14/01/2026
Existe uma distância sutil entre aquilo que eu digo ser verdade e a forma como realmente vivo. O que eu conto costuma ser bem organizado, dá sentido à dor, explica, justif**a. É a história que aprendi a sustentar ao longo do tempo.
Já a vida real não aparece no discurso. Ela se mostra nos padrões que se repetem, nas escolhas que permanecem as mesmas, nos vínculos que adoecem, nos sintomas que insistem em aparecer.
Muitas vezes, eu acredito plenamente na versão que conto sobre mim. E é aí que mora o engano. Entender não signif**a integrar. Dar nome às coisas não é o mesmo que transformá-las.
Na prática clínica, o ponto de virada costuma surgir de uma pergunta simples e honesta: se tudo isso que eu digo fosse verdade na minha vida, eu estaria vivendo exatamente o que vivo hoje?
A realidade não acusa nem confronta. Ela apenas revela. E talvez o trabalho mais profundo seja alinhar, com cuidado e responsabilidade, o que eu digo sobre mim com aquilo que sustento nas minhas escolhas.
Porque a vida não responde ao que eu compreendo, mas ao que faço, de fato, com esse entendimento.
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