Falando Psi. Cristiane Del Fabro

Falando Psi. Cristiane Del Fabro Página criada para compartilhar conteúdos de Psicologia e Saúde. Por psicóloga Cristiane Del Fabro (CRP 07/16023). fabro.cristiane@gmail.com

25/10/2022
"A aversão  à dependência tem suas razões: não ter feito a experiência de poder estar só na companhia do outro nos torna...
24/09/2022

"A aversão à dependência tem suas razões: não ter feito a experiência de poder estar só na companhia do outro nos torna reféns de um tipo de presença (e de ausência) que assusta. Não poder depender saudavelmente - de um outro que nos respeita como outro e que pode acompanhar, sem invadir ou abandonar - nos leva a uma independência ou dependência nas quais o esforço emocional é o de não poder ter consciência do depender que faltou. Entre depender ou independer absolutamente não há diferença. Todo absoluto assusta." ( Evelin Pestana, psicanalista). Ilustração: Christian Schole

A aversão à dependência tem suas razões: não ter feito a experiência de poder estar só na companhia do outro nos torna reféns de um tipo de presença (e de ausência) que assusta. Não poder depender saudavelmente - de um outro que nos respeita como outro e que pode acompanhar, sem invadir ou abandonar - nos leva a uma independência ou dependência nas quais o esforço emocional é o de não poder ter consciência do depender que faltou. Entre depender ou independer absolutamente não há diferença. Todo absoluto assusta. ( Evelin Pestana, psicanalista). Ilustração: Christian Schole

"A dependência do outro está marcada em nós desde sempre. É assim que nascemos e com ela teremos que nos virar... Em sua...
24/09/2022

"A dependência do outro está marcada em nós desde sempre. É assim que nascemos e com ela teremos que nos virar... Em sua dupla face - real e imaginada - a dependência jamais nos abandona. Desamparados que somos desde o berço, real e imaginariamente, passamos a vida precisando descobri-la. O desamparo, necessariamente, dá muito poder ao amor." (Evelin Pestana, psicanalista) Ilustração: René Magritte

A dependência do outro está marcada em nós desde sempre. É assim que nascemos e com ela teremos que nos virar. Há na dependência ao menos dois aspectos, jamais definitivamente separados: um, real; outro, inconscientemente imaginado, fantasiado. Se passamos razoavelmente bem pela dependência real, a imaginada, fantasiada inconscientemente jamais cede. Porque é inconsciente, “aparece” ainda mais em seus efeitos. O maior de todos os riscos é certamente nega-la, recusa-la. Ou, ainda, não ter tido a sorte de conhecê-la. É quando se transforma em impotência, raiva, desespero. Em sua dupla face - real e imaginada - a dependência jamais nos abandona. Desamparados que somos desde o berço, real e imaginariamente, passamos a vida precisando descobri-la. O desamparo, necessariamente, da muito poder ao amor. (Evelin Pestana, psicanalista) Ilustração: René Magritte

“Certa vez me contaram uma cena infantil que nunca esqueci: um menininho caiu e, na ausência da mãe, sentou-se em um ban...
24/08/2022

“Certa vez me contaram uma cena infantil que nunca esqueci: um menininho caiu e, na ausência da mãe, sentou-se em um banquinho em frente à porta à sua espera; quando ela finalmente chegou ele começou a chorar mostrando o joelho ralado, como se aquilo tivesse acabado de acontecer. O co***lo dela era imprescindível, não importando o tempo que tivesse que ser aguardado. Lembro dessa cena porque acredito que nossa tristeza precisa de alguém para acolhê-la.
Mesmo crescidos, estaremos dispostos a esperar para dedicar as lágrimas a quem possa recebê-las. É claro que também choramos sozinhos, nem todas nossas tristezas precisam de testemunho, mas há aquelas que são insuportáveis. A orfandade não é só a morte dos pais, é acionada e reeditada a cada vez que perdermos a esperança de que essa porta se abra.” (...) “Por vezes, nosso joelho ralado é banal, já sacudimos a poeira e estamos orgulhosos da superação, só queremos contar a proeza. Mas há outras em que o olhar atento perceberá que é sério, está doendo muito, quer seja porque a pancada foi forte, ou mesmo porque um pequeno incidente despertou grandes mágoas represadas. Só a escuta atenta descobrirá o calibre do que nos abala. Vínculos capazes dessa delicadeza são raros e preciosos. Só podem ser oferecidos por aqueles que não têm medo do contágio, pois é preciso baixar as defesas para oferecer uma verdadeira empatia.”
Trechos da crônica “Joelho ralado” disponível na íntegra no site
http://www.marioedianacorso.com/joelho-ralado

20/05/2022

"A paixão amorosa, além de sofrida, é um exercício narcisista: a gente idealiza um outro, enxerga nele todos nossos ideais na esperança de que, se ele nos amar, a gente se sinta amado por eles, nossos ideais, ou seja, por nós mesmos."

Contardo Calligaris.

Gerente de conteúdo e comunicação

By Ana Suy
22/02/2022

By Ana Suy

15/01/2022

"Em certas ocasiões, o destino se assemelha a uma pequena tempestade de areia, cujo curso sempre se altera. Você procura fugir dela e orienta seus passos noutra direção. Mas então, a tempestade também muda de direção e o segue. Você muda mais uma vez o seu rumo. A tempestade faz o mesmo e o acompanha. As mudanças se repetem muitas e muitas vezes, como num balé macabro que se dança com a deusa da morte antes do alvorecer. Isso acontece porque a tempestade não é algo independente, vindo de um local distante. A tempestade é você mesmo. Algo que existe no seu íntimo. Portanto, o único curso que lhe resta é se conformar e corajosamente por um pé dentro dela, tapar os olhos e ouvidos com firmeza a fim de evitar que se encham de areia e atravessá-la passo a passo até imergir do outro lado.

É muito provável que lá dentro não haja sol, nem lua, nem norte e, em determinados momentos, nem hora certa. O que há são pequenos grãos de areia finos e brancos como osso moído dançando vertiginosamente no espaço. Imagine uma tempestade de areia desse jeito. E você vai atravessá-la, claro. Falo da tempestade. Dessa tempestade violenta, metafísica e simbólica. Metafísica e simbólica, mas ao mesmo tempo cortante como mil navalhas, ela rasga a carne sem piedade. Muita gente perdeu o sangue dentro dela, e você mesmo perderá o seu. Sangue rubro e morno. E você vai apará-lo com suas próprias mãos em co**ha. O seu sangue e também o de outras pessoas.

E, quando a tempestade passar, na certa lhe será difícil entender como conseguiu atravessá-la e ainda sobreviver. Aliás, nem saberá com certeza se ela realmente passou. Uma coisa porém é certa: ao emergir do outro lado da tempestade, você já não será o mesmo de quando nela entrou. Exatamente, esse é o sentido da tempestade de areia."

Haruki Murakami.

Roubartilhado de Contemporâneo Instituto de Psicanálise e Transdisciplinaridade.

Feliz Ano Novo!
31/12/2021

Feliz Ano Novo!

No psiquismo-corpo, na psicossomática de cada um de nós, nada é apagado. Podemos disfarçar, recusar, negar, mentir, desviar daquilo que, em nossa história de vida, foi o mais doloroso; apagar, nunca. As maiores dores, geralmente as vividas em períodos muito precoces da vida, essas permanecem aquém do tempo: estão num eterno presente que parece não poder mudar, tornar-se passado ou transformar-se e plantar futuros. Se repetem, repetem-se, até que possamos olhar para elas de uma forma parecida ao olhar da criança descobrindo o mundo. Todos nós portamos sequelas das batalhas perdidas. Elas nos marcam, interferem em nossas escolhas. Quando estamos diante de antigas dores, ainda estamos vivos: permanece algo do olhar da criança que espera, tem esperança. Me lembro de meu pai, um homem marcado pelas durezas da vida, e que vez por outra dava risadas leves, inesperadas sobretudo para si próprio. Me lembro de que nesses momentos eu sempre me espantava: como pode? Pode! Descobrir as centelhas de vida em meio aos escombros das dores, talvez seja a maior das riquezas que respondem pela vida humana que persiste. É preciso procurar, esperar, deixar-se surpreender pela força da vida. Ela está em meio aos escombros, e é com ela que refazemos e curamos nossas feridas. As cicatrizes são a marca deixada pela força da vida. É por isso que comemoramos os términos e os inícios. Não se apagam as dores. Revalidamos a esperança. Ela está nos olhos das crianças que fomos, somos. Elas, que tão bem sabem se manter atentas aos detalhes, sempre esperam pelo novo. Feliz Ano Novo para todos nós. (Evelin Pestana, psicanalista) Ilustração: Banksy

Né!? 😂
19/12/2021

Né!? 😂

27 de agosto: Feliz dia do Psicólogo a todos os colegas! 💕🎉📆😊😀
27/08/2021

27 de agosto: Feliz dia do Psicólogo a todos os colegas! 💕🎉📆😊😀

"Cada cultura e época tem sua marcas preponderantes, que nos afetam a todos, embora de formas diferentes. Na nossa, o cu...
17/05/2021

"Cada cultura e época tem sua marcas preponderantes, que nos afetam a todos, embora de formas diferentes. Na nossa, o culto ao individualismo, os ideais de independência e autossuficiência caminham juntos com a sanha por popularidade, celebridade e influência. Estamos com o outro na condição de segui-lo ou ser seguido por ele. Atendemos a demandas em busca de aceitação, na contramão do desejo próprio. Os animais de estimação têm sido o paradigma da companhia perfeita, afinal, eles nos são fiéis e nunca discordam. Outra marca de nossa época é o ideal de produtividade neoliberal, que extrapola o âmbito do trabalho —e de caráter autoescravizante—, contaminando o lazer e as atividades pessoais. O circuito ininterrupto de trabalho-lazer-relações é mantido à base de dr**as lícitas ou ilícitas, tanto faz. As imagens nas redes sociais provam como nossa vida é produtiva de domingo a domingo. Só nos resta alternar esse ritmo desumano com períodos de paralisação alienada. Para fazer frente a isso, ao preço de muito sofrimento, temos, por exemplo, os jovens eremitas da era da hiperconectividade, os hikikomori —termo cunhado por Tamaki Saito em seu livro “Isolamento Social: Uma adolescência sem fim”. Esses jovens parecem não suportar as demandas sociais e se isolam voluntariamente —às vezes, durante anos—, para desespero de familiares e profissionais de saúde. Não suportar as demandas excessivas é dica de que caímos na armadilha de tentar dar conta delas, de tentar respondê-las. Vemos o alívio que algumas pessoas sentem com o isolamento, usando a quarentena como desculpa para dizer nãos, os quais não se atreviam a dizer. Esse vácuo possibilita que se ponha em xeque casamento, trabalho, filhos, vida social, o que pode ser bem assustador para quem vivia fugindo de si. Respondendo incessantemente às demandas, sobrava pouco tempo para olharmos nossos desejos.
Se a pandemia nos deu o álibi social, por outro lado não resolveu o problema de convivermos conosco sem as distrações do mundo. É difícil ser boa companhia para si mesmo, quando não queremos ouvir o que desejamos de fato. A quarentena acabará, mas a questão da solidão continuará um tema humano fundamental."
Vera Iaconelli.

Endereço

Rua Castro Alves, 52
Porto Alegre, RS
90150-005

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Falando Psi. Cristiane Del Fabro posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Falando Psi. Cristiane Del Fabro:

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram

Categoria