08/04/2026
Tenho ouvido cada vez mais essa pergunta no consultório:
“Dra. Mari, por que estamos vendo tantos casos de autismo?”
O aumento dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) está relacionado a múltiplos fatores: maior informação, ampliação dos critérios diagnósticos, melhor capacitação dos profissionais e mais acesso à avaliação especializada.
Hoje identificamos crianças que, no passado, provavelmente passariam sem diagnóstico.
E isso é um avanço.
Quanto mais cedo reconhecemos sinais no desenvolvimento, mais cedo podemos intervir, orientar a família e estruturar os estímulos adequados.
Diagnóstico não é rótulo.
É direcionamento.
É oportunidade de acompanhamento, planejamento terapêutico e potencialização do desenvolvimento.
Por isso reforço sempre: vigilância do desenvolvimento faz parte da pediatria.
Linguagem, interação social, comportamento, comunicação, brincadeiras, resposta aos estímulos. Tudo isso precisa ser observado de forma contínua.
Cada criança tem seu ritmo.
Mas quando algo foge do esperado para a faixa etária, olhar com atenção faz diferença.