04/02/2026
ontem eu quase chorei de felicidade enquanto corria. hoje acordei murchinha 🥀
ontem senti meu corpo pleno, potente, em expansão. hoje acordei preocupada com meu peso, me sentindo feia, e od1ando pra todas as marcas que ele carrega da minha história
as coisas mudam rápido e eu nunca me acostumo. eu sei que um dia ruim não dura pra sempre. um dia bom também não. acho que o que cansa é ver que mesmo depois de tanto trabalho minha história — e todo esse ód1o que eu aprendi a nutrir por mim — não dão trégua
eu posso ser capaz de qualquer coisa, mas no fim do dia (um que foi rum, especialmente) parece que tudo se resume a isso: o quanto meu corpo é padrão ou não
eu luto há anos contra um padrão de pensamentos e comportamentos sustentados por esse od1o, e esse ano eu coloquei como meta “cuidar de mim como uma mãe amorosa cuida de um filho”
— e aparentemente nenhum desses comportamentos do padrão é algo que uma mãe amorosa faria com seu filho
então hoje, nesse dia que começou ruim, me pergunto: “como uma mãe amorosa cuidaria de um filho que acordou ‘murcho?”
acho que a resposta é nutrindo ele com amor. e meu desafio hoje é engajar em coisas que me nutram, não que me machuquem mais ou me punam
fazer o que importa pra mim, ainda que as condições não sejam ideais.
✨🖤