19/01/2026
O poder das palavras - “Tá péssimo, você nunca faz nada certo. Essa sua roupa está ridícula”. Foi com essas palavras que um experimento conduzido pela neurocientista Emily Pires em uma clínica de neurociência em Campinas começou. O objetivo era perceber como o cérebro reage a palavras negativas e positivas. O teste fez parte da série “O poder das palavras”, que estreou nesta terça-feira (30) na EPTV, afiliada da TV Globo e segue até sábado (3) na 1ª Edição do Jornal da EPTV. Ao longo de cinco episódios, as reportagens mostram como as palavras têm poder de influenciar pessoas, alterar emoções e criar comportamentos, de forma a destruir ou criar pontes. Com a ajuda de eletrodos plugados ao couro cabeludo, a neurocientista Emily Pires monitorou as ondas cerebrais da repórter Helen Sacconi. Primeiro, ouviam-se xingamentos de todos os tipos. Depois, uma enxurrada de elogios. E as ondas cerebrais - captadas pelo Eletroencefalograma (EEG) - reagiam. O cérebro não diferencia ameaça física de ameaça emocional. Para o sistema nervoso, palavras duras, críticas constantes e humilhações são interpretadas como perigo. Isso ativa circuitos de estresse, aumenta cortisol e, quando repetido ao longo do tempo, impacta diretamente a saúde mental, o comportamento e até a forma como a pessoa se percebe no mundo. O que você diz — e o que você ouve — molda conexões neurais.
Palavras podem ferir, mas também podem regular, acolher e curar. Vale assistir. Vale refletir. E vale escolher melhor como você fala consigo e com os outros. (🎥: Repost g1.globo.com/campinas)