o cérebro com leitura, novos aprendizados e vida social é fundamental.

O envelhecimento é inevitável, mas entender como ele interage com a EM nos ajuda a focar no que realmente importa: prevenção e qualidade de vida. 🛡️✨

Você sente que sua rotina de cuidados mudou com o passar dos anos? Comenta aqui embaixo! 👇

Referência: Cortese M, et al. Aging with multiple sclerosis: A longitudinal study of physical function, mental health, and memory in two cohorts of US women. Mult Scler. 2022.

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