16/04/2026
Recentemente, tive a oportunidade de palestrar sobre um tema que impacta profundamente a vida de muitas mulheres, mas que ainda é cercado de dúvidas: a dor gênito-pélvica e a importância de um olhar integrado na fisioterapia pélvica.
Muitas mulheres buscam ajuda porque sentem dor, mas escutam que “está tudo normal” nos exames.
E é justamente aqui que começa o verdadeiro entendimento.
O corpo não está falhando.
Ele está funcionando em um padrão de proteção.
Quando a dor se torna persistente, o sistema nervoso entra em estado de hipervigilância, e a musculatura do assoalho pélvico aumenta o tônus como forma de defesa.
Por isso, não basta dizer “relaxa” ou focar apenas em exercícios de força.
É preciso reeducar esse sistema e restaurar a percepção corporal.
É nesse ponto que meu trabalho acontece.
Eu guio cada paciente a sair do foco exclusivo no sintoma e a compreender o sistema que sustenta essa dor.
Porque dor, cansaço e até a ausência de prazer não são falhas, são estratégias de proteção.
🙏 Agradeço à Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul, ao Comitê de Sexualidade e à SBRASH pela oportunidade de compartilhar esse olhar.
🩷 Se isso fez sentido pra você, talvez seu corpo não esteja falhando, ele só precisa de outra abordagem.