Deise Terapias

Deise Terapias Reiki Tradicional Mikao Usui, Reiki Seichim, Reiki Alquímico da Chama Violeta, Reiki da Chama Azul, Reiki Chama Verde, Polaridade Sistêmica

Terapeuta Holística, atendimentos em:

Terapeuta Autorizada Polaridade Sistêmica Essências da Deusa
Terapeuta da Mesa Cristalina Metratonica e Divino Ser
Facilitadora Autorizada do Método Cler Barbiero de Círculos & Grupos
Para mais informações, entre em contato inbox ou pelo whatsapp: (51) 984014144
Deise Cassali da Rosa

04/03/2024
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15/10/2022

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Para participar do Grupo de Membros de Halu, cadastre-se em nossa Escola de Mistérios online, o IMA, e assine o Plano Mensal do Grupo de Membros (R$30,00/mês...

19/12/2021

Preservando o Axé ❤️🙏

28/09/2018

Por que algumas mulheres usam faixas na cintura?

Certamente já deve ter visto que em todas as roupas femininas tradicionais nativas se usam "faixas" ou cintos largos na cintura.
Estas peças tão lindas não são meramente para segurar as saias ou compor um visual místico de mulher medicina. Tem uma razão de ser muito mais profunda, cheia de sabedoria e conhecimento.
Com toda certeza já deve ter ouvido de sua avó ou mãe para não pegar friagem pois causaria "frio no útero" ou cólicas terríveis quando a menstruação chegasse. Não é mesmo?

Pois bem elas estavam certas, muitas curandeiras, parteiras e sobedoras antigas usavam esse termo para esta male que é considerado uma das principais causas de infertilidade feminina dentro das medicinas ancestrais indígenas.

O útero é um órgão oco e cheio de vida, e como tal carrega o dom mágico de gerar e dar forma à vida humana!
Mas por ser receptivo e acolhedor pode conter frios ou calores que ao final danif**am seu funcionamento quando não cuidado.

Como é que chega frio no útero, você deve estar a se perguntar?

Isto é mais comum do que imagina, a todas nós acontece ou aconteceu esse frio e ele pode "f**ar" facilmente no útero caso ande nestas situações que colocarei abaixo:

* Andar descalças ou sentar em um chão frio. Os nervos dos pés e glúteos sobem para a medula espinhal e unem-se a ela à altura da região lombar e sacral, quando recebem essa temperatura o frio também passa para os nervos e músculos, até mesmo nos ossos, e tende a f**ar alojado no útero, que é quem guarda tudo nas mulheres.

* Ficar muito tempo com a roupa de banho molhada. O contacto direto do frio e umidade por espaços de tempo prolongados também resfria nosso útero.

*Ter barriga e costas descobertos em dias frios. Se as saias e calças deixarem a lombar e ventre no frio facilitará a entrada do frio ao útero.

Gostaria de saber se tens frio no útero?

É tão simples e comum que f**arás surpreendida: qualquer cólica menstrual forte que se alivie com calor é resultado de frio no útero. O frio encolhe a espessura das veias e artérias, tornando-as mais pequenas do que o normal. Quando o processo de menstruar é dado, e as artérias que soltam o endométrio fazem seu trabalho causa muita dor devido ao choque de temperaturas do calor do sangue com o frio do útero.

Nossas avós e mulheres antigas sabiam isso muito bem e muito de sua fertilidade vinha desse saber. Por isso é que usavam as cintas, para proteger o útero e rins (barriga e costas baixa) do frio evitando assim as cólicas menstruais e certos casos de infertilidade.

Espiritualmente o ato de se cobrir o umbigo e ventre com um cinto faz com que as energias nocivas do ambiente não entrem no corpo da mulher, protegendo-a assim de f**ar carregada, doente ou esgotada nos períodos de lua (menstruação) que é onde f**am mais vulneráveis a essas baixas.
Para fortalecer a proteção pode se usar um pouco de tabaco natural (não de cigarro industrial) dentro da cinta para potencializar a proteção do útero.

Recomendação: procure um cinto largo, pode bordar, tricotar e rezar nele ou pode comprá-lo também.

Use quando estiver em lugares frios, quando você estiver na lua (menstruada) ou quando quiser se sentir protegida em lugares hostis.

A proteção e cuidado da mulher começa no útero dela, santuário sagrado de vida e amor. Cuidemos bem de nossas taças sagradas.

12/09/2018

Este vídeo aborda as doenças desta região, seus fundamentos e formas de cura. No final temos um exercício energético que pode ser feito para qualquer tipo de...

20/07/2018

O amarelo é utilizado para tratar problemas relacionados com o estômago e os intestinos. É também benéfico em doenças crônicas como a diabetes. Esta cor ajuda a ativar os nervos motores e a evitar (ou tratar) estados depressivos. Se utilizada de uma forma correta e equilibrada, transmite alegria e v

11/07/2018

ORAÇÃO DA DIVINA PRESENÇA DE DEUS EM MIM E DE MINHA PODEROSA PRESENÇA EU SOU

A Divina Presença de Deus Eu Sou se manifesta constantemente em mim e em minha vida como o ar que eu respiro, através dos meus pensamentos, sentimentos, ações, acontecimentos e relacionamentos.

Assim sendo, só se manifestam em mim e em minha vida o amor, a saúde, o equilíbrio, a paz, a harmonia, a realização, a felicidade, a abundância e a prosperidade.

Tudo se equilibra e se concretiza em mim!

Eu me curo completamente e a saúde se instala em meu corpo, em meus órgãos, células, moléculas e cadeias de DNA.

Minha saúde é perfeita, pois Deus e a minha Poderosa Presença Eu Sou, se manifesta constantemente em mim e através de mim, como o ar que eu respiro!

A prosperidade e a abundância material e financeira se manifestam aqui e agora em minha vida, de várias maneiras que eu nem consigo imaginar.

A prosperidade se instala definitivamente em minha vida, pois Deus e a minha Poderosa presença Eu Sou, se manifesta em mim e através de mim, como o ar que eu respiro!

Nos meus relacionamentos tenho amor, compreensão, boa vontade, paciência e alegria e esses sentimentos fluem através de mim e atingem cada uma das pessoas com as quais eu convivo.

Ajo com os outros exatamente como gostaria que agissem comigo.
Todos os meus relacionamentos são saudáveis, equilibrados e harmoniosos, pois Deus e a minha Poderosa Presença Eu Sou, se manifesta em mim e através de mim, como o ar que eu respiro!

A partir deste momento eu perdoo a tudo e a todos, eu me perdoo, e eu peço perdão a tudo e a todos e por todos sou perdoado/a.

Todas as mágoas e as culpas são profundamente dissolvidas.

Eu me alivio completa e profundamente, pois a energia amorosa de Deus e a minha Poderosa Presença Eu Sou ,se manifesta em mim e através de mim, como o ar que eu respiro!

Meus caminhos se abrem e sou conduzido naturalmente naquilo que é a minha missão.

Entrego-me completamente nas mãos do meu Deus Criador, sabendo que Ele conduz amorosamente meus caminhos profissionais e pessoais e me realizo plena e completamente.

Todas as minhas perguntas são respondidas clara e imediatamente e sei exatamente o que fazer.

Sinto-me tranquilo/a e seguro/a, pois Deus e a minha Poderosa Presença Eu Sou, se manifesta em mim e através de mim, como o ar que eu respiro!

Que assim seja!
E assim é!

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Imprima, Passe Adiante, Ore e Compartilhe!

24/06/2018
Bom dia, bom finde!
26/05/2018

Bom dia, bom finde!

O DÉCIMO-PRIMEIRO DIA DA TRAVESSIA - ALGUÉM SEGUE A CARAVANA.

Ainda era cedo. O sol começava a banhar o deserto por detrás de uma enorme duna ao leste. Arrumei as minhas coisas no alforje e o deixei pronto para colocá-lo sobre o camelo na hora da partida. Fui à tenda em que serviam o desjejum para encher uma caneca com café. Depois me afastei para a prece que gostava de fazer sozinho pela manhã, sempre acompanhada de alguma reflexão. Como de costume, o caravaneiro estava destacado do grupo, com o seu falcão pousado nas grossas luvas de couro que usava no braço esquerdo, para o adestramento matinal. Foi então que se aproximou de mim um peregrino que fazia parte da caravana. Perguntou se podia me fazer companhia. Com o queixo apontei para que se sentasse ao meu lado. Não demorou, puxou conversa. Disse que se chamava Saul. Falou que, assim como eu, ele também ia ao oásis para conhecer o sábio dervixe. Em seguida criticou a estrutura da caravana. Falou que o valor cobrado pela viagem era muito caro para o pouco que ofereciam e que o caravaneiro devia dedicar ao grupo a mesma atenção que oferecia ao falcão. Eu nada respondi para não alimentar aquela conversa com energias que estimulavam a discórdia e a insatisfação. Não satisfeito, talvez por não encontrar em mim o apoio esperado, perguntou se eu tinha lido determinado livro. Respondi que nunca tinha ouvido falar nem no título nem no autor. O peregrino me olhou com espanto para dizer que aquela leitura era pressuposto para a conversa com o dervixe, uma vez que era a base de sua doutrina filosóf**a. Acrescentou que nem todos que iam ao oásis conseguiam o esperado encontro, pois o sábio escolhia apenas algumas pessoas, aquelas que considerava aptas a entenderem as suas palavras.

Eu quis saber se ele tinha o livro e se poderia me emprestar. Como ainda faltavam trinta dias até chegarmos ao oásis, seria tempo suficiente para eu me preparar. O homem falou que tinha o livro, mas estava dedicado a uma releitura do mesmo. Lamentou não poder me atender. Falou, ainda, que tinha certeza de que ele seria um dos eleitos para se reunir com o dervixe. Relatou todos os estudos que fizera e escolas das mais diversas tradições que frequentara ao longo de muitos anos. Pelo que tinha reparado, duvidava que na caravana alguém estivesse tão preparado como ele. Perguntou sobre qual vertente se sustentava o meu conhecimento. Falei que recentemente tinha ingressado em uma ordem esotérica dedicada ao estudo da filosofia e da metafísica. Nada além disso. Ele sacudiu a cabeça como quem diz que não era suficiente, mas aconselhou que eu não desistisse e que me ajudaria no que fosse possível. Em seguida, falou que tinha que preparar a sua bagagem, pois a caravana logo seguiria a viagem. Antes, porém, me alertou para ter cuidado com o caravaneiro. Perguntei a razão, mas ele apenas puxou a pálpebra do olho como sinal para que eu estivesse atento e saiu.

Fui envolvido por uma sensação muito ruim. Uma mistura de emoções desagradáveis com alguma confusão mental. Pensei em como seria detestável atravessar o deserto, com todas as dificuldades inerentes ao percurso, para, ao final, voltar frustrado quanto às intenções da viagem. O que eu diria aos meus amigos ao me perguntarem sobre como tinha sido a conversa com o dervixe, especialmente entre aqueles que me incentivaram a fazer a peregrinação? Incomodava a ideia de responder que fora em vão, que o sábio se recusara a conversar comigo. De sobra ainda teria que me deparar com os colegas que haviam me aconselhado a não vir por causa dos perigos do deserto, além da grande despesa que eu teria com a viagem. Fechei os olhos e os imaginei me oferecendo lições de prudência com ares de pretensa superioridade, dizendo algo como “se Deus está em todo lugar, e principalmente dentro de si mesmo, você não precisa ir a lugar nenhum para encontrá-lo”. Na realidade, eu não viajava para encontrar Deus, mas em busca de novos conhecimentos. Eles retrucariam, “não vejo sentido em você se privar do conforto da sua casa, principalmente hoje em dia, onde encontramos tudo na internet”. Ora, andar pelas ruas de uma cidade me permite uma percepção bem diferente do que conhecê-la por fotos. Assim é com a filosofia; se não for vivida restará desperdiçada. No mais, fora as críticas que eu teria que enfrentar, não tinha vislumbrado a possibilidade de passar quarenta dias no deserto, com todas as privações inerentes à caravana, para ao final nem ao menos ouvir uma única frase do dervixe. Aquilo me deixou profundamente agoniado.

Esperei o caravaneiro retornar com o falcão. Quando passou por mim, o questionei por qual razão ele não me avisou que havia uma enorme chance de eu não conseguir conversar com o sábio quando chegássemos ao oásis. Ele me olhou atentamente, como quem procura ler o que está escrito além das palavras ditas, e disse com serenidade: “Você contratou a caravana para chegar a um determinado destino em segurança. Tão somente. Esse é o meu compromisso. Respondo apenas por mim e pela caravana. Não sou secretário nem agenciador do dervixe. Não posso ser responsabilizado se ele viajou ou está recluso sem desejar encontrar com ninguém. Assim como não posso responder pelos negócios entre mercadores e tapeceiros. Ao contrário, veto o ingresso na caravana daqueles que, de antemão, percebo que perderão tempo e dinheiro na travessia. Sejam mercadores, sejam peregrinos”. Admiti que, de fato, eu mesmo quase fui impedido de participar da viagem, logo no início, uma vez pelo caravaneiro, noutra pela bela mulher com olhos da cor de lápis-lazúli. No entanto, achava que a possibilidade de atravessar o deserto e não conseguir encontrar o sábio deveria restar mais clara.

Sem deixar que a energia densa que me envolvia o atingisse, ele manteve o tom suave da voz como maneira de não alimentar a confusão: “Assuma os riscos da sua escolha e aproveite a travessia. O deserto é muito mais do que sol e areia”. Olhou-me nos olhos e concluiu de jeito enigmático antes de seguir para os seus afazeres: “Mais uma coisa, preste atenção aos demônios para não servir a eles. O melhor truque das sombras é nos iludir de que elas não existem em nós”.

Aquela conversa com o caravaneiro piorou ainda mais a confusão mental que eu sentia. Perdi a confiança nele, e a insegurança quanto ao encontro com o sábio dervixe se agigantou, tomando conta de todos os meus pensamentos. O acampamento foi recolhido e a caravana partiu. Eu seguia desconfortável sobre o camelo. O gingado do animal, a falta de brisa, o calor parecia mais intenso naquele dia. Tudo me incomodava. Senti fome, pois tinha apenas tomado uma xícara de café no desjejum. Depois fiquei com sede. Em razão das lições dos dias anteriores, eu sabia que tinha que racionar a água para não tornar a ter problemas. Comecei a lembrar das pessoas que me desaconselharam a fazer a viagem e fui tomado por uma horrível sensação de arrependimento de estar ali. Eu poderia estar em lugares que adorava, como no mosteiro, nas montanhas do Arizona, na oficina do Loureiro, na pequena vila do Himalaia ou mesmo viajando com as minhas filhas. No entanto, eu estava atravessando o deserto, sob severas condições, para vivenciar uma experiência que, agora, descobria improvável. A agonia me abateu e convidou a irritação para a ceia.

Foi quando o peregrino emparelhou o camelo dele ao meu. Ofereceu-me um chiclete. Disse que ajudava a manter a boca úmida. Aceitei e encontrei nele um amigo disposto a me ajudar. Não demorou muito, Saul começou a narrar como era solicitado para ministrar cursos e fazer palestras. Contou das suas incríveis experiências metafísicas, apenas permitida aos iniciados. Enquanto ouvia, eu me comparava a ele. No íntimo, senti vontade de algum dia ser requisitado daquela maneira.

A bela mulher com os olhos da cor de lápis-lazúli passou por nós montada em seu ágil cavalo negro, olhou-me por instantes e prosseguiu.

Em seguida, Saul antecipou a conversa que teria com o dervixe. Tinha uma série de questões filosóf**as para debater com o sábio. E mais, faria uma proposta irrecusável para juntos montarem um spa espiritual na cidade do peregrino. Diante de tudo, confessei o meu receio em não ser recebido pelo dervixe e de como esta possibilidade me incomodava. Ele disse que, na medida possível, intercederia ao meu favor. Acrescentou que eu deveria, da próxima vez, me preparar melhor antes de vir. Depois, voltou a falar sobre a precariedade da caravana, de como era ruim a relação entre o valor cobrado e as condições oferecidas. Falou de algumas maravilhas proporcionadas por outras caravanas. Tendas mais confortáveis e comidas mais requintadas eram apenas algumas das realidades que estavam distantes da nossa.

Ao final da tarde paramos para passar a noite. Logo após o acampamento ser montado, foi servida a refeição. Fui com o peregrino até a tenda para enchermos a nossa cuia. Era um guisado com carne seca de carneiro, grãos e legumes. Saul provou, torceu o nariz, me olhou como para lembrar do que ele tinha falado. Ensina a sabedoria que o acaso não existe, pois nesse instante o caravaneiro entrou para se servir. Enchi-me de coragem e o abordei para reclamar das condições da caravana. Ele me ouviu sem interromper. Quando terminei, ele falou com serenidade: “Ofereço o melhor que posso dentro dos limites das possibilidades que se apresentam e da capacidade que possuo. Acredite, nem um pouco a menos. No entanto, entendo que é um direito seu não estar satisfeito ou mesmo arrependido de estar aqui. O que de pior pode acontecer na caravana é a discórdia criar raízes e se alastrar”. Fez uma pequena pausa antes de prosseguir com toda a calma: “Dou-lhe a chance de retornar daqui. Devolverei integralmente o dinheiro pago. Não quero que você se sinta prejudicado ou enganado. Amanhã um dos encarregados voltará à cidade de onde partimos. Se quiser, poderá ir com ele. Pense. Se for o caso, esteja pronto logo cedo”. E se retirou. Olhei para o lado em busca do apoio do peregrino. Ele tinha se afastado.

Fui em sua direção e percebi que ele me evitava. Insisti até estar com ele. Achei estranho o comportamento do homem. Mais ainda, quando perguntei se tinha ouvido a conversa, ele nada respondeu. Eu quis saber se ele voltaria comigo no dia seguinte. O peregrino sacudiu a cabeça em negativa e nada falou. Falei que eu estava em uma situação delicada com o caravaneiro. Saul, em um tom agressivo de voz, disse que não era responsável por minhas atitudes nem por minhas escolhas. Falou que eu deveria amadurecer. Contestei. Argumentei que eu tinha plena consciência da responsabilidade pelas minhas ações. Entretanto, as palavras eram a forma mais antiga de magia, pois têm o poder de espalhar as sombras ou semear a luz. Ele, como homem iluminado que se proclamava, deveria saber disso e entender que tipo de mago de fato era e a má influência que tinha causado. Saul me olhou com desdém e disse que logo que me viu tinha reparado que eu não tinha a menor condição de me encontrar com o dervixe. Contrariado, preferi me afastar para não criar uma confusão maior.

Fiquei sozinho, sentado em um canto distante, até um manto de estrelas cobrir o céu do deserto. Aos poucos fui me tranquilizando. Dei-me conta de como tinha sido tolo por embarcar nas sombras de Saul. Lembrei do bom homem que servia chá na caravana, que embora nunca tivesse frequentado uma escola, possuía uma sabedoria extraída da simplicidade e da humildade. Impulsionado pelos bons sentimentos, além de outras virtudes, como a delicadeza e a compaixão, ele se tornara uma das pessoas com quem o dervixe adorava conversar. Não tinha como negar a importância do conhecimento; no entanto, sem amor tudo se esgota nos ralos da existência. Passou um tempo que não sei precisar, quando, de repente, ouvi uma voz doce atrás de mim: “Mais do que s**o, poder e dinheiro, o medo move o mundo. Toda a vez que isso acontece, seguimos na direção oposta à luz, nos afastando do verdadeiro destino”. Era a bela mulher de olhos da cor de lápis-lazúli.

Ela se sentou à minha frente. Contei lhe todo o ocorrido durante o dia. Ao final, me declarei traído pelo peregrino. A mulher não concordou: “Pare de culpar os outros pelo seu sofrimento. Isto o impede de avançar. Em verdade, você foi traído por suas vozes ao dar ouvido às próprias sombras. Uma das mais perigosas delas, o medo, se tornou seu conselheiro e alimentou a vaidade e o orgulho do peregrino. Isto fez com que a inveja também lhe fizesse companhia. Com mentores desse quilate você inevitavelmente teria problemas”. Sustentei que a responsabilidade pelas escolhas era minha, porém ele era responsável pelo alcance das suas palavras. A mulher concordou, em parte: “Sim, é verdade. No entanto, a magia das palavras somente germina onde encontra solo fértil, seja de sombra, seja de luz”. Fez uma pausa e concluiu: “A vaidade, o orgulho e a inveja são os demônios mais vulgares que existem, porém os mais influentes em nossas vidas. Todos nascem do medo”.

Eu quis saber se esses eram os demônios aos quais o caravaneiro havia se referido naquela manhã. Ela concordou com um movimento da cabeça. Perguntei se esse era o motivo de ela ter passado a cavalo me olhando enquanto eu conversava com o peregrino durante a marcha daquele dia. “Sim, percebi os demônios acompanhando a caravana”, ela respondeu simplesmente. Falei que o peregrino era quem movia esses demônios e só agora eu me dava conta disso. Ela discordou: “O peregrino é responsável apenas pelos demônios dele. Você, pelos seus. A permissão para que os demônios dele alimentassem os seus foi concedida por você”.

“As pessoas têm sobre nós apenas o poder que concedemos a elas.”

Lamentei que nem sempre eu conseguia identif**ar a presença desses demônios em mim e também tinha certa dificuldade de entendê-los. Ela explicou: “A vaidade é a necessidade de se sentir admirado pelos outros; o orgulho surge quando precisamos nos sentir maiores que as demais pessoas. Ambos insistem em nos convencer de que são indispensáveis à felicidade. A inveja se faz presente quando teimamos em nos comparar ou em desejar a vida alheia, como se as possibilidades que se apresentam não são boas o suficiente para nós. No fundo, um desejo sombrio e inconfessável de estar no trono do mundo”. Olhou-me profundamente e disse: “Vaidade, orgulho e inveja são demônios filhos do medo. Medo de duvidar da própria força, medo de não acreditar no poder que o habita, medo de não conseguir viver o próprio sonho, medo de não enxergar a beleza do seu dom, medo de se sentir menor, pior ou abandonado. Medo de mergulhar nas profundezas de si mesmo para iluminar a escuridão. Paradoxalmente, é esta escuridão que alimenta o medo, em eterno ciclo de sofrimento e fuga. Fugimos para a vida do outro na vã tentativa de esquecer a nossa. Então, sofremos por incompletude”.

“Dentro de cada um de nós vivem anjos e demônios, alimentados pelos nossos sentimentos e pensamentos. Os bons e os ruins. O que fazer com cada um deles define, passo a passo, quem somos e qual direção seguimos. Creia, neste momento da existência, ainda precisamos de ambos, anjos e demônios, movidos por ideias e paixões de muitas vertentes, para aperfeiçoar as nossas escolhas e fortalecer, em definitivo, os laços com a luz”.

“Todos temos os mesmos demônios. Não negue nem reprima os seus. Envolva-os com amor e os ilumine, como um bom pai cuida do filho. Use a enorme força vital deles para trabalhar em favor dos seus anjos. Esta é a diferença”.

Falei que tinha que dar uma resposta ao caravaneiro logo pela manhã. Admiti que estava arrependido e já sabia a decisão que tomaria. Ela disse: “A humildade é a virtude primordial ao primeiro portal do Caminho. O portal da lucidez. Lucidez por começar a entender quem sou. Só então, me abro as infinitas possibilidades para tudo aquilo que posso me transformar, na alegre batalha para me tornar melhor do que fui ontem. A existência não trata da absurda competição com os outros, mas no esforço da superação sobre si mesmo. Essa estrada começa com a humildade. Em verdade, a humildade é o início do amor pela vida. As virtudes são os nossos anjos, pois protegem e libertam; a humildade é um dos anjos mais poderosos que existe”.

Sem pedir licença, se levantou e saiu. Fiquei acompanhando os seus passos, quando ela se virou e disse: “Não esqueça de agradecer aos seus demônios pela lição de hoje”. Fez uma pausa e finalizou: “Mas também não esqueça de educá-los”. Depois seguiu até o alto de uma duna. Iluminada pelas estrelas, a vi bailando, sozinha, em comunhão com o deserto.

Outros textos do autor em www.yoskhaz.com

Queridos todos, a editora me informou que a gráf**a entregou uma nova tiragem dos livros impressos. Eles podem ser encontrados no site da editora www.tintalivre.com
Agradeço o carinho e o interesse da acolhida. De coração!!!

Quero ressaltar que todos os textos podem ser lidos e baixados livremente no nosso site ( www.yoskhaz.com ). Sempre foi e sempre será assim.
Esclareço também que todos os nossos livros podem ser baixados gratuitamente em formato digital no site da editora. O conteúdo digital é exatamente igual ao impresso. O acesso é irrestrito; o conhecimento é para todos. Como ensina Ricardo di Napoli, um dos mestres que tive a honra de conhecer no Caminho: "Fora do conhecimento não há libertação!"

25/05/2018

O LADO OCULTO DE BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES: Talvez por Walt Disney ser um maçom, ele escolheu esse conto com muito carinho. Branca de Neve representa o ...ser iniciado, que nasce na terra. Três mulheres, são representadas neste conto, a primeira a sua mãe, que morreu quando ela nasceu, levando com ela todo o passado, todas as lembranças, representa o esquecimento quando descemos a esse plano, o passado. Ela o presente a ser vivido, sua Madrasta o futuro, o desafio, as provas por qual terá que passar. O espelho é a consciência, na medida que o tempo passa o corpo físico se degrada, esse confronto é inevitável: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu” – O espelho sempre responderá VOCÊ ONTEM, porque hoje estou mais velho, amanhã mais. A Madrasta resolve mandar matar Branca de Neve, quer o seu coração, como prova da morte da pureza, da inocência, e Branca de Neve então foge pela floresta, se f**asse no seu castelo, não descobriria seu interior, começa a iniciação, pois a floresta representa o INTERIOR de cada ser. Neste caminho ela vai encontrar todos os elementos da natureza, e lidar com suas energias representada por SETE ANÕES. Os anões são os centros vitais de forças, os CHAKRAS. O Mestre representa o coronário, ele é o chefe, a consciência espiritual; o Zangado representa o chakra Frontal, pois ele é racional, se baseia na lógica e no raciocionio, intelecto; o Feliz, representa o laríngeo, é o mais gordinho, tem relação com as glândulas tireóide, é comunicativo, alegre; o Dengoso, representa o cardíaco, é sentimental, emotivo, chorão, apaixonado; o Soneca, representa o chakra Umbilical, representa o inconsciente, instinto primitivo, o sono, emoções inferiores; Atchim representa o chakra esplênico (sexual), é o chakra responsável pelo filtro das energias nos órgãos se***is, também responsável pelas elergias, ansiedades e finalmente o Dunga que representa o chakra radico, básico, raiz, representado pela inocência, pelo principio, o menino, o inicio da coluna vertebral, é o chakra dos instintos. Na relação da história, Dunga foi o primeiro a ver Branca de Neve. Nota-se no conto que o Mestre é quem lapida as pedras preciosas. O Mestre confunde as palavras quando f**a nervoso, é uma das características do Chakra Coronário quando tiver em mal funcionamento a confusão, o atrapalhamento das idéias. A branca de Neve conquista os Sete Anões, domina o Sete Mágica, domina os chakras, . O sete é também por excelência o número vibracional da mudança. Isso atrai para si, um confronto derradeiro, o lado negro surge trazendo o desafio crucial do interior. A bruxa representa esse lado negro, oculto, essa força inconsciente. A maça o CONHECIMENTO. Provar o conhecimento signif**a morrer, dentro do esoterismo isso signif**a a MORTE INICIÁTICA. Os anões a colocam num caixão de vidro, signif**ando que ela está presa em si mesmo. Surge então o Cavaleiro, uma figura até então indiferente na história, ele signif**a a energia masculina, a PINGALA, a energia Kundalini positiva, a ação, fazendo uma analogia com o Tarot, o cavaleiro é o carro, o caminho, a carta número 7, símbolo do fogo. O beijo é o encontro da energia branca, negativa (Lua), feminina chamada de IDA da Kundalini, com a energia do fogo (Sol)e quando isso acontece o SER DESPERTA, ascende, transcende, conquista a si mesmo, levanta, se torna INTEGRAL. Assim fecha a história da saga humana, um horizonte de luz, com um castelo nas nuvens. Um arco íris com um pote de ouro no final.

O PERFEITO ESPELHOMais de uma vez, durante os meus períodos anuais de estudos na Ordem, encontrei o Velho, como carinhos...
19/05/2018

O PERFEITO ESPELHO

Mais de uma vez, durante os meus períodos anuais de estudos na Ordem, encontrei o Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo da irmandade, sentado em uma confortável poltrona na agradável varanda do mosteiro. Ele adorava aquele lugar, onde fazia as suas reflexões diárias diante do belo cenário proporcionado pelas montanhas. Sempre que eu queria conversar sabia que, quase sempre, o encontraria lá no final da tarde e, invariavelmente, seria recebido com um sorriso sincero. Naquele dia não foi diferente. Cheguei com duas canecas fumegantes de café, entreguei uma em suas mãos e me acomodei em uma poltrona ao lado. Em seguida puxei assunto com o monge. Falei que o foco dos estudos da Ordem era o autoconhecimento como estrada que leva ao sagrado, uma vez que não encontraremos Deus em nenhum lugar, salvo dentro de nós mesmos. Citei as famosas frases “Conheça a ti mesmo e conhecerás a verdade” e “Conheça a verdade e vos libertará”, de Sócrates e Jesus, respectivamente, como eixo filosófico condutor da busca. Acrescentei que as virtudes eram as ferramentas que me permitiriam avançar à medida que as sedimentasse em mim, possibilitando a libertação do sofrimento, essa cruel prisão sem grades. O monge ouvia a tudo com paciência e apenas balançava a cabeça em concordância. No entanto, em relação ao entendimento de quem eu era de verdade, falei que por vezes eu tinha um olhar por demais rigoroso, enquanto noutras era generoso em excesso. A dificuldade de me enxergar com clareza complicava o meu processo de aperfeiçoamento. Confessei que estava com a sensação de que não conseguia avançar há algum tempo. O Velho arqueou os lábios em leve sorriso e me orientou com a sua usual simplicidade: “ Preste atenção a como você reage todas as vezes em que é contrariado; quando o mundo lhe diz ‘não’. Nas ações costumamos ouvir antes o coração e, assim, reverberar em luz. É comum oferecermos o nosso melhor. Entretanto, nas reações quem costuma falar são as nossas sombras. É quando refletimos a face ainda obscura do ser. As reações nos mostram os cantos que ainda não foram iluminados”. Fez uma pausa para concluir: “As reações são o perfeito espelho do ser, pois nos mostram o que ainda não queremos ou não conseguimos ver.”

Argumentei que é comum reagirmos mal quando surpreendidos com atitudes mesquinhas e retrógradas que não deveriam mais ter lugar no planeta. O monge deu de ombros e disse: “Nada mais mesquinho e retrógrado do que não respeitar as escolhas alheias. Cada qual ao passo de suas lições, no compasso do nível de consciência e capacidade de amar que já possui”. Sustentei que não devemos ser tolerantes com o mal. Ele concordou: “O mal deve ser estancado com firmeza”. Porém fez uma ressalva: “Entretanto, a maneira de fazer isso faz toda a diferença”. Bebeu um gole de café e prosseguiu: “Não raro vejo as pessoas apontando nos outros exatamente aquelas dificuldades que ainda não conseguiram superar, como uma maneira absurda de se sentir melhor ou adiar a inevitável batalha interna.”

“Exigimos dos outros um padrão de comportamento que, na verdade, não praticamos. Clamamos por justiça quando em verdade estamos sedentos por vingança, pois não vejo a preocupação na educação do indivíduo, mas apenas em fazê-lo sentir uma dor igual ou ainda maior do que aquela sofrida. Preferimos segregar ao invés de educar. Então temos o mal pelo mal, como maneira absurda de agigantar as sombras coletivas ao invés de estancar a escuridão”. Deu de ombros como quem diz o óbvio e falou: “Por princípio, para iluminar é necessário... Luz.”

Falei que o problema das reações surge quando somos pegos de surpresa. Então, reagimos no impulso, sem tempo para pensar. O Velho tornou a concordar: “Exato. O ‘automático’ é o cerne da questão. Ele fala de nossos instintos mais primitivos, dos preconceitos, dos condicionamentos culturais que nos moldam, dos papéis sociais que nos limitam, dos desejos de possuir, das necessidades ancestrais por dominação, dos anseios por aceitação e por aprovação. São vícios que de tão entranhados nem percebemos o quanto interferem em nossas escolhas, impedindo tudo aquilo que podemos ser. Sempre é possível ir além do que já conhecemos.”

“O ‘automático’, movido pela força do inconsciente coletivo, varre a nossa consciência para debaixo do tapete da existência. Então, restamos anulados.”

Bebeu mais um gole de café e continuou: “Não é só. Nas reações é quando mais comumente se manifestam as sombras do medo, do ciúme, do orgulho, da vaidade, da inveja. Todas são consequências da ignorância. Ignorância de não saber quem eu sou; ignorância que me aprisiona no cárcere da dor.” Olhou-me nos olhos e disse: “Para conhecer alguém, negue-lhe um desejo. A capacidade de reagir no expoente das virtudes já florescidas é a exata régua de evolução do ser.”

“Em um primeiro momento, preste atenção a cada reação surgida diante da adversidade. Depois, desligue o botão do ‘automático’. Tente entender como você pode reagir diferente e melhor toda a vez que o mundo lhe disser ‘não’. Assim avançamos.”

Fiquei um tempo sem dizer nada para concatenar as possibilidades de aperfeiçoamento que as reações ofereciam. Quebrei o silêncio para falar que a reação poderia se tornar um problema sério, a depender da sua dimensão e despropósito, origem de mágoas e contrarreações ainda mais violentas. No entanto, ela poderia virar um bom mestre a me indicar as mudanças que eu deveria trabalhar nos âmbitos do coração, da mente e das escolhas. O Velho concordou, mas fez uma preciosa ressalva: “Tenha cuidado para não sufocar ou negar as sombras que movem as reações. Nunca as trate como inimigas, mas sempre como aliadas”. Interrompi para dizer que aquilo não fazia sentido; afinal, as sombras eram boas ou ruins? Ele explicou com paciência: “Depende de como você se relacionar com elas. Se as reprimir, viram recalque; se as negar, acabam por te dominar por se moverem soltas dentro de ti. Cuide delas e as eduque. As sombras fazem parte de você. Caso queira ser inteiro será preciso aprender a evoluir com elas em infinitas transmutações. Elas mostram as feridas que sangram e doem, onde a cura se faz necessária. Use as sombras como um cão farejador de si mesmo, nunca como um animal de ataque.”

“Esteja atento às situações que te deixam agressivo ou triste. Ali é local onde está enterrado o tesouro; ali é ponto a ser transformado, o impulso da evolução. Muitas vezes, na busca para se aproximar do ‘modelo perfeito’ nos preocupamos mais com a imagem externa do que com o aperfeiçoamento interno. Sem a transformação vital da essência a aparência não irá se sustentar. Como uma construção sem alicerces, cedo ou tarde aquele personagem restará desmoronado em atitudes infantis, depressivas ou violentas. São os recalques e as negações sobre si mesmo.”

Pedi para ele explicar melhor. O Velho foi didático: “De tanto negar a própria essência, de tanto recusar a ouvir o coração, de tanto fechar os olhos para a verdade que pulsa, o indivíduo chega a acreditar que encontrará a plenitude através de um personagem encaixado em padrões moldados ao agrado social ao invés de se transformar naquela pessoa que nasceu para ser.”

“A todo momento, por puro amor, a vida nos coloca diante do espelho, mas teimamos em fechar os olhos. A reação de desconforto explica o personagem. Quando uma situação rasga a fantasia, surge a dor do ser desnudo. Mas é preciso revelar a personalidade autêntica esquecida dentro do personagem de ficção. Você pode escolher em continuar na fuga de si mesmo. Outra opção é decidir pelo renascimento. Isto define a perpetuação do sofrimento ou a cura.” Bebeu mais um gole de café antes de concluir: “As reações servem como diagnóstico.”

Comentei que já tinha visto reações pavorosas. Confessei que agi assim muitas vezes, bastava que resgatasse os muitos fatos existentes em minha memória com sinceridade. Admiti que era deplorável agir dessa maneira. O monge ponderou: “Depende da maneira de como encarar a situação. A reação dolorosa, revelada através da tristeza, mágoa ou da agressividade, nada mais é do que um grito da alma por um entendimento diferente. É a sinalização de uma alma que anseia por libertação, que precisa ser ela mesma. Nem melhor nem maior que as demais, mas única e inteira para que possa ser bela. Trata-se de uma alma que não consegue mais f**ar sem voar, por mais confortável que seja a gaiola. A essência da alma são as asas.”

“Afaste-se sempre da culpa para não restar estagnado. A culpa e a estagnação nutrem a tristeza e a agressividade. Tenha a responsabilidade de reparar os eventuais equívocos. O mais importante, empenhe os seus esforços para fazer diferente e melhor da próxima vez. Tenha este compromisso consigo. Assim nos conectamos com a Lei da Infinitas Oportunidades e alavancamos a evolução.”

Esvaziou a xícara de café e finalizou: “Aquele que busca o ouro da vida no mundo restará perdido e fragmentado. Pleno é aquele que o encontra no próprio coração. Então, ilumina o mundo.”

Tornei a f**ar em silêncio. Aproveitei o bonito cenário proporcionado pelas montanhas para refletir sobre todas aquelas palavras proferidas pelo Velho. Tudo me pareceu claro, sensato e nem tão difícil assim de praticar. Tive certeza de que não teria dificuldade. Sim, eu estava pronto. Falei isso para o Velho que apenas me olhou e nada disse. Não demorou muito se aproximou outro monge, Mateus, para dizer que tinha resolvido estender por mais uma semana a sua estada no mosteiro. Isto impediria de eu ir de carona com ele até a cidade onde se localiza o aeroporto mais próximo. Como eu retornaria para casa dali a três dias, fiquei profundamente irritado. Pois tinha devolvido a passagem de trem que me levaria ao aeroporto por causa da carona. Argumentei que eu teria dificuldade em conseguir um novo lugar no vagão, pois estávamos em período de alta temporada na região. Insisti que ele não poderia agir daquela maneira. Usei palavras duras com o claro intuito de fazê-lo sentir a minha frustração. Mateus disse que lamentava, mas que para ele era importante f**ar mais alguns dias. Acrescentou que contava com a minha compreensão, girou nos calcanhares e saiu. Inconformado, me virei para o Velho em busca de apoio à minha indignação. Para minha surpresa, ele olhava para as montanhas e sorria. Tinha o sorriso de um menino travesso que assistia ao amigo tropeçar nos próprios pés.

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