09/04/2022
O fascínio do ser humano pelos indivíduos competitivos atravessa séculos. Seja no esporte, nos estudos ou em qualquer outra área o melhor nos fascina. Trabalho preparando estudantes e alguns atletas e escuto frases do tipo: enquanto eu não tiver o controle total dessa matéria não vou estar seguro, ainda não consigo fazer aquele movimento da maneira que eu quero…
Frases desse tipo me assustavam no começo. Hoje, não mais. Passei a entender que a determinação desse tipo de indivíduo é diferente e eu preciso ajudá-lo a lidar com as consequências que isso acarretará em suas vidas.
A principal diferença entre indivíduos altamente competitivos e os não é a forma como eles lidam com as derrotas. Sim, isso mesmo. É nesse momento que ele assume integralmente a responsabilidade por tudo que aconteceu.
Não existe “os outros “. Existe “eu”. Apenas “eu”. Eu preciso melhorar ali, eu preciso melhorar lá, eu preciso melhorar acolá. E essa diferença é gigantesca entre indivíduos competitivos e os não. Há uma tendência entre os não competitivos de colocar a culpa em terceiros. E isso é extremamente prejudicial, pois acaba atrasando seu desenvolvimento.
Tom Brady, no seu documentário, diz: “Você não precisa ser o melhor! Você só precisa ter vontade e determinação.” Isso sobra nos indivíduos competitivos.
Todos podemos nos tornar um indivíduo competitivo? Acredito que sim. Mas passa por suportar um árduo processo de treinamento e o mais difícil: suportar as críticas de um feedback complexo. Indivíduos competitivos entendem o feedback como uma forma de melhorar. Os não competitivos como uma crítica destrutiva e isso atrasa, e muito, a sua evolução.
É possível tornar-se competitivo. Mas depende de uma decisão altamente amadurecida. Não basta dizer “eu quero”. É preciso demonstrar diariamente através de atitudes no campo de provas. E isso é extremamente complexo.