04/12/2020
Gente, vocês são tarefeiras? Uma amiga me definiu assim essa semana e eu não tive possibilidade de contestar.
Mas deixa explicar isso melhor. A vida toda sempre fui uma fazedora, nunca entendi a possibilidade de não conseguir fazer algo, sempre dava um jeito. Sempre fui muito disciplinada, o que logicamente é ótimo, mas também pode ser muito exaustivo.
Eu sempre arranjo um tempo, sempre vou ou faço. Mas de um período pra cá tenho reparado que, apesar das vantagens, essa super disposição às vezes me sabota, e eu me vejo numa roda viva de listas de tarefas a cumprir. E, ao encerrar uma lista, eu já início outra, como se não houvesse a possibilidade de parar. E pior, essas atividades todas geram uma enorme sensação de ineficiência, como se, apesar de todas as tarefas eu seguisse em algum tipo de débito comigo mesma.
Daí chegou o fim desse ano doido e é evidente que, esse sentimento que já tava grande antes, só aumentou agora. Esse senso coletivo que precisamos dar conta de tudo antes do novo ano, essa urgência em organizar qualquer pendência e a necessidade de ter tudo sob controle (oi obsessão) não tem sido muito amigáveis comigo.
Dai vem o motivo desse tbt de 3 anos atrás. No meio de uma viagem maravilhosa um dos programas mais incríveis que fiz, foi uma meditação guiada no museu, eu e um monte de desconhecidos sentados no chão do museu pra aquietar e silenciar. Estar ali, viver esse momento e estar presente de fato me preencheu de um sentimento de felicidade absurdo. E rever essa foto me fez reacender essa busca por calmaria, mas não como mais um check de uma lista, uma tarefa a cumprir e sim com o propósito de deixar fluir, e de justamente deixar ir algumas tarefas e sentir de fato qual a minha necessidade.
Aquietar é tão importante quanto fazer 🤍
E tu, tem reparado nas tuas necessidades e inquietações? Ou tem feito listas e listar de tarefas pra não pensar? Me conta mais 🤍