20/03/2026
Devemos nos importar com os mitos e estudá-los, porque eles não são apenas histórias antigas, são mapas da alma humana.
Nos mitos, encontramos a forma como gregos e romanos compreendiam o mundo, a vida, o sofrimento e o destino. Seus deuses não eram perfeitos: amavam, traíam, lutavam, erravam. E é justamente nisso que se aproximam de nós. Ao narrar feitos de heróis, forças divinas e tragédias humanas, os mitos revelam padrões profundos da experiência psíquica, aquilo que Jung chamou de arquétipos.
O herói que enfrenta provas impossíveis, a deusa ferida, o velho sábio, a sombra destrutiva, todos esses personagens vivem também dentro de nós. Os mitos organizam essas imagens em narrativas que dão sentido ao caos da existência, oferecendo linguagem simbólica para aquilo que, muitas vezes, não conseguimos dizer diretamente.
Mais do que registros de uma visão de mundo antiga, os mitos são espelhos atemporais. Eles mostram como as culturas clássicas viam a si mesmas, mas, sobretudo, revelam como o ser humano, em qualquer época, tenta compreender sua própria condição.
Estudar mitos, portanto, não é olhar para trás. É aprofundar o olhar para dentro. 🙏🦋🌹
Imagem Zeus no Olimpo
Rubem Paz, Psicólogo – CRP 07/21661, Analista Junguiano, membro do IJRS e AJB, bem como da International Association for Analytical Psychology (IAAP) – (Zurique/Suíça) e Agricultor Familiar Orgânico
Atendimentos on-line e presencial, consultório sito Av Getúlio Vargas, 1157, Conjunto 1310, Menino Deus, Porto Alegre, RS
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