Daniel Guzinski

Daniel Guzinski Médico, especialista em psiquiatria, especialista em grupos

O fascínio do ser humano pelos indivíduos competitivos atravessa séculos. Seja no esporte, nos estudos ou em qualquer ou...
09/04/2022

O fascínio do ser humano pelos indivíduos competitivos atravessa séculos. Seja no esporte, nos estudos ou em qualquer outra área o melhor nos fascina. Trabalho preparando estudantes e alguns atletas e escuto frases do tipo: enquanto eu não tiver o controle total dessa matéria não vou estar seguro, ainda não consigo fazer aquele movimento da maneira que eu quero…

Frases desse tipo me assustavam no começo. Hoje, não mais. Passei a entender que a determinação desse tipo de indivíduo é diferente e eu preciso ajudá-lo a lidar com as consequências que isso acarretará em suas vidas.

A principal diferença entre indivíduos altamente competitivos e os não é a forma como eles lidam com as derrotas. Sim, isso mesmo. É nesse momento que ele assume integralmente a responsabilidade por tudo que aconteceu.

Não existe “os outros “. Existe “eu”. Apenas “eu”. Eu preciso melhorar ali, eu preciso melhorar lá, eu preciso melhorar acolá. E essa diferença é gigantesca entre indivíduos competitivos e os não. Há uma tendência entre os não competitivos de colocar a culpa em terceiros. E isso é extremamente prejudicial, pois acaba atrasando seu desenvolvimento.

Tom Brady, no seu documentário, diz: “Você não precisa ser o melhor! Você só precisa ter vontade e determinação.” Isso sobra nos indivíduos competitivos.

Todos podemos nos tornar um indivíduo competitivo? Acredito que sim. Mas passa por suportar um árduo processo de treinamento e o mais difícil: suportar as críticas de um feedback complexo. Indivíduos competitivos entendem o feedback como uma forma de melhorar. Os não competitivos como uma crítica destrutiva e isso atrasa, e muito, a sua evolução.

É possível tornar-se competitivo. Mas depende de uma decisão altamente amadurecida. Não basta dizer “eu quero”. É preciso demonstrar diariamente através de atitudes no campo de provas. E isso é extremamente complexo.

“Espera, vou chorar p***a!”- Espera, vou chorar p***a!- E qual o problema?- Eu sou ogra!- Chorar na frente de alguém sig...
08/04/2022

“Espera, vou chorar p***a!”

- Espera, vou chorar p***a!
- E qual o problema?
- Eu sou ogra!
- Chorar na frente de alguém significa confiança, que temos intimidade, não há problema algum
- Por que eu não resolvo meus problemas então?

Há, indiscutivelmente, diálogos inesquecíveis no consultório. Todos permeados por situações que envolvam dramas particulares. Na maioria das vezes, amores ou desamores. Situações do cotidiano que merecem um olhar mais atento.

Maria é o nome fictício da paciente que usarei no meu próximo livro. E será o nome da paciente desse post.

Maria estava contando a maneira que não conseguia lidar com seu relacionamento atual. Que tinha profunda dificuldade de expressar suas emoções para o namorado. E isso, obviamente, era motivo de discussões e conflitos.

Seu namorado reclamava de muitas coisas. Principalmente, que seu ex-namorado ainda fazia parte do círculo de amigos. Ela me justificou, em lágrimas, que ele não significava nada. Mas não conseguia dizer isso para o atual namorado.

Argumentei que seu choro era de confiança em mim e de tristeza pela situação que ela estava vivendo. Que ela precisava treinar a fala e tentar mudar esse comportamento. Perguntei o que ela faria se fosse contrária a situação, - não faria nada, não dou bola!

Disse para ela que ela “não dava bola”. Ela baixou a cabeça e chorou.

Mudar um comportamento talvez seja uma da tarefas mais difíceis para todos nós. Ainda mais quando envolve emoções e relacionamentos. Diante da nossa fragilidade ficamos ainda mais vulneráveis. Devemos tentar. Devemos nos colocar no lugar do outro. Seria isso um exercício de empatia?

Maria saiu da sessão sorrindo. Talvez tenha feito um exercício diferente, o de se colocar no lugar do outro. E isso tenha sido o princípio de uma pequena mudança. Relacionamentos são assim, dependem de ceder, mudar e, então, receber.

*História ficcional baseada em centenas de situações clínicas que já vivi ao longo dos quase 20 anos de carreira.

Quando somos tocadosEsse texto nasceu na nublada tarde porto-alegrense, quinta-feira, dia 7/04, num momento reflexivo. T...
07/04/2022

Quando somos tocados

Esse texto nasceu na nublada tarde porto-alegrense, quinta-feira, dia 7/04, num momento reflexivo. Talvez porque eu esteja ainda mais reflexivo.

Antes deste texto, escrevi outro sobre agilidade emocional e pedi para uma amiga leitora fazer uma avaliação, ela disse: publica semana que vem, espera o tempo passar.

Vamos lá, foi uma ótima decisão. As áreas emocionais prevalecem na hora de tomar decisões. Logo, meu primeiro texto deveria dormir mais um pouco. Somos impulsivos e tomamos decisões equivocadas.

Agora uma parte complexa: os recursos cognitivos são limitados e não ilimitados. Tomar uma decisão lógica, racional e deliberada, requer gasto mental e recursos cognitivos, por isso não podemos viver em modo racional. Seria impossível viver assim.

Isso significa mais ou menos o seguinte: hoje, não publiquei o texto, mas foi sorte. Assim é a vida. Tomamos muitas decisões erradas, afinal, nem sempre lembramos de pedir ajuda. E nem sempre temos tempo suficiente de pensar sobre toda as decisões que tomamos.

Outro ponto interessante: a realidade não é aquilo que vemos, mas como as nossas crenças e nosso cérebro filtram a realidade. Eu vi uma realidade. Sigo vendo. Não vou mudar. Ela vai permanecer comigo.

O genial Facundo Manes disse numa aula: “somos tão emocionais que as emoções nos conectam com nosso passado evolutivo, mas também nos tornam únicos pois temos emoções únicas”.

Quando somos tocados nos geram emoções únicas, imensuráveis, fixas. Seria isso uma memória? Talvez sim. Afinal, memórias precisam de uma boa dose de emoção para serem formadas.

E o outro texto? Ele não era para hoje. Assim são as melhores decisões. Pensadas, refletidas, gerenciadas pela razão. A vida não é assim o tempo todo e vamos levando. Somos feitos de emoções.

  do século passadoEu e o fake estamos decidindo se este espaço será destinado ao passado. Talvez sim. Talvez não. Viver...
07/04/2022

do século passado

Eu e o fake estamos decidindo se este espaço será destinado ao passado. Talvez sim. Talvez não. Viver de passado chegando aos 50 será tarefa fácil.

Essa é uma foto 3X4 enviada pela minha amiga .mahler , irmã da minha querida tia . A tia que me apresentou os Engenheiros do Hawaii e a obra do Humberto Gessinger.

Um Daniel da época pré-medicina. Cheio de sonhos. Com cabelos. Restaram os sonhos. Sobraram algumas pontas duplas que são raspadas de tempos em tempos. Apareceram rugas. Me chamam de senhor (adoro).

O tempo voa. A vida anda rápido. Tudo muda. Nada é permanente. Nem o cabelo existe mais.

LimitesQuando começamos qualquer atividade na vida nos deparamos com uma pergunta que vai aparecer mais cedo ou mais tar...
05/04/2022

Limites
Quando começamos qualquer atividade na vida nos deparamos com uma pergunta que vai aparecer mais cedo ou mais tarde: qual é o meu limite?

Trabalhando nos últimos 20 anos com estudantes e, em alguns momentos, com atletas, essa pergunta é bem importante de ser feita. Limite depende de uma série de fatores.

Não quero acabar com o assunto num post (seria pretensão demais). Quero levantar a possibilidade de que podemos ir além quando temos o apoio e o treinamento certo.

Um exemplo? Imagine que tu não tá com muita vontade de treinar. De repente alguém te impulsiona…te diz assim: já treinou hoje? Essa simples mensagem faz com que tu cumpra o treino do dia. Mas o que isso tem de relação com alto rendimento? Tudo! O exemplo que eu utilizei foi o da motivação.

Existe um sistema chamado “prática disciplinada”. São treinos programados para evoluir de maneira gradual mas absolutamente de forma e evolução sustentada. É usado por atletas olímpicos, utilizado p/ atingir as mais altas notas nos te**es de seleção nos EUA.

Funciona p/ todos? Aí é que vem o detalhe (ou o problema p/ alguns). Submeter-se a esses processos exige: disciplina, resiliência, capacidade de suportar a pressão, saber lidar com níveis de ansiedade mais elevados, entre outros sentimentos que aparecerão pelo caminho.

No meu entendimento só tem um jeito de descobrir o teu limite: tentando! Não tem outro jeito. Ficar preso escutando a opinião dos outros é perder tempo. Limite se descobre na vida real.

- Já vi que tu é ansioso- Fico meio inquieto, digamos assim- Com o quê?- Tempo trancado…A perspectiva do tempo é estranh...
04/04/2022

- Já vi que tu é ansioso
- Fico meio inquieto, digamos assim
- Com o quê?
- Tempo trancado…
A perspectiva do tempo é estranha. Quando estamos estudando, trabalhando num plantão ou fazendo qualquer atividade que seja diferente de algum observador e ele comenta o tempo que estamos ali, exercendo nossa atividade.

Imagine você nesse domingo chuvoso. Um belo dia para ficar em casa, com aquele edredom aconchegante, em repouso. Uma série de profissionais está trabalhando em plantões de 12 ou 24h. Atendendo pacientes sem descanso. Outros estão estudando para provas que acontecerão nos meses de novembro e dezembro. E tá tudo bem para eles.

Quando fazemos escolhas na vida devemos fazer um difícil processo de reflexão sobre qual a profissão que vamos exercer no futuro. Cada escolha uma renúncia.

Não adianta entrar num processo de lamúria no futuro reclamando diariamente: “ai, eu odeio plantões”, “ai, porque eu tenho que estudar tanto”. É a mesma coisa que perguntar ao maluco atleta que acorda as 5 horas da manhã por livre e espontânea vontade: ele vai lá e faz. Não existe talvez.

A escolha da profissão começa cedo. Talvez mais cedo do que deveria. Mas exige que se tome difíceis decisões que impactarão no nosso futuro. É isso aí amiguinho…tem gente trabalhando. Outros comendo pipoca. Tem gente estudando hoje e passando em complexas provas em dezembro. A vida é um estranho e difícil processo de tomada de decisões.

Segundo Roedger, na revista Cel em 2010, os estudantes dependem muito de atividades de aprendizagem que incentivem o est...
02/04/2022

Segundo Roedger, na revista Cel em 2010, os estudantes dependem muito de atividades de aprendizagem que incentivem o estudo elaborativo, enquanto atividades que exigem que os alunos pratiquem a recuperação e a reconstrução do conhecimento são usadas com menos frequência.

A vantagem da prática de recuperação generalizada em textos idênticos aos comumente encontrados no ensino de ciências. Ela também demonstrou vantagem em questões que avaliavam a compreensão e exigiam que os alunos fizessem inferências. Tu vai entender melhor essa linguagem no final do texto.

A vantagem da prática de recuperação ocorreu mesmo quando o teste de critérios envolveu a criação de mapas conceituais (os mapas mentais da moda). Sim, melhor que fazer mapas conceituais!

Essas descobertas feitas pelos cientistas apoiam a teoria de que a prática de recuperação melhora a aprendizagem por mecanismos específicos de recuperação, em vez de processos de estudo elaborativos.

Vou exemplificar:

E: estudo
T: teste
Faça a sequência
ET ET ET. Isso é um modelo de prática de recuperação.
Você pode criar a tua prática de recuperação de acordo com o teu modelo de estudo. Só não pode fazer:

EEET! Entendeu? Afinal não tem a “recuperação”. A recuperação que vai te ajudar na formação de uma boa memória de longo prazo! 🤓

A história da estudante que fez tudo que mandaram e não deu certoO que mais tenho escutado no consultório são receitas d...
01/04/2022

A história da estudante que fez tudo que mandaram e não deu certo

O que mais tenho escutado no consultório são receitas de bolo que tentam ensinar o estudante a estudar.
Diante de tantas receitas pré-fabricadas, o/a estudante se depara com inúmeros desafios. O maior deles: aquilo funciona pra mim?

Não estando disposto a perder tempo de estudo e “de vida” ele/ela segue aquela receita. Duas horas disso, duas horas daquilo e lá vai o estudante.

O produto final nem sempre é o esperado. As razões são óbvios. O observador e criador das receitas pré-fabricadas leva em consideração o seu ponto de vista e, talvez, uma média de estudantes que aprendem daquela determinada forma.

Toda média é perigosa. Existem os que estão acima e os que estão abaixo de determinado nível. Impor um modelo de estudo partindo de determinado ponto pode não apenas desestimular o jovem estudante. Mas dar a impressão de que ele/ela não irá atingir o objetivo e ficou perdido no mundo.

Como não ficar como a estudante da foto?
1. Comece com metas realizáveis
2. Vá no site learning style e conheça seu estilo de aprendizagem (é em inglês mas vale muito a pena, procura no Google!)
3. Mantenha-se comprometido com os teus objetivos
Achou pouco? Tente fazer isso durante todo o mês de abril…o segredo é continuidade…
Lembre-se: faça tudo…que tu consegue…a estudante da foto poderá ter um destino diferente…

Momentos difíceis Se existe uma certeza na vida é a certeza de que atravessaremos momentos difíceis. Pode demorar para a...
26/03/2022

Momentos difíceis
Se existe uma certeza na vida é a certeza de que atravessaremos momentos difíceis. Pode demorar para acontecer, mas vai acontecer.

Nesse momento, os livros de autoajuda funcionam? Tenho pensado muito nisso. Afinal, eles se multiplicam nas prateleiras das livrarias. Eles te vendem a certeza de uma vida linda, cheia de sucesso, repleta de prazeres e de certezas. E a cura de toda a tristeza de que tu possa vir a sentir.

De repente a incerteza aparece, a tristeza brota, o caos se instaura e tudo que tu jamais imaginou tá ali…paradinho dentro da tua cabeça. Tua vida já não é mais a mesma.

Sentimentos que tu jamais imaginou sentir aparecem, surgem do nada: tristeza, ansiedade aumentada, insônia, desesperança, medo, solidão, insegurança, entre tantos outros. Por vezes, até mesmo a vontade de não mais estar entre nós.

Daí tu lembra daquele livro de autoajuda esquecido na estante e vai atrás. Primeiro problema: a tua memória falha nesses momentos. Logo, não encontra ele com facilidade. Segundo problema: é difícil encontrar a concentração para lê-lo. Terceiro problema: aquela “bosta” não faz sentido algum no momento que mais deveria fazer.

Momentos difíceis são difíceis e ponto. É assim a vida da gente. É nesse momento que descobrimos o verdadeiro amigo, a importância da família, o que significa ter esperança, que chorar na frente de quem confiamos não é feio, que pedir ajuda especializada faz muita diferença. Que mandar whats para o psiquiatra é divertido. E receber a resposta mais divertido ainda e muda nosso humor.

Costumo usar o segue. Devemos seguir. Seguir buscando ajuda. Devemos seguir buscando o diálogo amigo, aquele que resolve tudo e acaba com qualquer silêncio perturbador. Devemos seguir buscando a paz interior. Devemos seguir demonstrando que mudamos e que queremos ser melhores. Devemos permanecer nos esforçando, mesmo na dificuldade, com toda a ajuda possível. Só assim atravessaremos os momentos difíceis.

Ps: post escrito ao som da música “Pra sempre”, CPM22. Escute…vale a pena…
O trecho mais simbólico? Há vários! Escute…

Momentos difíceis Se existe uma certeza na vida é a certeza de que atravessaremos momentos difíceis. Pode demorar para a...
26/03/2022

Momentos difíceis
Se existe uma certeza na vida é a certeza de que atravessaremos momentos difíceis. Pode demorar para acontecer, mas vai acontecer.

Nesse momento, os livros de autoajuda funcionam? Tenho pensado muito nisso. Afinal, eles se multiplicam nas prateleiras das livrarias. Eles te vendem a certeza de uma vida linda, cheia de sucesso, repleta de prazeres e de certezas. E a cura de toda a tristeza de que tu possa vir a sentir.

De repente a incerteza aparece, a tristeza brota, o caos se instaura e tudo que tu jamais imaginou tá ali…paradinho. Tua vida não é mais a mesma.

Sentimentos que tu jamais imaginou sentir apareceram, surgiram do nada: tristeza, ansiedade aumentada, insônia, desesperança, medo, solidão, insegurança, entre tantos outros. Por vezes, até mesmo a vontade de não mais estar entre nós.

Daí tu lembra daquele livro de autoajuda esquecido na estante e vai atrás. Primeiro problema: a tua memória falha nesses momentos. Logo, não encontra ele com facilidade. Segundo problema: é difícil encontrar a concentração para lê-lo. Terceiro problema: aquela “bosta” não faz sentido algum no momento que mais deveria fazer.

Momentos difíceis são difíceis e ponto. É assim a vida da gente. É nesse momento que descobrimos o verdadeiro amigo, a importância da família, o que significa ter esperança, que chorar na frente de outra pessoa não é feio, que pedir ajuda especializada faz muita diferença. Que mandar whats para o psiquiatra é divertido. E receber a resposta mais divertido ainda e muda nosso humor.

Costumo usar o segue. Devemos seguir. Seguir buscando ajuda. Devemos seguir buscando o diálogo amigo, aquele diálogo que resolve tudo e acaba com qualquer silêncio perturbador. Devemos seguir buscando a paz interior. Devemos seguir demonstrando que mudamos e que queremos ser melhores. Devemos permanecer nos esforçando, mesmo na dificuldade, com toda a ajuda possível. Só assim atravessaremos os momentos difíceis.

  da selfie da aprovação com o ancião Esse ano completo 20 anos de formado. Já perdi as contas de quantas selfies tenho,...
24/03/2022

da selfie da aprovação com o ancião

Esse ano completo 20 anos de formado. Já perdi as contas de quantas selfies tenho, quantos jovens tive a honra de acompanhar na sua trajetória.

A ou Comunello como eu a chamava foi uma das vestibulandas da pandemia. Tivemos que migrar do mundo real p/ virtual. Uma mudança sem alternativa.

A Comunello fazia uma pergunta um tanto comum quando estamos “embretados” numa situação difícil: quando eu vou passar Dani? Eu não sei quando, só sei que quem estuda de verdade passa um dia.

Pois bem, escolhi a Comunello porque nessa semana ela mandou uma mensagem pra mim dizendo o seguinte: porque eu não havia avisado que era tão difícil a faculdade de medicina!

Eu aviso nas entrelinhas, faz parte do meu plano, uma tática de motivação. Algo como o videogame: a fase seguinte é sempre mais difícil.

Como eu escrevi essa semana: só aprendemos a andar de bicicleta caindo e esfolando os joelhos, não tem outra forma.
Ps: Comunello, prova de neuroanatomia é o demo…🤪😂

A necessidade da fórmula mágica - Então tá, me diz como se faz! - Se eu soubesse eu diria. Tenho percebido uma necessida...
22/03/2022

A necessidade da fórmula mágica
- Então tá, me diz como se faz!
- Se eu soubesse eu diria.
Tenho percebido uma necessidade entre os jovens de saber a fórmula mágica. Uma fórmula que diminua os erros durante seu processo de aprendizagem. Isso tem me chamado a atenção.

Sou acostumado a escutar a seguinte pergunta: “mas o que a/o primeira/o colocada/o fez?” Eu conto. A resposta é a seguinte SEMPRE: “isso eu não consigo fazer”. Não conseguimos fazer o que o outro faz.

Conseguimos pegar algumas ideias do outro e adaptar na nossa realidade. E isso já é o bastante. Mas queremos mais: queremos a garantia do sucesso.

Caro amigo, para aprender a andar de bicicleta é preciso cair e machucar os joelhos. Não existe outra forma.
Atualmente, tenho percebido um fascínio por algoritmos, como se aquelas sequências fossem a garantia do nosso aprendizado. Como se nosso cérebro aprendesse na mesma velocidade.

Sinto informar: não é assim. Aprendemos de forma diferente, em tempos diferentes, de maneiras diferentes. Não existe o “bastantão. A fórmula mágica só existe pra quem quer aliviar o desconforto provocado pelo complexo processo de aprendizagem. Isso tem um nome chamado ansiedade, sim, isso mesmo, aprender gera ansiedade.

Não gostamos das tarefas difíceis, preferimos o que é mais fácil, aquela tarefa mais “docinha” e que dá resultado no curto prazo. Nem tudo é assim. Aprender determinadas tarefas é uma delas.

Se tu quer resultado de curto prazo e baseado na experiência alheia esqueça. Aceite que os joelhos ficarão ralados. E tu vai passar o bom e velho mercúrio…e isso arde! Mas é bom, no final da certo! Dizem os que se submetem aos tombos do processo.

Endereço

Avenida Independência, Nº 925, Sala 404
Porto Alegre, RS
90035-170

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